7 Mai 2012 | Sem categoria
Quatro anos após o seu nascimento, o Instituto Universitário Sophia (Loppiano, Florença – Itália) renova a gráfica e os conteúdos do seu portal.
Com a recente ampliação da proposta formativa e a introdução de novos percursos de especialização – três novos cursos: Estudos Políticos, Economia e Administração, Ontologia Trinitária – também o site espelha mais fielmente os seus objetivos: fornecer à mulher a ao homem de hoje instrumentos para compreender melhor e contribuir na recomposição da complexidade da época moderna.
“Quisemos criar uma plataforma que comunique da forma mais clara possível o que Sophia é e faz – explica José Luis Bonfim, brasileiro, designer responsável pelo projeto – . As páginas estão mais limpas graficamente e queremos fornecer uma informação mais acessível, para permitir ao usuário maior navegabilidade e riqueza de conteúdos, dando ulteriores instrumentos para acompanhar os principais eventos promovidos pelo Instituto. Além disso, foi otimizada a integração com as redes sociais, como Facebook e Twitter”.
As novidades do portal. Entre as várias novidades, uma “Media Gallery”, mais rica de vídeos e imagens que descrevem a vida do Instituto, e a página de “News e eventos”, que brevemente dará a possibilidade de registrar-se online e receber, no dia anterior, um lembrete da agenda. Será possível também baixar o calendário dos eventos através do Google Calendar e recursos semelhantes.
Amplo espaço é dedicado à oferta acadêmica e aos depoimentos de estudantes e ex-estudantes (enriquecidos por multimídia), para favorecer uma compreensão maior da peculiaridade da proposta de Sophia, no sentido acadêmico e experiencial.
E uma página é dedicada à renovada sinergia editorial com a editora Città Nuova: pode-se visitar a versão digital da Revista Sophia, e as coleções de livros publicados em colaboração com Città Nuova, e adquiri-los online, no site do editor.
7 Mai 2012 | Sem categoria
«A grandeza de Maria é reflexo da grandeza de Deus: imagem e semelhança, como esperava-se de uma criatura que queria apenas ser a vontade de Deus em ato. Grandeza que é uma só coisa com a simplicidade. Nela nada se encontra de complicado, tudo é retilíneo e límpido, plano. Não são necessários jogos de palavras e gestos estudados para chegar a ela. É suficiente dizer o próprio pensamento, e ela diz o seu pensamento, com toda a verdade e totalidade.
Por isso é livre. É livre das inúmeras precauções e atenções que o homem traz quando se aproxima do seu semelhante, carregado de medos e cálculos, fantasmas e desejos. Maria ama, e é livre. Ama em Deus, por Deus e, portanto, não tem medos: está livre do medo. Não receia nem Herodes ou os guardas do pretório, e nem mesmo a massa desenfreada. Ela faz a vontade do Pai, e o resto, o que importa? Se Deus está com ela, quem contra ela?
É assim uma criatura que entendeu a vida e a viveu. Não passou os anos a cultivar ilusões e esperar ocasiões, e a gemer sobre desilusões, despertando de manhã com uma nova angústia para adormecer à noite com uma derrota a mais. Ela colheu da existência o que de mais belo a existência pode dar: a fé no Eterno, a decisão de viver minuto por minuto a união com o Eterno. E naquela união, naquela convivência, as pessoas e as coisas apresentam-se numa luz límpida e, amadas, perdem a complicação espectroscópica.
Nas suas atitudes não se encontrou nenhum sinal de autocomplacência, amor próprio, orgulho ou tédio: recebia de Deus, e de Jesus na terra, e de José, o maior amor, e o redistribuía ao redor de si. Para definir a sua conduta bastaria dizer que amava a todos, amava cada um, amava sempre. Serva de Deus em pessoa, dos filhos de Deus.
Fora de Nazaré bem poucos a conheciam, e dentro de Nazaré poucos falavam dela. O seu dia era envolvido em silêncio. Mas, habitualmente, não se fala de quem vive no trabalho, na castidade, no cumprimento normal do dever: os jornais transbordam de crônicas de assaltantes e killers, de gente que viola as leis do pudor, da ordem, da liberdade. Nas crônicas possuem um lugar muito maior divas e demagogos, anormais e criminosos – dois ou trezentos nomes mais repetidos – do que milhões de mães e de trabalhadores, de irmãs e missionários, a massa humilde da qual a sociedade vive.
E Maria foi o protótipo dessa vida plena, real. Se com a paixão de Jesus sofreu as penas mais atrozes, pela missão de Jesus, à qual havia ligado a própria existência na terra, ela gozou as alegrias mais sublimes. O seu amor por Deus e pelos homens a nutriu de êxtases. E foi, para aqueles que a aproximaram na terra, como depois para todos os que a buscaram no céu, uma distribuidora de letícia: causa da nossa alegria. A alegria era Deus nela: Deus que dava sentido e valor ao que nela acontecia, inclusive o sofrimento.
