5 Mar 2016 | Sem categoria
«Um dia te direi que renunciei à minha felicidade por ti». As primeiras palavras da canção da banda italiana Stadio, vencedora do último Festival de Sanremo [festival da canção italiana, ndr], é uma boa ocasião para refletir sobre a nossa felicidade e sobre a dos outros. A nossa civilização pôs a busca da felicidade individual no centro do próprio humanismo, relegando cada vez mais a pano de fundo outros valores e a felicidade dos outros – a menos que não sejam um meio para aumentar a nossa felicidade. E deste modo, não temos mais as categorias para podermos compreender as escolhas (que ainda existem) de quem renuncia, conscientemente, à própria felicidade por aquela de outra pessoa. […] A felicidade tem uma história muito longa. O humanismo cristão, inovando muito em relação à cultura grega e romana, desde o início propôs uma visão da “felicidade limitada”, onde a busca da nossa felicidade não era considerada o objetivo último da vida, porque estava subordinada a outros valores, como a felicidade da comunidade, da família, ou o paraíso. Durante séculos pensamos que a única felicidade digna de ser alcançada fosse a dos outros e a de todos. […] Na idade moderna esta antiga e enraizada ideia de felicidade entrou profundamente em crise, e no seu lugar se introduziu a ideia, que era típica do mundo pré-cristão, de que a nossa felicidade seja o bem último e absoluto […]. A economia contemporânea, com a sua matriz cultural anglo-saxã, se casou perfeitamente com o ideal da felicidade individual. […]. Para a economia, o mundo é habitado somente por pessoas que querem satisfazer ao máximo a própria felicidade. […]
Esta descrição das escolhas humanas consegue explicar muitas coisas, mas é inútil ou enganadora quando devemos explicar aquelas poucas, mas decisivas escolhas das quais depende quase totalmente a qualidade moral e espiritual da nossa vida. Quando Abraão decidiu se encaminhar com Isaac ao Monte Moriá, com certeza não pensava na própria felicidade […], mas certamente estava seguindo uma voz, dolorosíssima, que o chamava. E, como ele, muitos continuam a subir os Montes Moriás da própria vida. Os momentos, as ações e as escolhas no decorrer da nossa existência não são todos iguais. […] Existem muitas coisas boas na nossa vida que não são medidas sobre o eixo da nossa felicidade, e algumas nem mesmo sobre o eixo da felicidade dos outros. As escolhas mais importantes são quase sempre escolhas trágicas: não escolhemos entre um bem e um mal, mas entre dois ou mais bens. E há também decisões nas quais saímos do registro do cálculo. E outros momentos onde não conseguimos nem mesmo escolher, mas, talvez dóceis, pronunciar somente um “sim”. A terra é habitada por muitas mulheres e homens que em certos momentos decisivos não buscam a própria felicidade. […]
Felicidade, verdade, justiça, fidelidade, são todos bens primários, originários, que não podem ser reconduzidos a um só, ainda que fosse a felicidade. Podemos ter uma ideia clara de qual é a escolha que nos fará mais felizes, podemos incluir naquela felicidade quase todas as coisas belas da vida, até as mais elevadas, mas apesar disso, podemos decidir livremente não escolher a nossa felicidade, se existem outros valores em jogo, que nos interpelam. E talvez, no final, descobrir uma palavra nova: a alegria, que diversamente da felicidade, não pode ser buscada, mas só acolhida como dom. Quem deixou a própria boa marca na terra, não viveu a vida correndo atrás da própria felicidade. Considerou-a pequena demais. Viu-a, algumas vezes, mas não se deteve para recolhê-la; preferiu continuar a caminhar atrás de uma voz. No final da corrida não permanecerá a felicidade que acumulamos, mas se permanecer algo, serão coisas muito mais verdadeiras e sérias. Somos muito maiores do que a nossa felicidade. […] Luigino Bruni A voce dei giorni/1 – Leia o texto integral, em italiano (Fonte: Avvenire)
