15 Out 2016 | Sem categoria

Kevin Kelly
“Pensei em fazer algo pelos outros quando eu conheci o Movimento dos Focolares. Aderi logo ao propósito de dedicar um pouco do meu tempo ao “The Way”, um centro de acolhimento para pessoas alcoólatras e sem moradia. São pessoas que passaram a vida nas ruas e, agora, são idosos e muito pobres para enfrentar sozinhos o pouco de vida que lhes resta. Neste centro, conheço Paddy, um jovem irlandês que combateu junto aos ingleses. Como muitos ex-soldados, não conseguiu enfrentar a vida normal e parar de beber. Em um momento de lucidez, me conta que nunca disparou para matar, mas somente mirava nas pernas. Uma noite percebo que realmente está muito mal e que não passaria daquela noite. Chamo um amigo sacerdote que consegue lhe dar a unção dos enfermos. Em seguida, juntos, o preparamos para o seu funeral. Cuidar de Paddy que, depois de tanto sofrimento, agora se encontra na paz, é para nós como ter deposto Jesus da cruz. O fazemos com a mesma sacralidade. Em seguida, conheço Peter, um médico do hospital S. Vincents com o qual compartilhamos as experiências com os alcoólatras. Ele tem a intenção de abrir um centro para a reabilitação, apenas diurno, e me pergunta se me interesso em assumir a gestão desta nova estrutura. De acordo com minha esposa, peço três anos de afastamento do serviço público onde trabalho e começo uma estreita relação com o pessoal do hospital para criar as condições adequadas para abrir um novo centro. Após muitas consultas, o abrimos em um velho pub, em Fitzroy. O pessoal é composto por um enfermeiro com grande experiência nesse campo, alguns profissionais de várias áreas, mas, sobretudo, de ex-alcoólatras: pessoas maravilhosas, honestas consigo e com os outros, graças às suas experiências são de grande ajuda aos usuários, sobretudo na primeira fase da abstinência.
Trabalhar com eles é uma experiência realmente muito interessante. Quase todos obtiveram a sobriedade através dos “Alcoólatras Anônimos” e sabem bem como se comportar com aqueles que ainda possuem a tendência. São seres humanos especiais, pessoas que, na aceitação de suas condições, conseguiram dar a volta por cima, sair de si mesmos, transformando em positivo o seu sofrimento. A um dado momento, percebemos que alguns usuários, pessoas sem casa e indigentes, se dirigiam ao centro somente para ficarem sóbrios e, em seguida, retornavam aos seus velhos hábitos. Este comportamento, para os ex-alcoólatras que investem muito tempo para ajudar as pessoas a se recuperarem, é muito difícil de aceitar. Graças ao relacionamento fraterno que se estabeleceu entre nós, posso dividir com eles um simples, mas revolucionário ensinamento de Chiara Lubich: “ver-nos uns aos outros com olhos novos, como pessoas novas”. A maior parte dos colaboradores, mesmo com dificuldade, aceita em fazer deste também seu principio. E os efeitos não tardam a chegar: um deles, com um recorde em número de presença, tratado por nós cada vez como uma nova pessoa, quando menos esperamos, decide parar de beber. Aceita ajuda e, para a surpresa de todos, continua a se manter sóbrio durante um longo período, além de seguir ajudando outros ao seu redor. Viver em contato com os alcoólatras me dá a oportunidade de partilhar seu sofrimento e o que isso comporta no desenvolvimento das pessoas. E também de testemunhar a importância de aceitar e de amar cada pessoa além de como ela se apresenta, dando a cada uma a confiança a qual necessita”.