E nisso está a beleza: que em Maria e com Maria, que coloca Jesus no circuito e, portanto, Deus, o Onipotente, a existência pode tornar-se uma antecipação do paraíso, uma experiência beatificada do divino, que vale a pena, aliás, a alegria de viver».
De: Maria, modelo perfeito, Città Nuova, 2001.
30 Abr 2012 | Sem categoria

Video (italiano) - Discurso programático de Chiara Lubich
Roma, 31 de março de 1990
Trecho do discurso programático de Chiara Lubich no Palácio dos Esportes, EUR a 20.000 jovens
«(…) Imaginemos ver passar diante dos nossos olhos algumas cenas emblemáticas do mundo de hoje. Observamos no Leste Europeu, em países que presenciaram as recentes mudanças, pessoas que pulam de alegria por terem reencontrado a liberdade e outras assustadas e desiludidas, deprimidas pelo desmoronar dos seus ideais. Lemos nos rostos a ameaça de desforra, de vingança, inclusive de ódio. E pensemos: o que diria Jesus se aparecesse no meio delas? Estamos certos de que falaria hoje, como no seu tempo, mais uma vez de amor. “Amai-vos – diria – como Eu vos amei” (cf Jo 15, 12). Somente juntos, na concórdia e no perdão, é que podemos construir um futuro sólido. Transfiramo-nos, imaginando uma seqüência de slides, para outros lugares, para um país da América Latina, por exemplo: de um lado arranha-céus, muitas vezes como modernas catedrais erguidas ao deus-consumo, e do outro barracas, mocambos, favelas e miséria, miséria física e moral, e doenças de toda a espécie. Que diria Jesus diante deste panorama desolador? “Eu lhes tinha dito para se amarem. Não o fizeram e eis as conseqüências”. E se outros quadros nos apresentassem, como numa montagem, vistas de cidades, conhecidas como as mais ricas do mundo, e de outras com a mais avançada tecnologia e cenários de ambientes desérticos com homens, mulheres e crianças morrendo de fome. Que diria Jesus se aparecesse bem ali no meio? “Amaivos”.
Ou se víssemos imagens de lutas raciais com flagelos e violações de direitos humanos… Ou intermináveis conflitos armados, como os que se verificam no Oriente Médio, causando a destruição de edifícios, feridos e mortos, e o contínuo lançamento mortífero de bombas e de outros engenhos mortais?…
Perguntemo-nos ainda: o que diria Jesus diante de tantos dramas? “Eu lhes disse que deviam se querer bem. Amai-vos como Eu vos amei “. Sim, diria assim diante destas e das mais graves situações do mundo atual.
Porém, com estas palavras Ele não se limita a lamentar o que não foi feito. Ele as repete hoje de verdade, pois Ele morreu, mas ressuscitou e – como prometeu – está conosco todos os dias até o fim dos tempos. E o que diz é de uma importância enorme, porque este “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” é a chave principal para a solução de todos os problemas, é a resposta fundamental para todos os males do homem. Os “Jovens por um Mundo Unido” só podem desempenhar melhor o seu papel de cooperar para dar ao mundo uma “alma” voltando a doar ao mundo o Amor. Claro, ele não é aquilo que à primeira vista pode parecer; não é uma brincadeira. É exigentíssimo e forte; porém, tem o poder de transformar o mundo. Jesus definiu o mandamento do amor com as palavras “Meu” e “novo”, pois é tipicamente seu, visto que lhe deu um conteúdo singular e novíssimo. “Amai-vos – disse – como Eu vos amei”. E Ele deu a vida por nós.
Por conseguinte, neste Amor o que está em jogo é a vida. E um amor pronto a dar a vida é o que Ele exige também de nós em relação aos irmãos. Para Ele, não é suficiente a amizade ou a bondade para com os outros; não lhe basta a filantropia nem a mera solidariedade. O amor que Ele exige não se esgota na não-violência. É algo ativo, ativíssimo. Requer que se deixe de viver para si mesmos e se viva para os outros. E isso implica sacrifício, fadiga. Pede a todos que, de pessoas covardes e egoístas, concentradas nos seus próprios interesses, nas suas próprias coisas, se transformem em pequenos heróis na vida cotidiana, pois estão dia a dia a serviço dos irmãos, prontos a dar até mesmo a vida por eles.
