Viagem na Áustria
15 Maio – 22 Maio: Maria Voce na Áustria
15 Maio – 22 Maio: Maria Voce na Áustria
Alfonso Di Nicola é coordenador do Projeto Sempre Pessoa (Roma-Itália), que se ocupa dos presos e suas famílias. Ele mesmo narrou:
«Quarta-feira passada eu estava refletindo sobre a Palavra de Vida quando escutei o sinal que tinha entrado uma mensagem no celular. Era Jorge que me dizia que a sua conta da energia ia vencer na sexta-feira e que seria cortada se ele não pagasse o boleto de 450 euros. Era um contrato e precisava pagar. Ele tinha pedido ajuda ao seu chefe, que não tinha confiado nele. Tinha pedido a vários amigos, sem nenhum resultado… como somos muito amigos ele não queria me dar uma preocupação. Mas, enfim, já que todas as portas estavam fechadas ele dirigiu-se a mim.
Nestes casos usamos o fundo do Projeto Sempre Pessoa, que justamente naqueles dias tinha destinado os poucos meios à disposição para comprar óleo, açúcar e gêneros de primeira necessidade para os ex-detentos. Além disso, eu pensava: “Como ele vai poder restituir os 450 euros se ganha 800 por mês e tem três filhos para manter?”.
Jorge garantia que no fim do mês pagaria a dívida e eu, para dizer a verdade, estava um tanto incrédulo. Pensei que o meu fiador seria Jesus. Muitas vezes voltavam à minha mente as suas palavras: “Eu estava com sede e me saciastes… alimentastes… assististes. Porque todas as vezes que fizeste tudo isso a um só destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Cf Mt 25, 31).
E vocês sabem o que aconteceu? Dei a Jorge os 450 euros!
Era quinta-feira. Na sexta-feira à noite, quando voltei da penitenciária, onde tinha tido várias conversas com os presos, abri o computador para ler os emails e, com grande surpresa, vi um que me convidava a retirar um depósito de 1720 euros, doados por uma senhora que tinha escutado o nosso testemunho numa igreja e desejava contribuir com o Projeto.
O meu Fiador não tinha esperado um mês para restituir o empréstimo, mas um dia só, quadruplicando a cifra, o que nos permitia ajudar outros ainda».
Alfonso Di Nicola
A 15ª edição da Semana Mundo Unido, com o título “Estamos prontos para construir pontes” começou no dia 1º de maio em Loppiano, com uma conferência web mundial. Em pouco tempo a rede foi invadida por fotos, vídeos, notícias, propostas e mensagens para serem vividas durante os dias da SMU. A manifestação acontece anualmente, desde 1996, e deixa sempre uma marca na vida de muitos jovens, envolvidos em ações de fraternidade e de sensibilização da opinião pública, não só como grupo ou comunitariamente, mas antes de tudo como opção pessoal. Os reflexos atravessaram o mundo, da Síria ao Quênia, do México à Cingapura, da Argentina à Itália, da Mariápolis de Loppiano a Budapeste, a cidade das pontes.
Esta SMU foi uma etapa fundamental para o Genfest que se realizará em Budapeste, de 31 de agosto a 2 de setembro de 2012, justamente com o título “Let’s bridge” (vamos construir pontes). O momento central da SMU foi o seu primeiro dia, com a conferência mundial, através do seu site oficial e também com as contribuições que chegavam no twitter, facebook, youtube e blog. A cada dia milhares de Jovens por um Mundo Unido postaram na rede propostas que iam da ecologia à espiritualidade. O ano do Genfest terminará com a 16ª SMU, no dia 1º de maio de 2013.
Agora vamos fazer um giro ao redor do mundo, para conhecer a resposta criativa, nas diferentes culturas, de quem aderiu ao convite de fazer parte dessa manifestação. São apenas alguns flashes:
PANAMÁ– Na comunidade de Pacora, dia 29 de abril, 500 jovens participaram da abertura da SMU. Meditações de Chiara Lubich, Madre Teresa de Calcutá e Gandhi. Foi apresentada também a vida de Chiara Luce Badano. Foi celebrada uma missa, por D. Yovko Pishitiyski (secretário da Nunciatura Apostólica no Panamá).
BRASIL – Os JMU de Manaus prepararam um “sopão” que levaram centro da cidade, durante a madrugada, oferecendo aos moradores de rua. Uma ocasião para conversar com eles, partilhando e compreendendo-os em suas dificuldades.
CONGO– Em Kinshasa os JMU visitaram um centro para pessoas diversamente hábeis, e está programada uma jornada para os jovens, intitulada “Construir pontes de fraternidade”.
