16 Out 2013 | Sem categoria
O ano de 2013 será lembrado como uma etapa positiva para as editoras de língua inglesa dos Focolares. Para a New City Filippines foi conferida a menção especial “para o diálogo inter-religioso”, pela Organização Internacional Cristã dos Meios de Comunicação (ICOM), com sede em Genebra, Suíça. A revista norte-americana Living City recebeu uma menção honrosa na categoria “melhor cobertura sobre as Vocações ao sacerdócio, à vida consagrada e ao Diaconado”, de Sarah Mundell. O reconhecimento foi conferido pela Associação da Imprensa Católica (CPA) do Canadá e dos Estados Unidos.
Os destaques foram para temas que focalizam as vocações da Igreja católica e a grande fronteira do diálogo inter-religioso. Obtiveram maior sucesso, em particular, um artigo e dois números da revista.
Da edição americana foi destacado o artigo de Sarah Mundell intitulado “Um seminarista com sapatos de sapateado” (ver original em inglês). “Uma grande expressividade e uma história fora do comum e fascinante sustentam a narrativa”, declarou a CPA na apresentação do prêmio.
Da edição filipina foi o tema do frágil processo de paz no sul das Filipinas em Mindanao (N. 1/2013) e da educação para uma cultura do diálogo (N. 6/2012). O prêmio – conferido por ocasião do congresso mundial do ICOM na Cidade do Panamá, de 28 de setembro a 5 de outubro – reconhece em New City Filippines o empenho para diminuir as tensões dos conflitos culturais e religiosos, apresentando episódios de reciprocidade, respeito e solidariedade.

O evento panamense reuniu jornalistas e operadores dos meios de comunicação de várias partes do mundo, que tiveram a ocasião de mergulhar nas problemáticas do continente americano. Neste contexto ocorreu a entrega do International Journalism Awards, no dia 4 de outubro, na sede da Universidade.
Jose Aranas, chefe de redação do periódico filipino ligado ao Movimento dos Focolares, ao receber a distinção evidenciou o contexto religioso-cultural do seu país, única nação da Ásia de maioria cristã. Sublinhou que os artigos que mereceram o prêmio são experiências de vida de membros dos Focolares, pertencentes a várias religiões, onde se evidencia o esforço para viver a chamada regra de ouro do Evangelho, presente também em outros textos sagrados: “Tudo aquilo que quiseres que os outros vos façam, fazei-o vós a eles” (Mt 7,12).
15 Out 2013 | Sem categoria
A Palavra de vida de outubro encoraja-nos a “ser os primeiros a amar cada pessoa que encontrarmos, à qual telefonarmos ou escrevermos, ou com a qual vivemos. E que o nosso amor seja concreto, um amor que sabe compreender, antecipar-se; que é paciente, confiante, perseverante, generoso”. As experiências de vida a seguir evidenciam a reciprocidade que pode desabrochar a partir desta vivência:
Acordar de noite – “Trabalho numa escola, enquanto a minha esposa, Betty, fica em casa todo o tempo com as crianças. Muitas vezes durante a noite, elas acordam e começam a chorar. Isto é muito pesado para mim. Procuro esconder-me debaixo das cobertas, cubro até mesmo a cabeça para não ouvir nada e repito a mim mesmo que a Betty pode resolver tudo sozinha. Uma noite, percebendo que ela continuava a levantar-se para cuidar dos pequenos, e refletindo sobre o amor para com o próximo, dei-me conta que o meu próximo imediato são a minha esposa e os meus filhos. Até aquele momento, o meu amor tinha sido parcial: amava só quando não havia dificuldades. Então, decidi começar imediatamente. Naquela mesma noite, quando as crianças novamente acordaram, fui ajudá-las a dormir. Foi difícil, mas consegui. Fiz isso durante um bom tempo, até que elas deixaram de chorar de noite”. B. – Uganda
