6 Fev 2012 | Sem categoria
Aconteceu no domingo, 5 de fevereiro, durante o Angelus. O Papa dedicou a sua reflexão, antes da oração mariana, ao Evangelho do Domingo, a página na qual Jesus cura os doentes. “Até mesmo diante da morte – comentou o Papa – a fé pode tornar possível o que é humanamente impossível. Mas a fé em que? No amor de Deus. Esta é a resposta verdadeira, que vence radicalmente o mal”. “Como Jesus enfrentou o maligno com a força do amor que recebia do Pai, assim nós também podemos enfrentar e vencer a provação da doença, mantendo o nosso coração mergulhado no amor de Deus”. Foi neste ponto que o Papa recordou o exemplo de Chiara Luce Badano, a jovem de Sassello (Itália), pertencente ao Movimento dos Focolares, que a Igreja proclamou bem-aventurada em 25 de setembro de 2010. O papa nomeou Chiara Luce entre aquelas “pessoas que suportaram sofrimentos terríveis porque Deus lhes dava uma profunda serenidade”. O Papa pensava na beata Chiara Badano, “colhida na primavera da juventude – afirmou no Angelus – por uma enfermidade sem saída: quem ia visitá-la recebia dela luz e confiança! Todavia, na doença, todos necessitamos de calor humano. Para confortar uma pessoa doente, mais do que as palavras, conta a proximidade serena e sincera”.
Não foi a primeira vez que Bento XVI preferiu o exemplo de Chiara Luce para propor às comunidades cristãs um modelo de confiança no amor de Deus. O fez também em Palermo, onde pediu aos jovens que a conhecessem melhor: “uma vida breve”, ele disse, durante a qual soube dar “uma mensagem maravilhosa”. “19 anos plenos de vida e de fé; dois, os últimos, também de sofrimento, vividos na fé e na alegria que nascia do seu coração repleto de Deus”. E foi com esta luz interior que Bento XVI recordou o Dia Mundial do Enfermo, que a Igreja irá celebrar no próximo sábado, 11 de fevereiro, memória da Beata Virgem de Lourdes. Artigos relacionados, em focolare.org Entrevista com os pais de Chiara Luce, sobre como ela viveu a doença.
2 Fev 2012 | Sem categoria
Nestes momentos de dor e desalento, queremos assegurar a nossa mais firme proximidade aos familiares e a todos aqueles que experimentaram nestes anos a amizade de Marisa e a calorosa acolhida que ela sempre reservou a todos. Marisa Baù, nasceu em 12 de maio de 1963, em Asiago (Vicenza/Itália), penúltima de oito irmãos, perdeu a mãe aos 15 anos e fez de tudo para cuidar dos irmãos que ainda estavam em casa. Trabalhadora e criativa, após dois anos de trabalho na fábrica, começou, junto com duas colegas, um pequeno laboratório de confecções. Conheceu a espiritualidade do Movimento dos Focolares em 1980, aderindo com prontidão e generosidade. Sentiu a vocação a se consagrar a Deus como focolarina, deixou sua família em 1991 para entrar primeiro no focolare de Pádua, onde concluiu os estudos de contabilidade, e, em 1992, foi para a Mariápolis internacional de Loppiano (Florença/Itália), mantendo sempre um estreito vínculo com todos os familiares. Depois do período de formação Marisa foi ao Centro de Montet (Broye), na Suíça, onde trabalhou no ateliê de confecções para crianças, do qual se tornou responsável do setor de produção em 1994. Em 1998, pelos seus dotes humanos e espirituais, assumiu o encargo como formadora no Centro. De personalidade criativa e tenaz, Marisa era estimada por todos pela qualidade dos seus relacionamentos, o seu sentido de responsabilidade e o seu altruímo. Marisa nesses anos conheceu e amou muitas pessoas, como demonstra a chuva de mensagem que chegaram do mundo inteiro nas redes sociais: “Também ela se foi, que amou tanto os outros e continuará a fazê-lo lá do Céu!”; “Grande tristeza… só nos resta rezar por ela e pela sua família e por todos de Montet… Eu conheci Marisa e fica gravado em mim o seu sorriso!”; “Marisa é muito especial para mim. Faz parte da minha história!” A mãe de uma focolarina escreveu: “Segui com trepidação toda a história, identificando-me com a família de Marisa…Não vou deixar de rezar por ela e por todas as focolarinas do mundo”. E uma pessoa que trabalhou com ela: “Estou ao lado de vocês neste momento de dor, rezo especialmente pela família, estou a seu lado. Eu trabalhei por três anos com ela em Montet e agradeço a Deus por cada minuto que passamos juntos”. Queremos recordá-la como «uma pessoa maravilhosa – são as palavras de Marithé Vuigner, corresponsável do Centro de Montet –, sempre pronta a acolher os outros. Uma pessoa com quem contar sempre, agradável e fina. Muito ligada à sua linda e numerosa família». Para maiores informações https://www.focolare.org/area-press-focus/pt/news/2012/02/01/marisa-bau-1963-2011/