Caríssimos jovens, é isso que requer a vocação de vocês, se não quiserem ver os seus ideais dissiparem em meras utopias. Devem amar assim, amarem-se uns aos outros assim, começando vocês a dar testemunho deste Amor antes de propô-lo aos outros. Testemunhas, modelos: que o mundo veja como vocês se amam e possa repetir o que disse um dia, referindo-se aos primeiros cristãos: “Vê como se amam e estão prontos a morrer uns pelos outros”. Desse modo existirá a base segura; será plantada a raiz da árvore que queremos ver florir. Este amor recíproco entre vocês trará, de fato, conseqüências de um valor – digamos – inestimável, porque onde há o Amor, ali está Deus, e como disse Jesus: “Onde dois ou três estão reunidos em Meu nome (isto é, no Seu Amor), ali estou Eu no meio deles” (Mt 18, 20).
Terão, portanto, Cristo entre vocês, o próprio Cristo, o Onipotente, e tudo poderão esperar dele. Ele mesmo vai trabalhar com vocês nos seus países, porque voltará de certo modo ao mundo, em todos os lugares em que vocês se encontram, em virtude do amor recíproco e da unidade de vocês. Ele vai iluminá-los acerca de tudo o que deve ser feito, vai guiá-los, encorajá-los; será a sua força, o seu ardor, a sua alegria. Por Ele o mundo, que os rodeia, vai se converter à concórdia e cada divisão vai cicatrizar. Foi Ele que o disse: “Que sejam um e o mundo vai acreditar” (cf Jo 17, 21). Vocês assumiram um empenho grandioso e não pode ser outro senão Ele o líder da sua luta. Amor, portanto, entre vocês e Amor que semeiam em muitos cantos da Terra entre as pessoas, entre os grupos, entre as nações, com todos os meios, para que se torne uma realidade a invasão de Amor, de que falamos de vez em quando, e tome consistência – também mediante a própria contribuição – a civilização do Amor que todos aguardamos. A isso vocês são chamados. E verão coisas grandes. Pensem: se foi sobretudo Deus que venceu neste trecho de história que acabamos de viver, o que poderá acontecer se, à ação direta de Deus, se juntar a de jovens, de muitos jovens, guiados passo a passo por Cristo, presente entre eles pelo Amor? Vão, portanto, para frente sem hesitar. A juventude nada mede, é generosa: desfrutem-na! Vão para frente vocês, jovens cristãos, que acreditam em Cristo. Vão para frente vocês, jovens de outras religiões, guiados pelos nobilíssimos princípios em que essas se baseiam. Vão para frente vocês, jovens de outras culturas, que talvez não conheçam Deus, mas sentem no coração a exigência de canalizar todos os esforços no Ideal de um mundo unido. Todos, de mãos dadas, estejam certos: a vitória será de vocês».
Chiara Lubich
30 Abr 2012 | Palavra de Vida, Sem categoria
«Eu vim lançar fogo sobre a Terra, e como gostaria que ele já estivesse aceso!».
Jesus nos doa o Espírito. Mas de que modo age o Espírito Santo?
Ele age derramando em nós o amor, aquele amor que, segundo o Seu desejo, devemos manter aceso em nossos corações.
E como é esse amor?
Não é um amor terreno, limitado; é um amor segundo o Evangelho. É universal como o amor do Pai celeste, que manda a chuva e o sol para todos, para os bons e os maus, inclusive para os inimigos (cf Mt 5, 44-45).
É um amor que não espera nada dos outros, mas que toma sempre a iniciativa, que é o primeiro a amar.
É um amor que se “faz um” com toda e qualquer pessoa: partilha com ela o seu sofrimento, sua alegria, suas preocupações e esperanças. E faz isso concretamente, com fatos, quando se apresenta a ocasião. Portanto, não é um amor simplesmente sentimental, ou feito só de palavras.
É um amor que nos faz amar Cristo no irmão ou na irmã, porque nos faz lembra aquelas palavras Dele: «… a mim o fizestes» (Mt 25,40).
É, ainda, um amor que tende à reciprocidade, que busca realizar com os outros, o amor mútuo. É este amor que, sendo expressão visível, concreta da nossa pautada pelo Evangelho, reforça e confirma nossa palavra que, depois, poderemos e deveremos oferecer para evangelizar.
«Eu vim lançar fogo sobre a Terra, e como gostaria que ele já estivesse aceso!».
O amor é como o fogo: o importante é que permaneça aceso. E, para que isso aconteça, é preciso sempre queimar alguma coisa. A começar pelo nosso “eu” egoísta. E nós o conseguimos porque, quando amamos, estamos completamente projetados no outro; ou em Deus, cumprindo a Sua vontade, ou no próximo, ajudando-o.
Um fogo aceso, ainda que pequeno, se for alimentado, pode tornar-se um grande incêndio. Aquele incêndio de amor, de paz, de fraternidade universal que Jesus trouxe à Terra.
Chiara Lubich
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em agosto de 2001.
19 Abr 2012 | Sem categoria
Visita di Maria Voce e Giancarlo Faletti alla cittadella – 16 aprile 2012
18 Abr 2012 | Sem categoria
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