1 Out 2013 | Sem categoria
A Palavra de Vida do mês de outubro volta a propor o tema do amor ao próximo, que tem uma infinidade de nuanças. Uma, em especial, parece ser sugerida pelas palavras do texto:
«Se, como diz São Paulo, o amor recíproco é um débito, será preciso ter um amor que ama por primeiro, como Jesus fez conosco. Um amor, portanto, que toma a iniciativa, que não espera, que não deixa para depois». Nas experiências a seguir, fatos simples da vida cotidiana, emerge a escolha de «um amor concreto, que sabe entender, prevenir, que é paciente, confiante, perseverante, generoso».

A tia “cancelada” – «Tenho uma tia a quem eu era muito afeiçoada. Durante as férias ia à sua casa, com algumas amigas, para ajudá-la no trabalho da roça. Eu era a sua sobrinha preferida, mas quando casei as coisas mudaram: ela nunca quis vir à minha casa e nunca viu os meus filhos. Fiquei com tanta raiva que por quinze anos não pus os pés na casa dela. Eu a tinha cancelado totalmente da minha vida. Ultimamente, lendo no Evangelho «ama o teu próximo», pensava comigo mesma: está me faltando uma coisa grande, o perdão à minha tia. Voltei ao seu povoado e convenci minha mãe a acompanhar-me, porque já não me lembrava do caminho. Quando cheguei eu me sentia como o filho pródigo. Nós duas choramos de alegria. Ela aceitou com prazer o presente que eu havia levado. Foi difícil nos separarmos, ela me abraçou várias vezes. A paz retornou entre nós e agora me esforço para manter sempre aceso o fogo do afeto na família e ao meu redor». S. P. – África
Acolhida – «Recebemos uma carta de nosso filho casado que pedia para vir morar conosco, sem dizer o motivo que o levava a deixar sua família. A nossa surpresa foi grande, mas embora com as dúvidas e preocupações que nos atormentavam, começamos a preparar o quarto para recebê-lo da melhor forma possível, e assim fizemos, com serenidade, respeitando o seu sofrimento. Depois de algum tempo ele começou a abrir-se, falando-nos de seus problemas e dificuldades. O escutamos com o coração aberto, sem questionar nem dar conselhos. Cercado pelo amor e a confiança ele conseguiu refletir com tranquilidade e tomar a decisão de voltar para sua casa. Talvez Deus se tenha servido de nós para ajudá-lo a recompor sua família». N. C. L. – Peru
Um par de botas – «Uma manhã bateu à porta uma jovem albanesa que pedia roupas e sapatos. Eu logo comecei a preparar alguma coisa, diante das crianças que me viam ir e voltar pelo corredor. Depois percebi que ao lado da porta havia um par de botas que meu filho, Gianni, gosta muito. Perguntei por que estava lá. «Vou dar de presente para a senhora – ele disse – para os filhos dela, afinal, agora não está nevando…». Era o início do mês de outubro e o inverno estava às portas. É realmente verdade que a generosidade nasce nos filhos se eles a veem nos pais». F. P. – Itália
A sacola – «Eu havia imigrado para a Europa e um dia, na rua, vi uma senhora com sacolas pesadas. “Senhora, posso ajudar?”, perguntei. E ela: “Não, posso fazer sozinha”. “Mas eu quero ajudar”, repliquei. “Está bem, tome esta sacola”. Ela convidou-me a entrar em sua casa e me ofereceu o jantar. Mais tarde, foi através desta família, que me recebeu bem, que eu encontrei trabalho. Frequentemente quem está numa situação como a minha tem problemas concretos: encontrar trabalho, casa, meios de sustento, mas às vezes é preciso só uma conversa, um número de telefone para pedir ajuda nos momentos difíceis. A solidariedade que encontrei nas famílias cristãs me fez entender que Deus é pai de todos, ama a todos como filhos». L. E. – Marrocos
Fonte: O Evangelho do dia, outubro 2013, Città Nuova Editrice
30 Set 2013 | Sem categoria
