Movimento dos Focolares
Atenágoras I e Chiara Lubich

Atenágoras I e Chiara Lubich

O Movimento dos Focolares recorda o Patriarca de Constantinopla, Atenágoras I, com uma gratidão singular, pelo relacionamento privilegiado que teve com Chiara Lubich a quem recebeu 25 vezes. No 40º aniversário de seu falecimento, o Movimento promoveu momentos de comemoração em Istambul – onde Sua Santidade Patriarca Bartolomeu I recebeu uma nutrida delegação – e em Pádua, onde o metropolita Gennadios, da Itália e de Malta, saudou os participantes enviando uma mensagem. Chiara Lubich escreveu no jornal Avvenire do dia 13 de janeiro de 1972: «Atenágoras pode ser visto como protótipo da Igreja do Oriente, mas, admirando nele uma das mais excelsas personalidades cristãs atuais, pode ser considerado um símbolo da inteira cristandade, sofredora pelas divisões seculares que a transpassaram e desejosa da perfeita unificação. É uma das figuras da época atual que já pertencem à história e à Igreja (…). Foi este interesse comum que o impulsionou um dia a chamar-me a Istambul, quando soube que eu trabalhava, com o Movimento dos Focolares, pelo ecumenismo. Era o dia 13 de julho de 1967. Recebeu-me como se sempre me tivesse conhecido. “Eu a esperava!”, exclamou, e quis que lhe contasse sobre os contatos do Movimento com luteranos e anglicanos. “É algo grande conhecer-se – comentou –, vivemos isolados por muitos séculos, sem ter irmãos, sem ter irmãs, como órfãos! Os primeiros dez séculos do cristianismo foram para os dogmas e para a organização da Igreja. Nos dez séculos seguintes tivemos os cismas, a divisão. A terceira época, esta, é a do amor”. Ele pediu-me que mantivéssemos o contato. Lembro que não foram tanto as palavras que me disse naquela primeira audiência que me impressionaram, mas a sua figura, a atmosfera sobrenatural que o envolvia e que é sempre notada por todos os que o encontram. E, mais do que tudo, o seu coração: um coração tão grande, tão profundamente humano, que deixou-me com a dúvida se teria na vida encontrado outros assim. (…)». «Numa outra ocasião ele mostrou-me uma mensagem que havia endereçado especialmente ao Movimento dos Focolares. Entre outras coisas estava escrito: “Os três encontros com Paulo VI – em Jerusalém no dia 5 de janeiro de 1964, aqui em Istambul no dia 25 de junho de 1967 e em Roma no dia 26 de outubro de 1967 -, que constituem o sinal surpreendente e glorioso do triunfo do amor de Cristo e da grandeza do Papa, com firmeza de fé e de esperança, colocaram-nos definitivamente no caminho abençoado para a realização da vontade de Cristo, isto é, o reencontro no mesmo cálice do Seu sangue e do Seu corpo”». Algum tempo depois, falando sobre ele, Chiara confidenciou: «Existia com o Patriarca um relacionamento muito profundo, também porque eu conhecia muito bem Paulo VI. Já que era possível para mim ter um contato pessoal com o Santo Padre, passei, involuntariamente, a ser um meio através do qual o Patriarca podia comunicar-se oficiosamente com o Papa». Dois dias após o seu falecimento Chiara escreveu uma carta às jovens gerações do Movimento dos Focolares: «Temos no céu um enorme protetor do nosso Movimento. O último relatório que mostrei a ele, dois meses atrás, foi sobre as “Jornadas Gen”, com as impressões dos participantes. Ele me disse: “Sabe quem são os gen?”, e continuou: “Ama”, aludindo à canção “Ama e entenderás”. Gostaria que este fosse o testamento que ele deixa ao nosso Movimento, o constante apelo que nos dirige agora, do Céu. Desde quando soube da sua morte uma pergunta retorna à minha mente: “Por que procurai entre os mortos aquele que está vivo?” (Lc 24,5). Sim, está vivo, e nós o sentimos. Vou, para estar ao lado do seu corpo mortal até o último momento. Levarei a ele a saudação de vocês. Falarei da gratidão por ter-nos amado tanto assim, por ter acreditado e agido – até no impossível – pela unidade. E pedirei que esteja sempre ao nosso lado para sugerir-nos: Ama!».

Atenágoras I e Chiara Lubich

Genfest 2012: você está pronto para ir?

Máté

Por que você participa do Genfest?