4 Mar 2016 | Sem categoria
Khaled Bentounès, argelino, 66, guia espiritual do Sufismo Alâwiyya, é um homem de paz. Tendo vivido na França desde a década de 1960, suscitou numerosas iniciativas originais e de grande relevo: da fundação dos Escoteiros muçulmanos da França à Associação Terra da Europa, dos debates internacionais, na Unesco, por um Islã de paz, ao lançamento – por intermédio da Associação Internacional Sufi Alauita, por ele fundada – de uma campanha de mobilização internacional a fim de que a ONU institua o dia mundial do “Viver juntos”. Dia 26 de fevereiro passado, esteve em visita ao Centro Internacional dos Focolares e conversou com a presidente, Maria Voce, e o copresidente, Jesús Morán. Durante a visita foi possível dirigir-lhe algumas perguntas. A primeira, partindo dos numerosos projetos dos últimos anos, dizia respeito aos dias de hoje. «Para responder rapidamente a essa pergunta – sobre suas atividades atuais – afirma Bentounès, trabalho para converter-me ainda mais, converter-me à visão de um mundo mais fraterno, mais em harmonia, um mundo mais justo. Trabalho por este “circuito” de fraternidade, que eu possa vê-lo antes de deixar esta terra, possa ver realizar-se o sonho que grande parte da humanidade possui. Não sei se o verei, mas, pelo menos, tenho a convicção de que terei dado a minha contribuição». Sobre os motivos de esperança, em tempos em que a fraternidade dos povos parece não ter espaço, Khaled Bentounès diz encontrar razões para esperar «antes de tudo na riqueza da herança espiritual recebida de meus antepassados, na qual a fraternidade é imprescindível. Quando vejo da onde provenho, vejo um fio único, ininterrupto». «Acontece-me encontrar pessoas, na política ou na economia – acrescenta – que descrevem um mundo que ruma para problema insolúveis, e eu digo a eles o que disseram os nossos mestres: “Se vos dissessem que amanhã será o fim do mundo, o que fariam?”. Continuem a plantar e a semear! Não se preocupem excessivamente!. Façamos o que devemos fazer! Plantemos e semeemos o amor, a esperança e a fraternidade, aconteça o que acontecer! Mesmo se amanhã é o fim do mundo. Até que haja um minuto é preciso usá-lo. Pode ser que amanhã seja um outro dia, um outro mundo. E: perseverar!». Khaled Bentounès, que participou, em 1986, do encontro de Assis pela paz, com João Paulo II e os líderes religiosos mundiais, tem um conhecimento dos Focolares que remonta a um encontro com Chiara Lubich, nos anos 1980. O relacionamento continuou na França, até a recente colaboração para a outorga, em 2015, do Prêmio Chiara Lubich pela Fraternidade à associação “Viver juntos em Cannes”, da qual ele é um dos promotores.
Qual a relação atual com os Focolares? Qual a sintonia de ideais? «Penso que o tempo – responde o xeique – fez fecundar esse relacionamento, e o encontro de hoje é também fruto do passado. Esta amizade permaneceu constante. A minha presença hoje, no Centro internacional, e o encontro com a presidente, Maria Voce, e com o copresidente, confirma que existe continuidade. Falamos da confiança recíproca, do projeto de dar uma visão mais fraterna ao mundo que nos circunda; de como movimentos espirituais de tradição cristã e de tradição muçulmana podem operar para dar o seu testemunho àqueles que desejam escutá-los. Não pretendemos mudar o mundo sozinhos, mas é um fato que entre tradições religiosas diferentes certamente existem liames que devem ser reforçados, para caminhar juntos, rumo a um futuro comum que se constrói um com o outro, e não um contra o outro». A entrevista