Refugiados – “Sou uma muçulmana refugiada da Bósnia, onde deixei o meu marido, católico. Duas primas minhas, uma das quais esperava um filho, já tinham fugido para Spalato. Elas pediram-me ajuda e por isso agora estou na Dalmácia. Procurei fazer de tudo para aliviar esta situação. Naquele pequeno apartamento, a um certo ponto, chegou ainda uma outra senhora, idosa e doente. Senti faltarem-me as forças; pensava no meu marido e na minha família que estava em Tuzla… Quando não conseguia mais ver uma saída, a senhora que nos tinha acolhido na sua casa convidou-me para um encontro onde, pela primeira vez, ouvi falar do Evangelho. Entendi que amando os outros posso mudar a mim mesma e as situações ao meu redor. Assim, comecei a procurar outros refugiados da cidade e surgiu um grupo que não para de crescer. Todos juntos ajudamo-nos para encontrar medicamentos, mandar cartas para os nossos familiares e cuidar das crianças. Agora somos 87. Sentimo-nos uma única e verdadeira família, mesmo sendo de nacionalidades, etnias e religiões diferentes”. T. – Bósnia
Uma semente de unidade – “Enquanto estava hospitalizado para uma pequena cirurgia, li um livro que tinha recebido da minha namorada. Falava de episódios da vida do Evangelho, muito bonitos e interessantes, mas, dentro de mim eu pensei: «É impossível viver assim». Depois, ela apresentou-me algumas pessoas, e, ao conversar com elas, entendi e constatei que, na verdade, se podia viver daquele modo. A partir dali abriu-se uma estrada nova para nós. Casamo-nos com o objetivo de formar uma família aberta aos outros. Antes eu não me interessava pela religião, mesmo pertencendo à Igreja Evangélica, enquanto a Anna é católica. Ao refletir, entendi que, para amar a minha Igreja, deveria procurar dar o meu testemunho também neste ambiente. Procurei fazer isto. Estabeleci muitos relacionamentos e agora faço parte do conselho paroquial. Com a nossa vida, queremos mostrar aos nossos filhos e a todos a beleza do cristianismo, sendo como família uma semente de unidade”. D. J. K. – Alemanha
Fonte: Il Vangelo del giorno, outubro 2013, Città Nuova Editrice
14 Out 2013 | Sem categoria
Eu preciso de Deus! Você precisa de Deus. O mundo inteiro precisa de Deus. Este foi raciocínio que suscitou em mim um questionamento: o que fazer para encontrar Deus? O que fazer para ter uma relação pessoal com Ele?
Lendo o Evangelho e escutando algumas pessoas que tinham este mesmo questionamento eu entendi que é importante rezar e amar o próximo. Duas coisas que revolucionaram a minha vida! Sem a oração e o amor ao próximo, de fato, não teria nascido o “Projeto Sempre Pessoa.”
Do que se trata? Há muito tempo, dezoito anos, um amigo pediu-me um favor: “Eu recebi os endereços de seis prisioneiros, você poderia escrever a três deles e eu aos outros três e assim vamos tentar doar um pouco de conforto a eles.” Eu aceitei imediatamente a esta solicitação porque me lembrei da frase dita por Jesus: “Eu estive na prisão e viestes a mim.” (Mt 25,36).
Eu escrevi as cartas e depois de alguns dias um deles, Giorgio, me respondeu: “Eu estou muito feliz com a oportunidade de ser seu amigo, foi Deus que enviou você até mim.” Entre outras coisas ele me pedia um favor: “Você poderia ir visitar a minha mãe? Ela está doente e dê-lhe um beijo em meu nome!”
E eu fui visitá-la. Chegando ao edifício informaram-me que ela morava no quarto andar. No elevador eu me perguntava: “Mas o que eu vou dizer? Aceitará a minha visita?” Mas, naquelas alturas, eu me lançara naquela aventura e queria ir em frente até o fim, custasse o que custasse.
Apresentei-me nestes termos: “Eu sou um amigo do seu filho, mantemos correspondência e ele pediu-me que viesse a visitá-la de dar-lhe um beijo!” Ela se comoveu e, chorando, disse-me: “O meu filho é uma pessoa boa, o meu filho é uma pessoa boa; ele tem um pouco de animação a mais… E cometeu muitos erros! Ele conheceu pessoas que o conduziram por caminhos errados; mas, ele é bom! Eu tenho um tumor e resta-me pouco tempo de vida. Eu sinto que o senhor quer o bem do meu filho, permaneça sempre ao lado dele! Ajude-o, eu lhe peço!”