Leandro: “Participar do Genfest sempre foi um sonho para mim, e finalmente vai tornar-se realidade. Quero entrar na história e dizer: eu estava lá.

Paola: “Estou convencida de que será a ponta do iceberg de muita vida! Não um spot, mas a expressão de algo que já existe: um pujante retrato de vidas, que vai me lembrar que não estou sozinha e que dará coragem a todos para continuar a construir um mundo mais unido”.

Maté: “Eu me casei com Klari no verão do ano passado. O Genfest será uma ocasião para viver juntos, unidos a tantos outros jovens, e ser um dom uns para os outros”.

O título “Vamos construir pontes”, o que suscitou em você?

Paola

Leandro: “Construção de relacionamentos, canais de comunicação. Suscita e coloca em ação todos os meios que tenho para estabelecer uma relação, o que me impele em direção aos outros”.

Paola: “Força, ousadia e esperança!”

Máté: “Uma ponte é muito grande e é difícil de ser construída. Esse título me leva a não ter medo das dificuldades; se quero amar e faço a minha parte Deus me ajudará, como um engenheiro ‘sobrenaturalmente’ profissional!”.

Faltam dois meses para o Genfest: como você está se preparando e com quem você irá?

Leandro

Leandro: “Quando vou à Missa peço a Deus que tudo corra bem, inclusive na preparação. Da região de São Paulo seremos cerca de 180”.

Paola: “São os meses mais corridos e a minha intenção é não deixar passar um dia sem falar a alguém sobre o Genfest, e sem rezar por ele. Mas lembrando de que o Genfest não termina lá. O objetivo não é o ‘número’. A prioridade continua sempre a ser o amor, juntos continuar a amar… o que é a característica da nossa vida Gen”.

Máté: Eu estou me preparando tentando amar a todos, e começar por quem está mais perto de mim. Klari, os colegas de trabalho, os amigos do time de basquete…”.

Qual será o seu kit de sobrevivência nos dias do Genfest?

Leandro: “Mochila, máquina fotográfica, alguma coisa para comer, o meu celular ligado nas redes sociais (quero dizer a todos que estou num evento como esse!), e muitas garrafas de água!”.

Paola: “É… nisso eu ainda não tinha pensado! Acho que levo o entrosamento com todas as pessoas com quem trabalhamos nestes meses para preparar o Genfest, isso vai valer mais do que muitas palavras! Chiara Lubich dizia que não se constrói nada de válido sem o sacrifício; e recordar o que vivemos na preparação irá nos ajudar nas possíveis incertezas, e será a garantia de que estamos juntos”.

Trechos da entrevista publicada na edição especial do Noticiário Gen 5-6, maio-junho 2012.


The Genfest 2012 project has been funded with support from the European Commission.
This communication reflects the views only of the author, and the Commission cannot be held responsible for any use which may be made of the information contained therein.

Julho 2012

“A quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não tem será tirado até o que tem”.

Qual é, então, o significado dessas palavras? Jesus nos convida a abrirmos nosso coração à Palavra que Ele veio anunciar e da qual nos pedirá contas no final da vida.

Os textos evangélicos mostram que o anúncio dessa Palavra é o centro dos anseios e de toda a atividade de Jesus. Vemos como Ele vai de cidade em cidade, pelas ruas e praças, pelos campos, às casas e sinagogas, anunciando a mensagem da salvação, dirigindo-se a todos, mas especialmente aos pobres, aos humildes, àqueles que tinham sido marginalizados. Ele compara a sua Palavra à luz, ao sal, ao fermento, a uma rede lançada ao mar, à semente jogada na terra. E haverá de dar a sua vida para que o fogo contido na Palavra se alastre.

“A quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não tem será tirado até o que tem”.

Jesus espera a transformação do mundo pela Palavra que Ele anunciou. Consequentemente, Ele não aceita que, diante desse anúncio, alguém fique numa posição de neutralidade ou morno ou indiferente. Não admite que um dom tão grande, uma vez recebido, possa permanecer improdutivo.

Para deixar bem clara sua exigência, Jesus reafirma uma de suas leis, que é o fundamento de toda a vida espiritual: se alguém coloca em prática a sua Palavra, Ele o introduzirá cada vez mais nas riquezas e alegrias incomparáveis do seu Reino; por outro lado, se alguém não der importância a essa Palavra, Jesus a tirará dele e a entregará a outros para que ela frutifique.

“A quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não tem será tirado até o que tem”.

