26 Out 2015 | Sem categoria
Será conferido ao Patriarca ecumênico de Constantinopla, Sua Santidade Bartolomeu I, pioneiro do diálogo ecumênico e construtor da paz, o primeiro doutorado h.c. em Cultura da unidade, pelo Instituto Universitário Sophia. Este centro acadêmico tem a sede em Loppiano (Itália), fundado por Chiara Lubich. “Atualmente o mundo necessita de pessoas que buscam a unidade da família humana – afirmou o teólogo Piero Coda, presidente do Instituto Universitário – “e o Patriarca desenvolve uma constante e iluminada ação a serviço de uma cultura que mira a recolocar a fraternidade no centro da história da humanidade”.[…]. Live Streaming Ler tudo: Bartolomeu I no Centro internacional de Loppiano
25 Out 2015 | Sem categoria
«A família foi construída por Deus e Ele formou a família desta forma: Ele fez com que entre a esposa e o esposo nascesse o amor, sem o amor… ninguém se casa, não há matrimônio. Infelizmente, com o aparecimento do pecado este amor sofreu uma certa alteração, foi coberto por sombras, tudo por causa do pecado que entrou na humanidade. Então Jesus se encarnou, mudou essa situação trazendo um amor mais forte, um amor maior, aquele mesmo amor que vem de Deus, que é Deus mesmo. A nossa função, para manter o amor natural, é desfrutar o amor que Jesus trouxe. Se, por exemplo, você deixasse de amar o seu marido, deve amá-lo da mesma forma, porque ele é outro Jesus. Você deve ser a primeira a amar, deve amar a todos, deve fazer-se um e deve amá-lo como a si mesma. Isto é, compense com o amor sobrenatural e as suas exigências para salvar também o amor humano. Este é o sistema. O nosso Movimento Famílias Nova se baseia neste sistema». Fonte: Centro Chiara Lubich Video (em italiano) https://vimeo.com/142517715
25 Out 2015 | Sem categoria
«Foi o Filho de Deus, Jesus Cristo, que nos fez conhecer o verdadeiro rosto de Deus e o verdadeiro rosto do homem e da mulher. Deus é Pai, é Filho, é Espírito Santo. Não se trata, porém, de três, mas de um Deus em três Pessoas, na expressão extensamente elaborada na doutrina trinitária. A Igreja aprofundou essa doutrina e a conservou íntegra nos séculos. Além de encontrar uma linguagem correta na sua profissão de fé, a Igreja sempre adorou as Três Pessoas Divina. A teologia espiritual trinitária proporcionou, até agora, uma relação profunda dos discípulos de Jesus com cada uma das Três Pessoas divinas. A Palavra de Deus não nos apresenta Deus apenas como Espírito perfeito, criador do céu e da terra (como aparece no Segundo Catecismo da Doutrina Cristã), mas afirma: “Deus é amor” (1Jo 4,8.16). Santo Agostinho procurou aprofundar o itinerário do amor em Deus, e chegou a afirmar que Deus é o Amante, o Amado e o Amor. Mas ele sentiu-se incapaz de trilhar esse caminho e deixou-nos o aprofundamento desse mistério, no homem e na mulher, nas três qualidades: inteligência, memória e vontade. Ficou, porém, sem ser desenvolvido suficientemente, um aprofundamento em torno do mistério de Deus Amor. No momento atual, em que a cultura afirma o indivíduo ao ponto de cair num individualismo exasperado, no qual temos dificuldade de realizar a síntese entre unidade e diversidade nos relacionamentos humanos, neste mundo globalizado, no qual, ainda, as relações humanas são reavaliadas em todas as direções, parece-nos oportuno buscar na Santíssima Trindade, enquanto fundamento essencialmente cristão, o caminho para a realização do amor como identidade humana. O que é o amor? Como entender e experimentar o amor? O nosso itinerário deve ser encontrado no caminho daquele que veio até nós do seio do Pai, isto