Uma semana antes que ela falecesse, eu fui visitá-la no hospital e havia muitas pessoas ao lado dela. Ao ver-me, ela disse-me: “Permaneça próximo a Giorgio, Giorgio, Giorgio!” Foram as suas últimas palavras e lembro-me bem.
Fui visitar Giorgio e alguns dos seus amigos pediram para conversar comigo. Desta forma eu conheci muitas outras pessoas em todos os setores da prisão. Muitos me falaram sobre as próprias famílias espalhadass nos mais diversos bairros ou periferia de Roma e nas cidades próximas. Senti-me impulsionado a ir ao encontro deles. Levava gêneros alimentícios aos mais pobres; leite e fraldas nas casas em que havia recém-nascidos. E assim os prisioneiros ficaram mais tranquilos, sabendo que alguém estava ajudando as famílias deles e, por sua vez, os familiares ficavam mais aliviados porque alguém ia visitar e mantinha contato com o filho ou o marido na prisão.
Com o tempo alguns ex-prisioneiros ofereceram-se para colaborar comigo e eu fiquei muito feliz! Atualmente somos cerca trinta entre voluntários e ex-prisioneiros e nos empenhamos a levar produtos de primeira necessidade a cento e setenta famílias que moram em diversos bairros na periferia de Roma e nas cidades mais próximas.
Não recebemos subvenção de ninguém; tudo o que distribuímos é recebido de algumas paróquias de Roma e dos arredores, como resultado dos testemunhos de vida que partilhamos com todos. Os fundos que conseguimos recolher são empregados para a compra de víveres e produtos de primeira necessidade. Constatamos, continuamente, que Deus é generoso e nos manda sempre tudo aquilo que necessitamos.
Agradeço pela atenção de vocês! Eu tenho a certeza de que se rezamos e estamos a serviço do próximo, seremos causa de felicidade para muitas pessoas, nós também seremos felizes e transformaremos o mundo ao nosso redor.
Alfonso Di Nicola
13 Out 2013 | Sem categoria

“Hoje a Igreja, mais que nunca, insiste em propor a imitação de Maria mediante a escuta da Palavra de Deus e a sua prática em qualquer situação. A imitação de Maria reassume-se naquela atitude típica diante da vontade de Deus e das palavras de Jesus: ‘Quanto a Maria, ela retinha todos esses acontecimentos procurando-lhes o sentido’. (Lc 2, 19).
Ela fez do próprio coração um paraíso de coisas divinas: uma casa do Verbo encarnado e pronunciado. Maria era aquela que, como tinha Jesus em seu seio, tinha a sabedoria no coração. Tornou-se capaz de acolher Deus em si porque estava habituada a esvaziar-se di si mesma para preencher-se com a mente Dele. Maria trabalhou no mundo vivendo uma ‘vida comum’, como a vida da maior parte das pessoas, repleta de ‘solicitudes familiares e de serviço’, assim como a vida de muitas pessoas. Para estar à disposição de todos, ela traduziu em matéria-prima da santidade os afazeres da vida cotidiana, mostrando que se pode subir a Deus sem sair do âmbito de uma existência comum. Desta maneira ela é modelo para todos os viventes e todos os viventes estão em condição de repetir – prolongar – a missão de Maria na humanidade e imitá-la em qualquer condição humana.