Essa Palavra de Vida nos alerta, portanto, contra um grave erro em que poderíamos cair: acolher o Evangelho, considerando-o talvez apenas como objeto de estudo, de admiração, de debates, mas sem colocá-lo em prática.

Jesus, pelo contrário, espera que nós acolhamos a Palavra e a transformemos em vida dentro de nós, deixando que se torne a força que permeia todas as nossas atividades; e que, desse modo, através do testemunho de nossa vida, ela seja aquela luz, aquele sal, aquele fermento que, aos poucos, transforma a sociedade.

Então, durante este mês, vamos evidenciar uma das muitas Palavras de Vida do Evangelho e colocá-la em prática. Assim a nossa alegria será acrescida de mais alegria ainda.

Chiara Lubich

Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em julho de 1996.

Atenágoras I e Chiara Lubich

O Movimento dos Focolares e a Rio+20

Rio +20, a Conferência das Nações Unidas sobre o desenvolvimento sustentável, realizada no Rio de Janeiro de 13 a 22 de junho de 2012, recebeu este nome por marcar os 20 anos do “Vértice da Terra”, Rio de Janeiro, 1992. Desde então foi pedida a participação de todos os setores da sociedade, segundo a ideia de que o desenvolvimento sustentável não pode ser alcançado somente pelos governos, mas precisa também da presença da sociedade civil. Destes grupos é exigida uma participação ativa, que contribua concretamente na obtenção dos objetivos da Conferência.

A participação do Movimento dos Focolares aconteceu por intermédio da ONG New Umanity – que possui status consultivo no Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) – com o apoio da Editora Cidade Nova e do Movimento Humanidade Nova. A delegação era composta por 28 especialistas nos campos do desenvolvimento, ecologia, política, arte, comunicação, economia e esporte, provenientes de diversas regiões do Brasil, da Argentina e da Alemanha.

Sua atuação aconteceu em várias frentes:

  • “A força do business à serviço da sociedade”, conferência proferida no dia 16 de junho no “Fórum sobre empreendedorismo social na Nova Economia”, durante um evento paralelo. Entre outras coisas foi apresentada a Economia de Comunhão, com o depoimento do empresário brasileiro Glaison José Citadin.
  • Na Cúpula dos Povos (evento promovido pela sociedade civil paralelamente à Conferência Rio +20), no dia 16 de junho a Escola Civitas (para a formação de jovens à realidade política), do Movimento Político pela Unidade, em parceria com outras organizações, apresentou o MppU e a Economia de Comunhão.
  • Celebração ecumênica, promovida pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), para salientar o compromisso das igrejas cristãs na preservação do ambiente.
  • No evento paralelo “O ser humano, centro de uma cidade sustentável”, dia 19 de junho, foi avaliada a experiência de 20 anos da ONG AVSI (Associação Voluntários para o Serviço Internacional), no setor urbano dos países em via de desenvolvimento.
  • E enfim, a participação em uma série de debates e eventos paralelos no Rio Centro, de 20 a 22 de junho, nos quais a sociedade civil abordou questões prioritárias na agenda internacional para o desenvolvimento sustentável. Os eventos foram realizados simultaneamente às sessões plenárias e encontros oficiais entre Chefes de Estado e de governo.

Foram muitos os temas abordados no grande quadro do desenvolvimento sustentável: pobreza e ambiente, papel da mulher, energia alternativa, estratégias para combater o processo de desertificação, segurança alimentar, desocupação, acesso à informação, colaboração científica internacional, populações indígenas.

E várias são as considerações ao término da Conferência: perplexidade sobre o documento final, “O futuro que nós queremos”, pelos objetivos pouco claros, mas otimismo pelo envolvimento da sociedade civil e do setor empresarial. “A questão da sustentabilidade é a maior oportunidade de pensar a humanidade contemporânea no seu conjunto, mais do que como um mundo fragmentado, em constante conflito, em concorrência”, declarou Adriana Rocha, brasileira, artista e pintora, presidente da ONG Afago (São Paulo), membro da delegação. E Andrés Porta, químico argentino, professor e pesquisador da Universidade La Plata, membro de EcoONE: “O que falta, segundo o meu parecer, é a escuta e o diálogo entre as posições dos países desenvolvidos e os em vias de desenvolvimento, entre as ideias e os valores do pensamento capitalista e das populações indígenas e das minorias”. Uma proposta de melhoramento: continuar a trabalhar com as escolas de formação para jovens, como contribuição na criação de uma base de diálogo, inclusive para encontros internacionais de maiores proporções.