é, o Filho. Para encontrar o homem, Deus, que é amor, fez-se pequeno (Nazaré, Maria, José, Belém, fuga para o Egito. Cruz) (cf. texto de Paulo, Fil. 2,5-11). O amor passa através da encarnação e do mistério pascal. O amor faz-se pequeno para poder encontrar o outro. Esta é a dimensão kenotica do amor. Sem esse percurso é difícil, para o homem e a mulher, encontrar o caminho de relacionamento com Deus, mas também de relacionamento com o outro, seja homem ou mulher. Nesse sentido, parece-me que podemos encontrar o caminho trinitário da antropologia, não só pensada, mas experimentada». Fonte: Città Nuova online
24 Out 2015 | Sem categoria
«Moro em Nicosia (Chipre), nasci e cresci numa família ortodoxa, mas praticamente de nome… não existia profundidade, não havia uma relação com Jesus. Deus, aliás, era aliado e monopólio dos nossos pais, nos casos em que devíamos obedecer às ordens deles. Quando terminei o ensino médio consegui uma bolsa de estudos para estudar odontologia em Budapeste, na Hungria. Foi muito difícil adaptar-me a essa nova realidade: pela primeira vez sozinha, longe da minha família, ter que me habituar a viver com pessoas desconhecidas. Naquela época, o espírito multicultural que se respira hoje estava muito longe. Eu era cheia de preconceitos e tinha atitudes de rejeição. Naquele ano tive grandes desilusões, inclusive com os amigos. Entretanto, dentro de mim iniciou uma busca profunda por uma vida mais autêntica. Na nova faculdade eu conheci uma garota húngara. Fiquei tocada pela sua alegria e pelo modo acolhedor para com todos. Ela até mesmo se ofereceu para me ajudar com a nova língua. Desiludida com as amizades precedentes, o seu modo de agir me deixou curiosa. Eu me perguntava: será sincera ou estará fingindo? Mas… comecei a ter confiança nela. Compartilhávamos tudo: alegrias, sofrimentos, insucessos, até bens materiais. Quando ela ia ver sua família, numa vila a 50 km de Budapeste, no fim de semana, muitas vezes me levava para que eu não sentisse a falta da minha família. Eles eram agricultores, com um grande amor e uma hospitalidade calorosa. Mas havia um ponto de interrogação: todos os dias, numa hora precisa, e uma noite por semana, ela desaparecia sem dar explicações. Eu sabia apenas que estava com outras amigas. Tratava-se – descobri só depois – de algumas jovens que formavam o grupo da nascente comunidade dos Focolares na Hungria. Naquele tempo – estávamos sob o regime socialista -, qualquer pessoa que fosse descoberta envolvida num movimento religioso era perseguida, com consequências graves, por exemplo, a perda do trabalho ou do lugar na universidade. Mas um dia ela sentiu que podia confidenciar-se comigo e me contou como havia conhecido o Movimento dos Focolares. Um sacerdote da sua vila lhe havia narrado a história de Chiara Lubich, uma jovem como nós, da nossa idade; ela ficara tocada pelo fato que Chiara, durante a Segunda Guerra Mundial, vendo que tudo desmoronava embaixo das bombas e nenhum ideal resistia, havia decidido fazer de Deus o ideal de sua vida e viver segundo a Sua vontade. Ela me explicou que se reunia com essas amigas e juntas procuravam fazer exatamente isso: colocar Deus em primeiro lugar, vivendo cada dia a Palavra de Vida, uma frase do Evangelho com uma explicação de Chiara, compartilhando depois as experiências da vida diária, como um gesto de doação umas para as outras. Tudo isso tocou-me profundamente. Comecei a ler o Novo Testamento, que nunca antes tinha aberto, e isso foi decisivo para o meu futuro. A minha vida começou a mudar: cada pessoa que encontrava durante o dia, não