Toda pessoa pode imitar Maria. Deve somente comportar-se de maneira que quem vê as suas expressões reconheça Maria ou a descubra: ou seja, aquela que dá ao mundo o Redentor. Em Maria encontram-se os pobres, os operários, os doentes, os idosos; nela encontram-se, com a mesma facilidade os sábios, os cientistas, os estadistas: basta pensar em Bernardo, em Tomás de Aquino, em Dante, em Milton, em Manzoni…
Muitos não sabem definir o cristianismo e ignoram também as formulações secundárias dele. Mas, por meio da mãe ou da escola aprenderam e conservam uma imagem de Maria. Nela entendem que o cristianismo é uma colheita de coisas boas: amor, piedade, solidariedade, força, inocência, alegria, beleza… É o conjunto das virtudes mais desejadas e, ainda mais, com isto: que elas são vividas com uma simplicidade que as torna acessível a todos; basta, assim como o fez Maria, apoiar-se em Deus, colocar-se nas Suas mãos (…).
Se você olhar com os seus olhos, o próximo e se considerar, com a sua mente, a política, a economia, todas as formas da convivência, talvez você terá amargura. Mas, se você olhar pessoas e coisas com os olhos de Maria, certamente, estas lhe causarão piedade. As lágrimas delas são densas de amor e, na luz divina o que parece grandioso, terrível ou mortal esvazia-se e os gestos tomam a mesma medida da pequenez delas (…). Se você olhar o mundo com os olhos de Maria, dos semblantes mais tétricos, dos acontecimentos mais sombrios, emergem centelhas de humanidade, de simpatia, de poesia. Emerge o divino que a encarnação inseriu no humano.
Maria é a criatura simples, imitá-la comporta um desmantelamento das palavras difíceis, de gestos planejados, de relações tecidas segundo os modelos da diplomacia (…); enfim, a limpeza de todas as maquiagens grudadas na alma; e faz redescobrir o próprio ser, aquele que Deus criou. Poder-se-ia objetar que agindo desta forma se expõe às ciladas das pessoas astutas ou sofisticadas. Mas, diante de tais pessoas, talvez a defesa – quase uma astúcia maior – está na simplicidade, que a desarma. A verdade é a mais sutil diplomacia. Maria segue adiante no seu caminho, diz o que pensa e faz o que deve fazer. Em Maria se encontram todas as pessoas que empregam as armas do bem e da oração, do arrependimento, do perdão. Imitando Maria, ou melhor, unindo-se a Maria, a caminhada da existência torna-se uma escalada rumo ao Céu. As amarguras da vida tornam-se doçuras se se permite que Ela nos conduza pela mão, pela sua mão pura de mãe que não conhece cansaço!”
Igino Giordani in: Maria modello perfetto, Città Nuova, 2001 (1967).
10 Out 2013 | Sem categoria
‘Um grito pela paz’ (A Shout for peace), uma iniciativa dos jovens da Jordânia: uma semana pela paz, a partir do dia 7 de setembro e, na conclusão, um evento para o qual convidar todos os amigos. Uma idéia que foi logo recebida e partilhada pelos Jovens por um Mundo Unido do Oriente Médio, alguns dos quais estavam exatamente na Jordânia para participar de um encontro com a Presidente e o Copresidente dos Focolares, Maria Voce e Giancarlo Faletti. E, portanto, foi decidido que todos fariam algum tipo de manifestação pela paz, no mesmo dia, cada um no próprio país; e, depois, unirem-se por meio de uma conferência telefônica e rezar juntos pela PAZ.
Eis algumas notícias do que foi realizado contemporaneamente nos diversos países:
Jordânia – Trinta e cinco jovens, muçulmanos e cristãos, estabelecem uma conexão telefônica com os jovens de Fortaleza, Ceará: “Os jovens brasileiros asseguraram que rezam pela paz conosco, junto a muitos outros jovens de outros movimentos católicos.” Depois, uma conexão com o Iraque: “Uma ocasião especial para assegurar reciprocamente que estamos sempre unidos e que trabalhamos pelo mesmo objetivo.” Em seguida, houve um momento de meditação dos respectivos textos sagrados, a Bíblia e o Corão, de escritos espirituais de Chiara Lubich, Igino Giordani, Madre Teresa e outros. A programação foi concluída com uma oração pela Síria e por todo o Oriente Médio, por meio de uma conferência telefônica com o Líbano, a Terra Santa e a Argélia. “Foi um momento muito especial! Uma viva demonstração que a unidade cresce não obstante a guerra nos nossos países!”