Atenágoras I e Chiara Lubich

Um amor que quer abraçar o mundo

Chiara Lubich definiu as gen 4 como os “brotinhos” da grande árvore do Movimento dos Focolares. Em 1988 deu início a este evento único, o Congresso Gen 4 Internacional.

Este ano eram mais de 400 que não obstante a idade, de 4 a 9 anos, chegaram sem nenhum medo, da Argentina, Panamá, Venezuela e vários países da Europa. Um verdadeiro congresso: dois empresários da Cooperativa Loppiano Primeira explicaram como vivem por uma “nova economia” e responderam a várias questões postas pelas gen 4. Elas aprofundaram a vida dos primeiros cristãos, através de brincadeiras e quiz. E depois o grande jogo “A cidade invadida pelo amor”: palhaços, vendedoras, banqueiros, prefeito e tudo o mais, todos unidos por uma única lei que é “ver Jesus no irmão”, para entender quais são as necessidades dessa cidade tão especial.

“Quem passa ao meu lado é Jesus” e “A mim o fizeste” foram os slogans daqueles dias, relembrados em duas canções compostas especialmente para o congresso. Elas as cantaram, criaram pecinhas e assim foi criado um pequeno musical, apresentado na sexta-feira de manhã, quando a presidente Maria Voce foi encontrá-las. A ela fizeram algumas perguntas, ansiosas para saber o que iria dizer:

“Oi Emmaus, como é o paraíso e como é o inferno?”. “Por que Deus criou o mundo?”. “Através da vida dos primeiros cristãos nós conhecemos os mártires. E hoje, nós também devemos nos tornar mártires por Jesus?”. “Como Chiara entendeu que Jesus está entre nós?”. “Você poderia me explicar o que é o focolare?”. E outras ainda.

Uma delas disse, no primeiro dia: “Tenho uma grande alegria no meu coração, porque sonhei que Jesus vinha a esse congresso e estava aqui, no meio de nós”. Um sonho que tornou-se realidade nos dias sucessivos. Apesar das línguas e culturas diferentes elas entendiam-se, conversavam, inventavam brincadeiras juntas, trocavam presentes. Durante a Missa do último dia ofereceram a Jesus os próprios atos de amor: centenas de flores coloridas encheram os cestos em cima do palco. E havia também cestos onde colocavam a própria comunhão de bens, para os pobres. O Evangelho que se torna vida.

Antes de irem embora escreveram muitas cartas, fizeram desenhos para Jesus e para Emmaus. Cada uma exprimiu-se do seu jeito: “Obrigada Emmaus, sexta-feira foi um dia maravilhoso. No ano que vem, se houver o congresso em Castelgandolfo, espero que você venha. Estes dias eu me diverti muito, mesmo se na sexta-feira fiquei muito emocinada”. “Meu nome é Miriam, sou da Bélgica, tenho cinco anos e meio e este é o meu primeiro Congresso gen 4, foi a primeira vez que vim à Roma! Eu gostei muito do dia que estivemos com você, senti muita alegria no meu coração. Um grande abraço!”. “Obrigada por ter vindo falar conosco e responder às nossas perguntas. Eu também queria saber porque Deus criou o mundo e gostei  muito da sua resposta. Com todo o meu afeto, Eva, da Polônia”. Uma gen 4 de cinco anos: “Nunca vi Chiara mas ela está no meu coração”. Outra: “Dia 27 de maio fiz a Primeira Comunhão. Quando Jesus veio ao meu coração senti uma grande alegria. Agora, sempre que vou à igreja procuro fazer a comunhão. Estou muito feliz de estar aqui e de amar Jesus sempre. Um abraço!”.

“Querido Jesus, meu amor por você é do tamanho do mundo! Você é o meu melhor amigo!”. “Querido Jesus, queria que o congresso começasse de novo, mas é impossível. Eu pensei que seria triste e difícil dormir sem a minha mãe, mas não foi assim”. “Obrigada Jesus, eu fiz muitos atos de amor, no total foram sete. Obrigada pela Missa”. Querido Jesus, levarei você para a minha cidade, no meu coração, e se alguém brigar vou fazer com que parem”. “Oi Jesus, escrevo da terra. O amor é algo muito importante porque você é importantíssimo. Você é o Rei da Paz, e nós o amamos muito porque você deu a vida por nós”. “Jesus, é mesmo verdade que quem passa ao meu lado é você? Tchau! Vamos nos encontrar no Paraíso!”. “Obrigada Jesus por esse Congresso maravilhoso, desculpe-me se eu reclamei um pouco e fui um pouco difícil”. “Eu o amo Jesus, muito, quero estar sempre ao seu lado e nunca deixá-lo”.