TERRASANTA E ITÁLIA – Os JMU da Terra Santa e da Itália atuaram no Projeto “Ways of peace” (Caminhos da Paz). Participou também um grupo de jovens da Terra Santa em visita às regiões italianas das Marcas e Emilia Romania, para construir pontes entre religiões e culturas diferentes.
ITÁLIA– Em Turim aconteceu um torneio de vôlei noturno, com uma particularidade: jogou-se apenas com a luz de algumas lâmpadas que tornam florescentes as camisetas, as linhas do campo, a bola e a rede, precedentemente pintadas com um verniz especial. Eram sete os times inscritos, com cerca de 90 participantes, e mais todos os que vieram só para assistir e torcer.
SANTA ANASTÁCIA, província de NÁPOLES – Com a Associação “Lucincittà” (luzes na cidade), os JMU organizaram o evento “Something Bright” (Algo Brilhante), para contar a vida de Chiara Luce Badano. Participaram cerca de 500 pessoas, o evento foi patrocinado pela prefeitura.
SUÍÇA – Em Montet foi realizada a 3ª edição da “Jornada Unidade”, da qual participaram 120 jovens da suíça francesa, com workshops com temas como a resposta cristã ao problema do sofrimento, como dar um sentido à vida, ter um olhar social, como ajudar um amigo em dificuldade.
Esta SMU, que mostrou iniciativas já existentes e produziu outras novas, deu início a um projeto que pretende “contar” as ações de fraternidade que são feitas no mundo. Foi chamado “Projeto Mundo Unido”. “Queremos criar um observatório permanente, que meça a 360 graus o desenvolvimento das práticas de fraternidade”, diz Letícia, que faz parte da equipe de organizadores do Genfest. O encontro que os Jovens por um Mundo Unido tiveram com a ONU, em Nova Iorque, no dia 30 de abril, encorajou a prosseguir, para que esse projeto seja reconhecido como pedra fundamental para a paz e o desenvolvimento dos povos.

Estamos felizes de apresentar-lhes Formy, do italiano “Formica”, a mascote do site da Economia de Comunhão. Formy nasce com a colaboração preciosa de Vittorio Sedini que há muitos anos alegra os leitores de Città Nuova com as suas historinhas, sempre simpáticas, espirituosas e cheias de uma sabedoria simples. Formy, de hoje em diante, constituirá uma rubrica fixa do site voltada às crianças, professores e educadores que terá a mesma sequencia da nossa newsletter.
Formy faz parte de mais uma iniciativa do Projeto Jovens e Edc, que tem o objetivo de tornar conhecida a Economia de Comunhão às novas gerações. Através de Formy vamos tentar, fazendo uso dos quadrinhos, falar da Edc de forma simples e direta às crianças, mas não só a elas…
Formy nos agrada muito e esperamos que agrade também aos nossos queridos leitores, aos quais propomos de fazê-la conhecida e divulgá-la nos ambientes onde cada um trabalha. Digam-nos o que pensam de Formy!
“Os Movimentos eclesiais e a Nova evangelização” foi o título do quarto encontro dos membros do Movimento dos Focolares empenhados na comunhão e colaboração, em vários níveis, com as realidades carismáticas que enriquecem a Igreja. Em boa parte provinham da Itália, com representantes também da Suíça, Espanha, Alemanha e República Tcheca. O timbre internacional foi dado ainda pelas notícias que chegaram da Argentina e do Brasil e que falavam do grande impulso impresso pelos leigos, em toda parte, a fim de dar uma contribuição eficaz na Igreja e na humanidade. Reafirmavam, dessa forma, o valor dos carismas na sua peculiaridade mais autêntica: sinais dos tempos e respostas às necessidades de cada época. Um exemplo é o que aconteceu na América Central, quando os responsáveis de vários movimentos eclesiais reuniram-se na Cidade da Guatemala. Um dos principais assuntos tratados foi o encontro marcado pela Igreja católica para o próximo mês de outubro, com a Assembleia geral do Sínodo dos Bispos sobre o tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, aprofundado inclusive por meio do estudo dos Lineamenta, o documento de trabalho, introdutório do Sínodo. Passando em resenha os pontos do Documento viu-se o envolvimento dos movimentos eclesiais, chamados amplamente em causa, enquanto promotores da evangelização, e assim citados em alguns trechos: “… A primavera dos movimentos é um sinal visível de um sentimento religioso que não se apagou” (n. 8). “(…) Devem ser reconhecidos como um dom do Espírito, o frescor e as energias que a presença de grupos e movimentos eclesiais conseguiu infundir nesta missão de transmissão da fé” (n. 15).