terminou com a revelação de um sonho: «Existem academias de ciências, matemática, música, filosofia, militares – confidencia Khaled Bentounès – e não existem academias de paz. Por que? Não é suficiente o comprometimento espiritual. Nós precisamos ensiná-la. A paz não é algo que desce do céu, mas algo sobre o que se “trabalha”. É um estado existencial, uma visão do mundo, um comportamento. Existe a paz econômica, a paz social, a paz política. A paz diz respeito a tudo. A ecologia é uma forma de paz com a natureza». «Precisa aprender como criar a paz – continua -. Este é um projeto que está no meu coração! Como ligar paz e arte, paz e arquitetura? A paz pode ser transmitida, por meio da arte, às futuras gerações? Como é possível, através de uma economia solidária, criar a partilha dos saberes, da riqueza, de maneira justa, para além dos países? Trata-se de um sacrossanto “canteiro de obras”! Essa academia não é uma palavra, é um trabalho concreto que deve acompanhar as nossas ações em todos os campos». «Creio que é esta – conclui – a nossa espiritualidade, que nutre a consciência para ir mais longe e fazer com que todos participem». Leia a entrevista integral, em italiano
3 Mar 2016 | Sem categoria
5.03.2016- Brescia (Itália) Na Universidade católica, seminário “Paulo VI e Chiara Lubich, a profecia de uma Igreja que se faz diálogo”, organizado com a colaboração do Instituto Paulo VI, em continuidade com os “Dias de estudo” realizados em Castelgandolfo, em novembro de 2014. . 6.03.2016 – Olomouc (República Tcheca) No auditório do Arcebispado haverá uma programação cultural dedicada à figura de Chiara Lubich enquanto artesã de paz. Como conclusão, na catedral, o arcebispo, D. Jan Graubner, celebrará a Santa Missa. 12.3.2016 –Castel Gandolfo (Roma, Itália) Com a presença de personalidades eclesiásticas e civis, no Centro Mariápolis (Via de La Salle), às 17h30, reflexões sobre o tema: “A cultura do diálogo como artífice de paz”. Além de numerosos depoimentos, terá a palavra também a presidente dos Focolares, Emmaus Maria Voce. 12.03.2016 – Gênova (Itália) Para aprofundar a encíclica Laudato sì, no auditório do Conselho Menor, no Palácio Ducale, será tratado o tema “As religiões dialogam pela paz e pelo ambiente”. Intervirão Hueseim Salah (presidente da Comunidade Islâmica de Gênova), Giuseppe Momigliano (rabino chefe de Gênova), Mahauswewe Gnanathilaka (monge budista), Andrea Ponta (engenheiro ambiental), Roberto Catalano (do Centro do Diálogo inter-religioso dos Focolares). 12.03.2016 – Manfredonia (Itália) Sétima edição do Prêmio Chiara Lubich Manfredonia. Estarão presentes, Vera Baboun, prefeita de Belém (Palestina) e Pasquale Ferrara (diplomata e secretário geral do Instituto Universitário Europeu de Florença). Info 12.03.2014 – Solingen (Alemanha) Centro Mariápolis “Zentrum Friedem”: com o título “Viver juntos na diversidade”, o Movimento Político pela Unidade alemão convida para uma mesa-redonda com políticos e administradores da cidade. Em seguida se abrirá o diálogo com os cidadãos sobre o tema da integração dos refugiados. 13.03.2016 – Lisboa (Portugal) No Centro Cultural Franciscano, mesa-redonda sobre “Chiara e a paz”, com membros da Comissão Nacional Justiça e Paz (Dr. Pedro Vaz Patto, presidente; Dra. Graça Franco e António Marujo, jornalistas) 13.03.2016 – Melbourne (Austrália) “Construir a paz no próprio ambiente” é o fio condutor da celebração que acontecerá no Centro Mariápolis, com testemunhos de acolhida aos refugiados. Será apresentado o documentário de Mark Ruse: “Politics for unity: making a world of difference” (“Políticos pela unidade: construindo um mundo de diferenças”). Estarão presentes o vigário geral da arquidiocese, mons. Greg Bennet, e líderes dos Movimentos eclesiais que atuam na Austrália. 