Aldo Stedile, “Fons”, nos deixou na noite de 30 de setembro, com a idade de 88 anos. Junto a Marco Tecilla e outros dois jovens, havia dado início em Trento – com pouquíssimos meios – ao primeiro focolare masculino do mundo. Todas as pessoas que o conheceram lembram-se dele com o sorriso que lhe caracterizava, a sua vigorosa vitalidade, a sua paixão pelo Ideal da unidade, o seu otimismo. “Do seu seio [daquele que crê em mim] jorrarão rios de água viva” (Jo 7,38): desta frase que orientou a sua vida lhe foi atribuído o nome “Fons”, (do latim, fonte), nome com o qual é conhecido por todos no Movimento. Fons, era o segundo em uma família de dez filhos, nasceu no Vale do Terragnolo, na região trentina, no dia 3 de julho de 1925. Tinha um notável talento artístico, era pintor e, se não fosse iniciada a Segunda Guerra Mundial, ele teria ido estudar Belas Artes, em Florença. Em 1948, por meio de Valeria Ronchetti (Vale), Fons conheceu a experiência de vida do Movimento dos Focolares. Referindo-se a este fato, ele nos contou: “Conhecer a Vale foi, para mim, uma revelação, um verdadeiro encontro com Deus. A partir daquele momento, tudo mudou na minha vida”. E, sucessivamente, depois que Vale lhe falou sobre Jesus Abandonado, ele disse: “Agora eu entendi tudo, esta é a solução! Isto me faltava… Eu compreendi que encontraria dificuldades, provações, dúvidas, incompreensões, derrotas, mas, nada mais me causaria medo. Eu sentia, no meu íntimo, uma força nova e serena”.
No início da década de 1960, ele foi pioneiro na difusão dos Focolares na Bélgica, Suíça e Alemanha, onde viveu por vinte anos. Junto a Bruna Tomasi, co-responsável com ele do Movimento na Europa central, deram origem à cidadezinha ecumênica de Ottmaring, nas proximidades de Augsburg, na Alemanha. Em 1963 ele foi ordenado sacerdote junto com Antonio Petrilli. Na década de 80 ele assumiu, em Roma, a direção do setor dos Voluntários de Deus e, no início de 2000, assumiu diversos encargos no Conselho Geral do Movimento. Nos últimos anos manifestou-se uma doença que, aos poucos, o debilitou, “mas, sem jamais afetar a parte mais íntima e profunda da sua alma”, escreveu Maria Voce ao comunicar a notícia do falecimento aos membros do Movimento. “Quando, em fevereiro de 2010, ao ser submetido a um exame para avaliar as capacidades cognitivas de Fons, o médico lhe pedira para escrever, imediatamente, uma frase que tivesse um sentido completo e ele, imediatamente, escreveu: ‘Amar sempre, em todo e qualquer lugar, a todos!’”
Fons nos deixou no momento em que estão presentes em Rocca di Papa, mais de duzentos participantes do encontro anual dos Delegados dos Focolares das várias regiões do mundo. Na capela do Centro Internacional do Movimento, em Rocca di Papa, onde o corpo está sendo velado, ele recebe uma homenagem do mundo inteiro, comovida e plena de gratidão, pelo seu testemunho de alegre e autêntico discípulo do carisma da unidade. O funeral será realizado no dia 2 de outubro, quarta-feira, às 15h, no Centro Mariápolis de Castel Gandolfo, próximo a Roma.
28 Set 2013 | Sem categoria

Participei, por acaso, de um simpósio sobre handicap. Naquela ocasião eu encontrei muitos jovens que, embora não tenham handicap gravíssimo, não têm também a capacidade de inserir-se normalmente na sociedade. Se não fossem as respectivas famílias e as associações eles ficariam abandonados à própria sorte. Eu sou professor e trabalho em um centro de educação para adultos: compreendi que a minha escola deve ocupar-se daqueles jovens. Mas, em que modo? Eu tive uma idéia: propor-lhes um curso de fotografia, uma minha antiga paixão.
O objetivo não era que eles se tornassem fotógrafos, mas, oferecer-lhes a possibilidade de registrar alguns momentos da vida. Convoquei os jovens e também as famílias deles e começamos a nossa aventura: quatro jovens participaram do curso e, com eles, quatro adultos dispostos a frequentar o curso com eles. Transcorria o mês de setembro de 2007.