14 Out 2016 | Sem categoria
Com a tonalidade da “Powertà” – a pobreza das riquezas e a riqueza da pobreza – LoppianoLab 2016 retomou os trabalhos num espaço onde ninguém é apenas expectador. Seguindo as linhas da cultura da unidade, um entrelaçar-se de pessoas e instituições, ideias e experiências, procurando costurar divisões e tecer um amanhã mais fraterno, nos vários campos do viver. «Este ano – foi uma novidade – propusemos “Jovens em ação!”: workshops artísticos abertos aqueles que, mais do que ninguém, por data de nascimento, estão em busca de um futuro diferente», conta Mileni, do Gen Verde. Eram 160 jovens, muitos italianos e cerca de 50 provenientes de várias partes do mundo, envolvidos numa enriquecedora experiência de inter-culturalidade, que colaboraram unidos por um clima familiar de escuta, confiança, contato sem preconceitos. «Eles tentaram – continua Mileni – “entender a exigência de quem está perto, e não só a nossa”, como nos disseram. E também que “podemos escolher: ou ignorar quem tem dificuldades ou ajudá-lo”. Mas, principalmente, descobriram o milagre do “juntos” e as riquezas que podem ser compartilhadas nas pobrezas do cotidiano». Quando perguntamos: «Vocês descobriram algo de novo com este trabalho?», responderam: «Entendemos o valor da solidariedade, da ajuda recíproca no trabalho em equipe, o senso de responsabilidade diante do grupo e de confiança mútua, inclusive para alcançar um resultado melhor». E ainda: «A superação da barreira da língua ou de quem mora em uma outra cidade, procurando uma comunicação sincera e atenta. Enfrentar os momentos de desânimo, de fracasso, descobrir o valor da alegria ou de cantar, dançar e tocar juntos». E o que você vai usar, no seu dia a dia, daquilo que aprendeu aqui? «Escutar e confiar nos outros, sem olhar a mim mesmo», um respondeu. E outro: «Conquistamos mais confiança em nós mesmos e aprendemos que as pessoas nem sempre são aquilo que parecem de fora. Podemos eliminar os preconceitos, criando um clima sociável, para integrar-nos melhor com os outros». O “grande final”, na noite conclusiva, teve a performance do Gen Verde, junto com os jovens, num auditório cheio com cerca de 900 pessoas, onde ninguém ficou sentado. Escuta profunda, participação e uma explosão de alegria para todos. Alguém disse: «Gostei do estilo fresco, atual e envolvente do concerto», e depois, «senti a força na diversidade, foi maravilhoso! No final tinha vontade de dizer muitas coisas, mas fiquei em silêncio. Silêncio para meditar todos os valores que vocês nos transmitiram». Vídeo-entrevista de “Stars on the Sidewalk”
13 Out 2016 | Sem categoria
16, 17 e 18 de Novembro: oficinas com os jovens. 19 de novembro: Concerto no Teatro Civico La Spezia às 20:30 21 de novembro: o feedback com os jovens.
13 Out 2016 | Sem categoria
A conclusão das comemorações terá lugar nos próximos dias 5 e 6 de novembro 2016, em Fátima. Domingo, dia 6 de novembro, será um dia de Festa para a qual temos o prazer de convidar todos os amigos do Movimento dos Focolares.
Do programa desse dia consta: 11h30 – Missa | Auditório do Centro Paulo VI 13h15 – Almoço 15h30 – Festa comemorativa dos 50 anos do Movimento dos Focolares em Portugal | Auditório do Centro Paulo VI 17h30 – Conclusão Será para nós motivo de grande alegria poder contar com a presença de muitos amigos! Inscrições para os dias 5 e 6 de novembro aqui Inscrições só para o dia 6 de novembro aqui Para mais informações: 50anos@focolares.pt 263 790 676 https://youtu.be/AAGygqh97xc
12 Out 2016 | Sem categoria