13.03.2016 – Bujumbura (Burundi) No Colégio Scheppen de Nayakabiga, diálogo sobre o tema “Misericordiosos como o Pai celeste, construtores de paz”. Entre os palestrantes, o arcebispo de Bujumbura, D. Evariste Ngoyagoye. 13.03.2016 – Vung Tau (Vietnam) Durante o encontro anual dos Focolares no Vietnam (a Mariápolis), com a presença do bispo, D. Joseph Tran Văn Toan, que presidirá a celebração eucarística, apresentação do documentário sobre Chiara Lubich, “História, carisma, cultura”. 14.03.2016 – Houston, Texas (Estados Unidos) “Unidade na diversidade”. É o título da conferência inter-religiosa que se realizará na Universidade de São Tomás, precedida pela celebração da Missa católica, na capela de São Basílio, celebrada pelo arcebispo de Galveston-Houston, Mgr. Joseph Antony Fiorenza. Entre os palestrantes, além do arcebispo, o imã l’imam Qasin Ahmed (Instituto Islâmico), o rabino Steve Morgen (Congregação Beth Yeshurum), Therese Lee (Focolares). Info 14.03.2016 – Manila (Filipinas) No contexto das celebrações dos 50 anos da chegada dos Focolares à Ásia, na Universidade De La Salle, simpósio sobre com o tema: “O carisma da unidade, uma herança sem tempo”. Numerosas personalidades religiosas e civis orientarão a reflexão sobre a contribuição de Chiara Lubich à unidade entre as Igrejas, as religiões e no campo social, e sobre a reciprocidade evangélica, estilo de vida peculiar, que cria a fraternidade. 14.03.2016 – Roma (Itália) – Santuário do Belo Amor Às 18h30, Santa Missa celebrada pelo cardeal João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para a vida consagrada. Info 14.03.2016 – Trento (Itália) Na Fundação Demarchi, apresentação do livro de I. Pedrini, “L’altro Novecento: nella testimonianza di Duccia Calderari”. A biografia de Duccia Calderari, uma das primeiras testemunhas, ao lado de Lubich, nos albores dos Focolares, permitirá aos relatores – Monica Ronchini, pesquisadora; Giuseppe Ferrandi, diretor do Museu Histórico Trentino; Lucia Fronza Crepaz, exparlamentar – deter-se sobre a figura de Chiara Lubich enquanto construtora de paz. 14.03.2016 – Avana (Cuba) No Centro Cultural Fray Bartolomé de las Casas, apresentação de Chiara Lubich em relação à paz, com a presença do Núncio apostólico, D. Giorgio Lingua. Seguirá um concerto do Grupo de Música Antiga “Ars Longa”. 16.03.2016 – Sevilha (Espanha) No Seminário Metropolitano, o professor Manuel Palma, vice-diretor do Centro de Estudos Teológicos de Sevilha, falará de Jesus, príncipe da paz, na espiritualidade de Chiara Lubich. Seguirá um excursus sobre a paz no Islã, pelo Imã Allah Bashar, da mesquita do rei Abdul Aziz Al Saud, de Marbella (Málaga), que falará sobre o seu relacionamento com Chiara Lubich. 16.03.2016 – Roma (Itália) – Câmara do Deputados Apresentação de um manifesto com propostas concretas pela paz, o desarmamento e a reconversão industrial. Os Jovens por um Mundo Unido, que junto ao Movimento Político pela Unidade e as Escolas de Participação, promovem o evento, serão recebidos no Parlamento por diversos parlamentares, e ainda, pelo presidente da Câmara, Boldrini, e pelo Ministro do Exterior, Gentiloni. Info 18 a 20.03.2016 – Milão (Itália) Fieramilanocity Na Feira Internacional haverá um estande expositivo do projeto Economia de Comunhão no qual será apresentada, com várias modalidades, a mensagem de paz que, ainda hoje, é levada ao mundo por Chiara Lubich. Info
19.03.2016 – Perth (Austrália)
Na Praça de Northbridge, transmissão de um videoclipe sobre a paz, realizado pelos jovens, e coleta de assinaturas para a petição #Signup4peace.
Haverá animação também para as crianças. Estará presente o bispo auxiliar de Perth, D. Donald George Sproxton.