Primeira aula: como manusear as simples câmaras fotográficas digitais deles. Tarefa a ser cumprida: fotografar a própria casa. M. G. me apresentou depois as suas fotografias: um par de meias coloridas, a barra de um lençol bordado, uma maçaneta de metal com muitos detalhes ornamentais… Eu fiquei muito surpreso e ela, timidamente, me explicou que aquelas são as coisas da sua casa… E que ela mais gosta!
Desta forma eu compreendi que o meu trabalho não é ensinar algo que eu penso que eles devem aprender, mas, descobrir o que eles têm no próprio íntimo e fazer com que eles possam manifestá-lo exteriormente! Com o passar do tempo aqueles jovens manifestaram paixões e capacidades impensáveis: saber colher os detalhes; o sentido da composição e do enquadramento por parte de uma jovem portadora de deficiência visual; capacidade de estar parada durante 15-20 minutos antes de fazer uma foto para colher o momento justo… Tem também quem não exprime paixões extraordinárias ou especiais, mas, a relação construída no grupo lhe permite participar de tudo e não sentir-se excluído.
Eu ousei inserir no programa do curso um novo tema: “Fotos de casamento”. Mas eu não sabia onde encontrar um casal que seja tão louco a ponto de confiar as fotos do casamento a um grupo de jovens “deficientes”. Mas, a Providência veio ao meu encontro: eu conheci Matteo e Beate que, para o casamento deles, queriam eliminar o que consideravam supérfluo, inclusive as fotografias. E foi assim que eles encontraram o mais bagunçado grupo de fotógrafos que jamais alguém havia visto antes. E o resultado foi uma estupenda cobertura fotográfica, com muita originalidade, muito afeto e calor humano.
O contato com aqueles jovens proporciona profundas emoções e assim, com o passar do tempo, o grupo cresceu. Um fotógrafo a quem eu pedi um favor em nome dos jovens me agradeceu pelo aprendizado recebido deles e por ter aprendido que a “diversidade” existe por causa do preconceito e que, depois daquela experiência, não conseguia absolutamente ver qualquer diferença.
Em seguida, com a ajuda de um artista jovem, surgiu “Olhares diferentes”: uma exposição fotográfica de cem fotografias, belas, especiais, repletas do senso de paixão e de pureza que deixou profundas marcas nos numerosos visitantes. No livro que registrou a presença deles, muitos agradeceram por terem colhido, em uma ou outra foto, o amor de Deus.
Nada do que aconteceu nestes últimos anos nasceu de um projeto preconcebido. Tudo o que aconteceu foi o resultado do verdadeiro amor recíproco entre todos os participantes, muitos dos quais não professam nenhum credo religioso. Muitas vezes eu me encontrei diante de situações que exigiam uma grande competência, fui “obrigado” pelas contingências a deixar completamente de lado os conteúdos a serem transmitidos e criar espaço à escuta, às brincadeiras, aos gestos de afeto, à liberdade de expressão até mesmo de maneira ilógica. Em poucas palavras: criar espaço para as relações!
Alberto Roccato
28 Set 2013 | Palavra de Vida, Sem categoria
“Não fiqueis devendo nada a ninguém… a não ser o amor que deveis uns aos outros, pois quem ama o próximo cumpre plenamente a Lei.”
Esta Palavra de Vida põe em evidência duas coisas.
Primeira: o amor nos é apresentado como uma dívida, ou seja, como algo que não nos pode deixar indiferentes, que não podemos adiar; como uma coisa que nos impele, nos persegue, não nos deixa em paz enquanto não a tivermos pagado.
Seria como dizer que o amor recíproco não é algo “a mais”, fruto da nossa generosidade, do qual, em última análise, poderíamos dispensar-nos sem incorrer nas penalidades da legislação vigente; esta Palavra pede-nos com insistência que coloquemos em prática esse amor, sob pena de trairmos a nossa dignidade de cristãos, de pessoas chamadas por Jesus a serem instrumentos do seu amor no mundo.
Segunda: a Palavra de Vida nos diz que o amor recíproco é o que motiva todos os mandamentos, é a sua alma, o objetivo para o qual eles tendem.