Aos cuidados do Centro Gen 4

Atenágoras I e Chiara Lubich

Eram 400, com a mão na massa!

O jardim do Centro Mariápolis de Castelgandolfo é um enorme parque de jogos pontilhado com bandeirinhas, faixas coloridas e bolas. No meio de tudo isso estão os meninos em ação. Movimentam-se em grupos, todos juntos, todos suados. Mas logo que você os para e pergunta quem são, de onde vem, porque estão ali e se estão felizes, eles lhe olham dentro dos olhos e abrem o coração, sem medir as palavras. Com eles estão garotos um pouco maiores, os gen 3, e os assistentes. Há também alguns pais e mães.

É um flash do Congresso gen 4 que se realizou de 14 a 17 de junho. Estavam presentes 400 meninos, provenientes de toda a Itália, de vários países europeus e uma representação muito animada da Coreia. Eles gostaram muito do slogan do encontro: “Um irmão, dois irmãos… muitos irmãos”, porque de vez em quando o gritavam, todos juntos, mas principalmente porque vivendo o que ele propõe, em primeira pessoa, o entenderam muito bem.

A atmosfera não é a de uma escola, mas de família. O encontro, de fato, tinha vários protagonistas. No palco o microfone passava espontaneamente dos adultos às crianças, aos adolescentes. Todos tinham voz em capítulo, dos menores aos maiores. Todos contribuíam: alguns apresentando, outros fazendo mágicas, outros falando, como numa verdadeira família. As focolarinas que trabalham no Centro Mariápolis também participaram desse grande jogo da vida, contando como participam do congresso por trás dos bastidores.

“Uma academia para tornarem-se campeões no amor…”. Foram os votos que Maria Voce enviou aos gen 4. E assim aconteceu. O desafio era alto, mas eles concordaram em percorrer o caminho, feito em quatro etapas: descobrir que somos irmãos, ajudar-nos, recomeçar, encontrar Jesus que vive nos outros.

“Eu fiz uma pipa e ela ficou muito bonita – contou Nicolas. Encontrei um menino que não tinha uma e a dei para ele, e eu me senti muito feliz”. E Marco: “Estava sozinho, na frente do goleiro, e ao invés de fazer o gol passei a bola, para que outro gen 4 fizesse”.

Nas primeiras filas do auditório, assistindo à programação, estavam alguns dos primeiros companheiros de Chiara Lubich: Bruna Tomasi, Marco Tecilla e Bruno Venturini. Estavam também alguns jovens, da Escola gen de Loppiano. Futuro, presente e passado entrelaçados com harmonia, como as raízes e a copa de uma árvore. Alguns gen 4 dirigiram perguntas a eles, por exemplo, Lucas, de Trento: “Eu queria muito que não houvesse mais guerra e fome. O que nós gen 4 podemos fazer?”. E Francisco, de Seul: “Vocês encontraram Deus realmente e diretamente na vida de vocês?”.

No programa a Missa era indicada como “encontro com Jesus”. E respeitando a liturgia o sacerdote encontrava uma maneira para que os gen 4 pudessem apresentar os seus atos de amor, cantassem canções bem animadas, e que houvessem momentos para uma conversa pessoal com Jesus. “Jesus é uma referência, um amigo sempre ao meu lado”, afirmou, muito sério, um gen 4.

E um grande sucesso tiveram os muitos workshops, idealizados segundo uma nova abordagem da formação integral da pessoa. “O consumismo – explicaram os responsáveis do Centro gen 4, sobre os grupos de trabalho – deforma as crianças desde os primeiros anos de vida. Por isso é necessário mirar em atividades que ajudem a pessoa a tornar-se protagonista, a exprimir-se de modo criativo, a saber superar os obstáculos, a ter acesso à própria interioridade e a desenvolver o senso do bem comum”. E as propostas eram: construir um instrumento musical e aprender a tocar; cantar e dançar; trabalhar com as cores e pintar mandalas; modelar uma peça de madeira na forma de um golfinho; usar a criatividade diante de materiais reciclados para compor mosaicos e construir aviões, pipas e paraquedas.

Ao voltarem para casa os gen 4 deixaram em Castelgandolfo um sinal concreto de amor e de solidariedade: mais de 4 mil brinquedos que serão entregues a crianças que vivem em regiões de guerra.