podia mais ignorá-la, nem j ulgá-la, e muito menos subestimá-la, porque em mim havia uma nova mentalidade: somos todos filhos de um único Pai e irmãos entre nós. Todos são candidatos à unidade (que Jesus pediu ao Pai: que todos sejam um): bons, maus, bonitos, antipáticos, grandes ou pequenos. Dentro de mim, a teologia patrística vivida se acordou, e de modo especial a frase “vejo o meu irmão, vejo Deus”, de São João Crisóstomo. Os muros de preconceito que havia dentro de mim começaram a desmoronar. Entendia que o Evangelho não era algo que se lê na igreja e só, mas que podia provocar uma revolução, se o levávamos a sério e o vivíamos realmente, em toda parte: na universidade, na fábrica, no hospital, na família. Em todo esse entusiasmo e na alegria que já preenchia a minha vida, havia porém um grande sofrimento, porque todas as outras jovens eram católicas e eu ortodoxa. Todos os dias elas participavam da Santa Missa. Eu tinha muita vontade de estar com elas naqueles momentos, mas me sugeriram que eu procurasse a minha igreja ortodoxa, em Budapeste, para poder ir à liturgia e receber a Eucaristia. Essa separação era dolorosa, mas Chiara convidava os membros do Movimento pertencentes a outras igrejas cristãs a amarem a própria igreja, assim como ela fazia com a sua. Essa explicação deu-me uma grande paz, e mais uma vez confirmou em mim que a sabedoria, o amor e a discrição que Chiara tinha, diante dos fieis de outras igrejas, não podia deixar de ser uma intervenção de Deus na nossa época. Encontrei a Igreja ortodoxa e comecei a conhecê-la. Passei a ir todos os domingos e, com a benção do sacerdote, pude receber a comunhão sempre que havia a liturgia. Nesse novo início eu nunca estive sozinha. Muitas vezes as outras jovens, católicas, iam comigo. A vida litúrgica e sacramental deixou de ser algo formal, mas sim a busca de um relacionamento de amor com Jesus, a ativação da graça de Deus no meu coração, que ajudou-me na luta cotidiana e multiplicou os frutos do amor, da alegria e da paz dentro de mim». Depoimento dado em Istanbul, dia 14 de março de 2015, por ocasião da apresentação dos primeiros volumes de Chiara Lubich traduzidos em grego.
23 Out 2015 | Sem categoria
“Um evento histórico”, “é impossível voltar atrás”, “somente em comunhão poderemos resolver os problemas do México”. Expressões que se repetem nos corredores lotados do Centro Expositor, uma estrutura funcional e moderna que enriquece o já precioso patrimônio arquitetônico da cidade de Puebla. O slogan “Jovens, família e vida, unidos na alegria da nova evangelização” foi o pano de fundo dos três dias de encontro (16-18 de outubro). Para acompanhar a reflexão, uma série de palestras e mesas-redondas na plenária, com aprofundamentos nos grupos de interesse – cerca de vinte, simultaneamente – que reforçam nos milhares de participantes a autoconsciência da importância da função social que deriva da pertença a um movimento da Igreja.
A primeira palestra é de Anna e Alberto Friso, membros do Conselho Pontifício para a Família, que se detêm nos desafios de uma instituição cada vez mais alvo de ataques, por influência do individualismo, mas que continua a ser uma luz para a sociedade, justamente por ser “pequena igreja”. No palco alternam-se personalidades acadêmicas e da sociedade civil, membros das mais prestigiosas instituições do país, como IMDOSOC, Mexicanos Primeros, A favor de lo mejor, México Evalúa, etc., abrindo interessantes pistas de reflexão para compreender a realidade desse país norte-americano, segundo as várias facetas: política, comunicações, educação, ação social.