A consequência é que, se quisermos cumprir bem a vontade de Deus, não poderemos nos satisfazer com uma observância fria e legalista dos seus mandamentos, mas será preciso levar em conta sempre esse objetivo que Deus nos propõe por meio deles. Assim, por exemplo, para viver bem o sétimo mandamento, não podemos nos limitar a não roubar, mas devemos nos empenhar seriamente em eliminar as injustiças sociais. Somente assim demonstraremos que amamos os nossos semelhantes.
“Não fiqueis devendo nada a ninguém… a não ser o amor que deveis uns aos outros, pois quem ama o próximo cumpre plenamente a Lei.”
Como viver, então, a Palavra de Vida deste mês?
O tema do amor ao próximo, que ela novamente nos sugere, tem uma infinidade de matizes. Vamos nos deter especialmente num deles, que as palavras do texto parecem sugerir de modo especial.
Se é verdade, como diz são Paulo, que o amor mútuo é uma dívida, então é necessário possuir um amor que seja o primeiro a amar, como fez Jesus conosco. Será, portanto, um amor que toma a iniciativa, que não espera, que não deixa “para depois”.
Neste mês, portanto, vamos fazer isso. Procuraremos ser os primeiros a amar cada pessoa que encontrarmos, à qual telefonarmos ou escrevermos, ou que convive conosco. E que o nosso amor seja concreto, um amor que sabe compreender, antecipar-se; que é paciente, confiante, perseverante, generoso.
Perceberemos que a nossa vida espiritual dará um salto de qualidade; isso para não falar da alegria que invadirá o nosso coração.
Chiara Lubich
Este comentário à Palavra de Vida foi publicado originalmente em setembro de 1990.
21 Set 2013 | Sem categoria
«Desejo encontrá-los em Cagliari!». Foram dirigidas especialmente aos jovens estas palavras do Papa Francisco, no dia 15 de maio na Praça de São Pedro, mas todo o corpo social do povo sardo se está preparando, há muito tempo, para reunir-se ao redor o Bispo de Roma. «A nossa terra hoje precisa de esperança», afirmam os bispos da Sardenha numa carta enviada aos fieis no dia 8 de setembro, e «o Papa Francisco vem repetir-nos: “não deixai que vos roubem a esperança”» (homilia de 24/03/2013). Recordando as muitas dificuldades que esse povo corajoso deve enfrentar, em vertentes cada vez mais numerosas, os bispos agradecem ao Papa, que com sua peregrinação «toma-nos pela mão e guia-nos aos pés de Maria, a fim de que todos possamos redescobri-la como modelo de vida cristã e Mãe da Esperança».
Da Sardenha escrevem: «Especialmente os jovens o esperam com grande entusiasmo e esperança. Estes últimos meses foram caracterizados por momentos profundos de reflexão, intercâmbio, trabalho em grupo. Um caminho feito em etapas, que evidenciou a importância do serviço, da doação ao outro, da resposta a um chamado». Um dos pilares da programação, portanto, é o desejo de ressaltar razões e experiências que permitam alimentar a esperança. Por exemplo, em nome dos empresários da ilha será apresentada ao Papa a trajetória da Cooperativa Primavera 83, uma empresa de serviços sociais de Cagliari que adere ao projeto da Economia de Comunhão, atenta à solidariedade e à qualidade do trabalho; nestes anos, reagindo à atual tendência, viu crescer o seu faturamento. A comunidade do Movimento dos Focolares atua com experiências de solidariedade e apoio também na região mineira de Sulcis (Iglesias), marcada pelo sofrimento devido ao drama da desocupação.
Experiências e diálogo profundo, oração e reflexão, se alternarão com momentos de alegria e festa. Ao grupo internacional Gen Rosso foi confiada a preparação e a animação do encontro do Papa com os jovens; nos dias precedentes os 18 membros do grupo, provenientes de nove nações diferentes, realizaram três workshops temáticos: comunicação, coreografia e canto. «Dois dias de trabalho – escrevem – feito com muitos jovens; uma explosão de alegria e de festa que prepara ao grande evento», para receberem o Papa juntos, jovens e artistas, e enriquecer a programação com cantos, coreografias e música instrumental.