Terra Santa – “Mostrar aos nossos amigos que não estamos sós e queremos viver pela paz”, esta foi a intenção que animou a reunião feita na Terra Santa, com a conexão telefônica. Na manhã seguinte houve um aprofundamento do tema “colocar Deus no primeiro lugar” e, depois, uma excursão.
Egito – O toque de recolher impediu que os jovens se reunissem à noite para a conferência telefônica. Mas, o sentimento de ser unidos aos outros não diminuiu. Assim afirmou Sally, logo que chegara da Jordânia: “Eu voltei ao Egito trazendo comigo a unidade que vivemos em Amã. Eu sinto que entre nós, não obstante a distância que nos separam, existe uma forte unidade que me ajuda a ter a paz nos acontecimentos do dia-a-dia e, também, a difundi-la em todo e qualquer lugar.”
Iraque – Grande emoção pela conferência telefônica com a Jordânia. Anmar, uma jovem síria, nos disse: “Eu estava realmente comovida por causa da força e da eficácia da oração. Nestas últimas semanas nós recebemos muitas noticias dramáticas em relação ao meu país e o ataque parecia iminente. Mas, depois, graças também à potência das nossas orações, eu percebi que os políticos começaram as negociações… Isto é realmente um milagre! Continuemos a rezar!”
Argélia – Foi a primeira vez que participaram de uma conexão telefônica com os jovens de outros países árabes e os Jovens por um Mundo Unido argelinos ficaram muito felizes! “Nós sentimos, realmente, a atmosfera da presença de Deus entre nós!”
Líbano – Quarenta Jovens por um Mundo Unido, do Líbano e da Síria (alguns jovens sírios moram no Líbano) reuniram-se em Beirute: “A paz é o nosso objetivo, mas, às vezes nós sentimos que é muito difícil construí-la. Ver todos estes jovens do Oriente Médio reunidos para rezar pela paz nos dá a certeza e a força de continuar construindo-a ao nosso redor!”
Todos assumiram o compromisso do Time out, ao meio-dia: um momento de silêncio ou de oração pela paz.
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Álbum de fotos abaixo Facebook
6 Out 2013 | Sem categoria

Depois de refletirmos, nestes anos, sobre alguns pontos da espiritualidade da unidade (Deus Amor, a Vontade de Deus, a Palavra, o amor ao próximo) consideramos agora o “mandamento novo” de Jesus: “que vos ameis uns aos outros come eu vos amei” (Jo 13,34).
Ao longo dos anos, Chiara Lubich percebe sempre mais a sua importância e novidade. Considera-o também a grande expectativa do nosso tempo.
Apresentamos um trecho deste assunto, tirado de uma conversação de 24 de outubro de 1978, dirigida aos responsáveis do Movimento dos Focolares:
«Deus usou a sua pedagogia para nos ensinar a amar o irmão, permanecendo no mundo, sem ser do mundo. Imediatamente nos fez entender que amar o irmão, sem cair no sentimentalismo ou em outros erros, era possível porque Ele mesmo, em nós, podia amar com a caridade. […]
A caridade é uma participação do «ágape» divino. […]
São João, após ter dito que Deus nos amou, não conclui – como teria sido mais lógico – dizendo: se Deus nos amou, nós devemos amá-lo em troca. Ele diz: “Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar-nos uns aos outros» (1 Jo 4,11).
E unicamente porque a caridade é participação do «ágape» de Deus é que podemos ultrapassar os confins naturais, amar os inimigos e dar a vida pelos irmãos.
Por isso, o amor cristão é característico da nova era e o Mandamento Novo é radicalmente novo e introduz na história humana e na ética humana uma «novidade» absoluta.
“Este amor – escreve Santo Agostinho – nos renova a fim de que sejamos homens novos, herdeiros do Testamento Novo, cantores de um cântico novo” (cf. Io. Evang. tract. 65, 1; PL 34-35)».
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Extraído de Chiara Lubich, O amor recíproco, aos cuidados de Florence Gillet, Editora Città Nuova, Roma 2013, pp. 38-39.