Margaret Karran (segunda à esquerda)
Entre os depoimentos, também os de três artistas mexicanos de fama internacional, como Liana Rebolledo, Eduardo Verástegui e Emanuel. Tocante o testemunho de Margaret Karran, focolarina árabe-cristã de Haifa, que até há pouco tempo morava na Terra Santa, em contato com as diferentes expressões religiosas presentes ali. Um ponto alto do evento, uma mesa-redonda com alguns expoentes de movimentos, entre os quais Jesus Morán. Em seu discurso, o copresidente do Movimento dos Focolares, que por vários anos dirigiu o Movimento no México, ressaltou a mensagem mariana de Guadalupe, exortando a passar da devoção à Maria ao “ser Maria”. E convidou a todos, pessoas e movimentos, a viver uns pelos outros, segundo o modelo trinitário. Mais do que um encontro, Juntos pelo México é uma experiência de unidade na diversidade, uma iniciativa que surgiu sete anos atrás, com o apoio da Conferência Episcopal Mexicana, para favorecer a comunhão entre carismas e chegar a uma ação comum. Um espaço histórico, do qual agora, oficialmente, tem início a plataforma do Voluntariado Nacional Católico, envolvendo, em sinergia, as milhares de iniciativas sociais já existentes, e aquelas que surgirão graças ao compromisso de renovar, em unidade, cada um o próprio ambiente. www.juntospormexico.org.mx
22 Out 2015 | Sem categoria
“O lugar dos meus sonhos, desde criança, foi o Canadá. Mas, certamente, nunca pensei em ir lá e, muito menos, em uma cidadezinha chamada Saskatoon, nas planícies do Saskatchewan. Mais bela ainda foi a oportunidade que me levou até lá: fui participar da última sessão da Consulta da Aliança Evangélica Mundial (World Evangelical Alliance – WEA) e do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, do qual faço parte desde o ano 2009. Lembro-me que, certa da experiência já vivida com os luteranos no sul do Brasil, eu pensava percorrer um caminho seguro. Mas, desde o primeiro contato me dei conta, imediatamente, que se tratava de outra situação. Eu encontrei um grupo de Evangelicals: em alguns países são chamados ‘Evangélicos’, em outros ‘Evangelicais’. Conta-se entre eles um grupo de cristãos de diversas convicções: luteranos, reformados, batistas, pentecostais, menonitas e anglicanos. Identificam-se com um projeto missionário comum mesmo vivendo e sendo Igreja de maneira muito diferente entre eles. Os participantes eram 13, cinco católicos e oito evangélicos. Eu era a única mulher e leiga. Os países de proveniência demonstravam a riqueza do grupo: Canadá, Colômbia, Filipinas, Alemanha, Guatemala, Itália, Quênia, Espanha, Estados Unidos e Brasil. Eu vivi uma semana inesquecível, marcada pela oração, estudo, reflexões e pelos debates, às vezes muito intensos. O que temos em comum? O que ainda nos divide? Questões que nos permitiram conhecer-nos melhor, especialmente, no que diz respeito ao aspecto confessional e missionário. A diversidade encontrada foi uma imensa riqueza e um sério desafio. Primeiramente porque procuramos esclarecer as nossas posições para buscar superar os conflitos por meio de um diálogo vivido na verdade e na caridade. Não foi fácil e as dificuldades não faltaram. Nós experimentamos o sofrimento das divisões. Nos demos conta que existe um longo caminho a ser ainda percorrido. O que fazer? Deixar tudo de lado ou prosseguir? Pessoalmente eu descobri que cada obstáculo é uma ocasião de diálogo e um convite a ter uma medida de amor ainda maior. Trata-se de colocar-se diante das dificuldades considerando a luz do Evangelho: trata-se de trabalhar como autênticos discípulos de Cristo. Entre os católicos tinham alguns bispos, sacerdotes e leigos. Também nós, provenientes de países e situações diferentes, tínhamos pontos de vista diferentes, mas, juntos, fizemos uma experiência vital da comunhão plena da qual ficamos felizes. Comunhão real e fraterna que nasceu ao longo dos anos, junto à esperança que cada um de nós pode contribuir para a reconciliação entre católicos e evangelicais no próprio país. Papa Francisco, como resultado de uma experiência pessoal de amizade consolidada com eles, introduziu uma nova ‘marcha’ neste diálogo. E, encorajados por ele, queremos promover, em todos os lugares, esta experiência, porque é na comunidade local que se pode viver juntos; é na comunidade que nos perdoamos reciprocamente; é lá que podemos dar o testemunho pedido por Jesus: “Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13, 35).