29 Fev 2016 | Sem categoria
«Reinhard, austríaco, 55 anos, nos conta a sua experiência: “Há alguns anos, durante um turno de trabalho nos Correios, fui atacado por um jovem que sofria de distúrbios psíquicos: ele me feriu com 27 golpes de punhal. O jovem interrompeu os golpes somente quando, olhando nos olhos dele e, naquela altura, tendo certeza que eu morreria, lhe disse: ‘Eu te perdoo’. Somente naquele momento jogou o punhal no chão. Os psicólogos afirmam que eu não permaneci com nenhum trauma. Fui operado, perdi um pulmão e consigo andar somente graças às muletas, mas, milagrosamente, estou vivo. Atualmente muitas pessoas – professores, sacerdotes, jovens, cristãos, muçulmanos e ateus – me convidam para falar sobre o que aconteceu comigo e sobre a razão pela qual eu o perdoei. Até hoje eu já falei para cerca duas mil pessoas. E, todas as vezes, não posso deixar de falar sobre a Arte de Amar, porque há anos, inclusive naquele dia fatídico, todas as manhãs eu lanço o dado do amor. Muitos jovens, depois das reuniões, me dizem que querem aprofundar esta maneira de viver. Todas as vezes que me convidam é uma ocasião preciosa para difundir o ideal da fraternidade e a Regra de Ouro, na região de Vorarlberg onde eu moro. Um jovem ateu há alguns meses, me disse: “Olha, a religião não me interessa; mas, o teu modo de viver me interessa e muito!”». (Feldkirch, Áustria). «Um dia conversamos, por telefone, com Lina, uma nossa amiga que mora em Damasco, Síria. Ela nos falava das dificuldades para viver em uma situação de guerra: os riscos pelos frequentes lançamentos de bombas, as dificuldades pela carência de alimentos, água e vestuário, a contínua falta de energia elétrica e de aquecimento nas casas e assim por diante. E ela não nos pediu nada. Mas, ouvindo as suas palavras, sentíamos no coração que aquele grito de dor e sofrimento não poderia passar em vão. Mesmo estando distantes, deveríamos fazer alguma coisa. Imediatamente compartilhamos esta ideia com outros amigos. E logo ficamos surpresos com a quantidade de contribuições que recebemos: cada um contribuiu segundo a própria possibilidade. Famílias, casais jovens, adolescentes, crianças, comunidades, paróquias e outras associações. Sem que nós percebêssemos iniciou uma competição de amor. Por exemplo, uma senhora vendeu alguns objetos de ouro e nos entregou a soma arrecadada; um jovem comemorou o seu aniversário e, como presente, pediu uma contribuição para os seus irmãos sírios; uma família doou uma grande soma, fruto da economia de anos: “Nós conservávamos esta quantia para usa-la em uma ocasião especial. Ajudar alguém é uma ocasião especial!” Em resumo, em pouco tempo, recolhemos 20 mil Euros! Graças a este valor, pudemos ajudar muitas famílias sírias em dificuldade oferecendo-lhes alimentos, roupas e produtos de primeira necessidade… mas, especialmente, levamos a eles um abraço grande quanto o mundo, fazendo com que não se sintam abandonados à própria sorte, mas sim que fazem parte de uma grande família!”» (Rossana e Emanuele, Itália) Fonte: Projeto Mundo Unido (United World Project)
26 Fev 2016 | Sem categoria
Edital de convocação download Em 1996 Chiara Lubich foi agraciada com o doutorado h. c. em Ciências Sociais, por ter oferecido um forte impulso na compreensão do diálogo como o principal fator para a construção e a manutenção da paz e da unidade da família humana. Atualmente, sempre iluminada por esta experiência, a teoria e a práxis do diálogo – característica específica do “carisma da unidade” de Chiara Lubich – tornou-se o fundamento da vida de muitas pessoas, de culturas e religiões diferentes. Em um mundo no qual as diferenças étnicas e religiosas muitas vezes desembocam em conflitos violentos, a difusão do carisma de Chiara Lubich contribuiu ao diálogo construtivo entre pessoas, gerações, classes sociais e nações. Com este fundamento surgiu a ideia de promover um simpósio a partir da análise dos significados do diálogo. Este será promovido pela Universidade Católica de Lublin, pelo Instituto Universitário Sophia de Loppiano e pelo Centro para o diálogo com a cultura, do Movimento dos Focolares. O simpósio se realizará nos dias 3 e 4 de junho de 2016, em Lublin, a partir do edital de convocação lançado nestes dias e ao qual responder até o dia 30 de março. Os promotores convidam a todos os interessados a propor discursos originais que explorem, em diferentes perspectivas e práticas, as trajetórias direcionadas ao respeito, à gestão das diferenças, a compreensão recíproca, a resolução dos conflitos e a construção da paz. Foram identificadas cinco áreas de interesse. A preferência será dada aos discursos que ofereçam uma aproximação multidisciplinar, provenientes das áreas de psicologia, economia, pedagogia, ciência da política, sociologia e ciência da comunicação. As propostas para os pronunciamentos deverão ter a característica de preencher as lacunas das divergências entre teoria e prática. Serão selecionados somente os textos inéditos, que ofereçam um valor adjunto à compreensão teórica e prática de conflito e diálogo. Para inscrever-se e propor um discurso, escrever para: congresslublin2016@gmail.com ÁREAS TEMÁTICAS:
- O diálogo nas comunidades: entre carisma e instituição.