15 Set 2013 | Sem categoria
Um laboratório não para, no máximo adia resultados. Especialmente se sua finalidade é implementar soluções práticas para gerar esperança e reanimar a Itália, hoje. Os organizadores não pronunciaram a palavra “fim”, no final da segunda edição do LoppianoLab (18 de setembro, 2011): o laboratório nacional que viu trabalhar, em rede pela Itália, durante quatro dias, economia, cultura, arte, educação, num diálogo contínuo, à procura, não de um futuro para o país, mas de um presente repensado e compartilhado.
A avaliação do multi-evento é positiva; confirmou a vocação característica de ser um espaço nacional de encontro entre o mundo do trabalho, agentes culturais, instituições e cidadãos. O encontro reuniu no centro internacional de Loppiano, em Florença, cerca de 3.000 pessoas e 70 empresas italianas. Ao todo, foram 56 os eventos, entre os quais mesas-redondas, conferências, performances artísticas, cafés literários e gastronomia multicultural.
Entre esses, teve importância a segunda Convenção Nacional da Economia de Comunhão, 20 anos após o seu lançamento: economistas e empresários trabalharam juntos para encontrar pistas para o futuro. Alberto Ferrucci, membro da Comissão Internacional da EdC, anunciou que será apresentado à ONU um documento de propostas formulado a partir do projeto Economia de Comunhão para enfrentar a crise e criar um novo modelo de desenvolvimento. Muitas foram as histórias contadas nesses dias: de empresários que optaram por não pensar apenas no produto final e nas receitas, mas também considerar os indivíduos como os pontos fortes do trabalho.
“A Trindade, um estilo de vida?” foi o título do diálogo entre teologia, filosofia e arte a partir do livro de autoria do teólogo Piero Coda, “A partir da Trindade” (numa tradução livre). No Instituto Universitário Sophia (IUS), o LoppianoLab desenvolveu-se em outras duas fases: a apresentação da revista Sophia, o resultado das pesquisas desenvolvidas no Instituto, e a revista Nuova Humanità – há 30 anos expressão cultural do Movimento dos Focolares; os participantes puderam também conhecer o projeto acadêmico do Ius, que se configura como um percurso de vida, de estudo e de pesquisa que permite adquirir e constantemente aprofundar uma cultura de inspiração cristã, capaz de iluminar e animar as múltiplas dimensões da vida humana e as diferentes disciplinas.
O encontro do Grupo Editorial Città Nuova reuniu-se primeiro em plenário e depois em grupos regionais de trabalho, agentes e jornalistas, leitores e colaboradores da revista italiana Città Nuova, todos protagonistas e empenhados em fortalecer a rede nacional que promove a cultura da unidade.
Enquanto a cidade de Loppiano, que sediou o evento, ofereceu o Open City, um percurso original que permite conhecer lugares e pessoas: os 50 anos de Exposições Centro de Arte Ave, leituras de obras artísticas por meio de textos de Igino Giordani e de Francois Neveux, música, danças e sabores do mundo, reunião com professores e estudantes de Sophia, mini-apresentações de livros, cujos autores se fizeram presentes, e muito mais.
Na manhã do domingo (18/9), o laboratório conclusivo intitulado “Ter esperaança com a Itália. Em rede pelo Bem Comum, nos 150 anos da Unidade Nacional” pôs em evidência as realizações em vários campos indicando caminhos viáveis para o prosseguimento de uma análise mais aprofundada e de experimentação, resumidos em quatro propostas para que a Itália volte a ter esperança: o apoio do empreendedorismo juvenil, com especial atenção para o Sul desse país, na Expo das empresas de EdC presentes no Polo Bonfanti; a necessária abertura a outras redes, organizações e instituições, nos laboratórios promovidos pelo Grupo Città Nuova; a Escola de Verão na Argentina e no Chile e os três novos cursos de mestrado do Instituto Universitário Sophia, meio e oportunidade para relançar o novo humanismo; Loppiano como um laboratório permanente.
Qual a contribuição de Loppiano para a Itália? Mostrar que, nas nossas cidades, também é possível viver a unidade no dia a dia.