Lionello nasceu no dia 10 de outubro de 1925, em Parma (Itália), em uma família abastada da qual recebeu uma educação fundamentada na honestidade e na autenticidade. Frequentou o ensino médio nos anos marcados pela Segunda Guerra Mundial, quando desenvolveu uma particular “atenção” aos problemas sociais e civis. Em 1943 iniciou os estudos de Direito e se formou em 1947, obtendo a nota máxima com louvor, depois de um período de interrupção passado na prisão por ter colaborado com o “Movimento Partigiano”. No pós-guerra ocupou-se com atividades formativas e culturais da FUCI (Universitários Católicos Italianos) e nas atividades políticas da Democracia Cristã, não abandonando a assistência aos pobres, por meio da Conferência de São Vicente. Mas, temia tornar-se burguês. Justamente naquele período ele aderiu a uma iniciativa que reunia jovens que tinham o desejo de um aprofundamento espiritual à luz do Evangelho. Ficou conhecendo a espiritualidade da unidade de Chiara Lubich, e, em janeiro de 1950 conheceu Ginetta Calliari, uma das primeiras focolarinas. “Ela nos falou com grande simplicidade, mas, com grande convicção. (…) O cristianismo que me era apresentado era muito vivo e fascinante, tive a impressão de que eu ouvia, pela primeira vez, uma explicação sobre o que é o próprio cristianismo”, ele disse recordando aquele encontro. Contemporaneamente ao crescimento espiritual houve também o sucesso profissional: tornou-se o mais jovem magistrado da Itália. Em 1953 ele participou da Mariápolis, na qual se aprofundou na espiritualidade da unidade. Conheceu Chiara Lubich, Pasquale Foresi e Igino Giordani. Aqueles foram dias que marcaram a sua vida para sempre. Assim ele os descreveu: “Aquela convivência, ainda que de pequenas dimensões, tinha a sua completude: havia virgens e casados, sacerdotes e operários. Poderia ser modelo da maior sociedade, tendo em si uma lei de valor universal. Vi naquele ‘corpo’ de pessoas unidas em Cristo, mesmo na pobreza dos meios materiais, mesmo composto de pessoas não desprovidas de defeitos e de ingenuidade, um organismo no qual o Senhor havia depositado uma luz, uma lei, uma riqueza destinada a difundir-se no mundo inteiro (…)”. Naquele encontro ele decidiu seguir a Deus no focolare. Em 1961 toma uma decisão que causa alvoroço: deixa a profissão (naquela época fora nomeado procurador substituto da Comarca de Parma), para dedicar-se completamente ao Movimento. O jornal semanal “Gente” publicou um artigo sobre este juiz que “havia deixado a toga pela bíblia”. Em 1962 ele foi condecorado com o “Prêmio da Bondade”, conferido pela região da Emília, no norte da Itália.
Lionello esteve em Roma, na primeira escola internacional de Grottaferrata, em seguida, em Turim e, mais tarde, em 1965, na Mariápolis permanente de Loppiano, Itália, onde, por 15 anos, lecionou aos jovens focolarinos e dedicou-se completamente ao desenvolvimento da nascente cidadezinha com “o amor recíproco como lei fundamental”. Foi ordenado sacerdote em 1973 e, para ele, tratava-se de “estar a serviço do carisma, ser uma transparência de amor, ser ‘mais Jesus’ para os outros”. Em 1981 exerceu várias funções no centro Internacional do Movimento, em Rocca di Papa. Ao obter a licenciatura em Teologia e Direito Canônico, tornou-se um especialista em associações leigas, desenvolvendo um trabalho precioso como assessor para a formulação dos Estatutos do Movimento dos Focolares (Obra de Maria), em contato com os grandes canonistas da Santa Sé. Em agosto de 1986, após alguns exames, recebeu o diagnóstico de um tumor e, frequentemente, retornavam na sua mente e no seu coração alguns escritos de Chiara Lubich, especialmente um sobre Maria: “A ave-maria é belíssima, em cada sua expressão, mas, hoje, eu gostaria de sugerir que seja evidenciado, com o coração, de maneira particular o dúplice pedido: ‘Rogai por nós, pecadores, agora’ ‘e na hora da nossa morte’, para que Maria nos assista com a sua intercessão, junto a Deus, em cada momento presente da nossa vida e para que, naquele momento importante que é a morte, ela esteja presente, ao nosso lado, de maneira especial”. No dia 11 de outubro, inesperadamente, Lionello nos deixou. Houve quem o definiu o “homem das bem-aventuranças”, porque justamente nelas encontramos o reflexo da sua vida: na pureza de coração, na mansuetude, na misericórdia, na paz, na fome e sede de justiça. De fato, esta é a frase que orientou a sua vida: “Buscai, em primeiro lugar, seu Reino e sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6,33).