- A resolução dos conflitos por meio do diálogo.
- Os atores da transformação política e os processos de participação.
- Os processos individuais, interpessoais e intergrupais na gestão e na prevenção dos conflitos.
- O diálogo entre as disciplinas e o aspecto interdisciplinar.
Para propor um pronunciamento durante o simpósio, responder ao seguinte edital, até, no máximo, dia 30 de março. Alguns dos principais palestrantes no simpósio:
- Adam Biela, professor de psicologia e sociologia (Universidade Católica de Lublin João Paulo II, Polônia).
- Catherine Belzung, especialista em neurobiologia (Universidade François Rabelais de Tours, França).
- Mauro Magatti, sociólogo (Universidade Católica do Sagrado Coração, Milão, Itália).
- Katarzyna Olbrycht, pedagoga (Universidade de Silésia, Katowice, Polônia).
- John Raven, professor de psicologia (Universidade de Manchester, Escócia, Universidade Católica de Lublin João Paulo II, Polônia).
- Marina Santi, pedagoga (Universidade de Pádua, Itália).
- Bogusław Śliwerski, pedagogo (Presidente do Comitê de Ciências Pedagógicas PAN, Polônia).
- Krzysztof Wielecki, sociólogo (Universidade Cardeal Stefan Wyszynski, Varsóvia, Polônia).
- Stefano Zamagni, economista (Universidade de Bolonha, Itália).
26 Fev 2016 | Sem categoria
«Dezembro de 1948. No escritório do meu pai, hoje à noite, está reunida toda a fina flor do ambiente católico de Rovereto: os presidentes dos jovens da Ação Católica, de São Vicente, das Filhas de Maria, da Ordem Terceira Franciscana, e o pároco, naturalmente. E também estou eu, com meus 18 anos, presidente da Juventude Estudantil. A oradora é Valéria Ronchetti. Há algo surpreendente nela: fala de Deus, mas não no modo como eu escutei falar até agora, por outras pessoas; não é algo externo, estudado. Valéria o possui! Ela exprime alguma coisa que urge em seu coração, e que transborda com força… Fico chocada. É uma história de guerra, são experiências sobre o que ela encontrou no Evangelho, com suas companheiras, sobre como descobriram Deus, que é Amor; é uma fonte de água viva que me inunda. À luz de vela, porque faltou a luz elétrica, um senhor idoso, muito sério e um tanto irônico, pergunta: “Mas, senhorita, você não tem medo de entusiasmar assim a juventude? E se fosse fogo de palha?”. Valéria é um tipo realmente entusiasmado, cheia de ardor nas palavras e igualmente nas respostas. Fica de pé e diz com veemência: “Como? Não se tem medo de entusiasmar a juventude pelo esporte, a música, a pintura, a montanha, todas coisas maravilhosas, mas que passam. E se tem medo de entusiasmar por Deus que é o único que permanece? ”.
Grande silêncio. Eu, literalmente, fico amarrada. A montanha, a música, a pintura… não havia experimentado tudo isso até agora? Havia lidado com tudo o que pode existir de sadio e de belo, talvez me havia ocupado por anos, mas nada me tinha preenchido verdadeiramente. Nessa busca, eu permanecera sempre insatisfeita. Mas, então, este é o ponto, é isso que eu procuro: Deus é a resposta a este período de insatisfação, solidão, confusão nas companhias, ativismo, tédio. Todos deixam o escritório cumprimentando Valéria com jovialidade e sorrisos. Mas, não me parece que tenham compreendido realmente o que ela disse. Questiono-me: se ela pode possuir aquilo de que falou – e isso é evidente – porque eu também não posso? E aí me recordo uma frase de Santo Agostinho: “Se estes e aqueles, por que não eu? ”. Estendo a mão a Valéria: “Quero fazer como você, ajude-me! ”. Despedimo-nos marcando um encontro para o dia seguinte. Começa a aventura». Fonte: Città Nuova online