31 Jan 2012 | Palavra de Vida, Sem categoria
“Convertei-vos e crede no Evangelho.” A Palavra de Deus acolhida e vivida, realiza uma completa mudança de mentalidade (= conversão). Coloca no coração de todos – europeus, asiáticos, australianos, americanos, africanos – os sentimentos de Cristo diante das circunstâncias, das pessoas e da sociedade. Mas de que modo o Evangelho pode realizar o milagre de uma profunda conversão, de uma fé nova e luminosa? O segredo está no mistério que as Palavras de Jesus encerram. Elas não são simplesmente exortações, sugestões, indicações, diretrizes, ordens ou comandos. Na Palavra de Jesus está presente o próprio Jesus a falar, a nos falar. As suas Palavras são Ele mesmo, são o próprio Jesus. É por isso que nós o encontramos na Palavra. E acolhendo a Palavra no nosso coração, como Ele quer que seja acolhida (ou seja, estando dispostos a traduzi-la em vida), tornamo-nos uma só coisa com Ele, e Ele nasce ou cresce em nós. É esse o motivo pelo qual cada um de nós pode e deve acolher esse convite tão urgente e tão exigente de Jesus. “Convertei-vos e crede no Evangelho.” Pode ser que alguém ache as palavras do Evangelho muito elevadas e difíceis, muito distantes do modo comum de viver e de pensar, e se sinta tentado a não escutá-las, a desanimar. Mas isso acontece quando se pensa que se deve remover sozinho a montanha da própria incredulidade. Ao passo que bastaria esforçar-se em viver ainda que fosse uma única Palavra do Evangelho, para encontrar nela uma ajuda inesperada, uma força sem igual, uma lâmpada para guiar os próprios passos (cf. Sl 118,105); porque a comunhão com aquela Palavra – sendo essa uma presença de Deus – liberta, purifica, converte, conforta, comunica alegria, doa sabedoria. “Convertei-vos e crede no Evangelho.” Quantas vezes durante o dia essa Palavra pode ser uma luz para nós! Toda vez que deparamos com a nossa fraqueza ou com a fraqueza dos outros, cada vez que nos parecer absurdo ou impossível seguir Jesus, quando as dificuldades tentarem nos abater, essa Palavra nos pode fazer alçar voo, pode ser para nós uma rajada de ar fresco, um estímulo a recomeçar. Bastará uma pequena e rápida “conversão” de rota para sairmos do isolamento do nosso eu e nos abrirmos a Deus, para experimentarmos uma vida diferente, a vida verdadeira. Depois, se pudermos compartilhar essa experiência com alguma pessoa amiga que também escolheu o Evangelho como seu código de vida, veremos a comunidade cristã brotar ou reflorescer ao nosso redor. Porque a Palavra de Deus, vivida e comunicada, realiza também este milagre: dá origem a uma comunidade visível, que se torna fermento e sal da sociedade, testemunhando Cristo em todos os pontos da terra. Chiara Lubich Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em fevereiro de 1997
29 Jan 2012 | Sem categoria
O Congo/RDC encontra-se no centro da África. Conta 60 milhões de habitantes num território cinco vezes maior que a França. É um país potencialmente muito rico, mas na realidade muito pobre.
Após uma ditadura que durou mais de 30 anos, com consequências negativas no plano econômico, social e político, o país comemorou as segundas eleições democráticas.
Uma terra habitada por pessoas que recebem com alegria o anúncio do Evangelho.
Conta Marisa, focolarina: “Fui a uma província muito distante, o Équateur. O bispo, amigo do Movimento dos Focolares, nos havia convidado várias vezes, porque já há 30 anos ninguém do focolare tinha podido voltar lá, por causa da distância. Ao chegar, em uma diocese vizinha onde pensávamos que havia somente um pequeno grupo de dez pessoas, tive a surpresa: fui informada que há muitos anos existe uma comunidade do Movimento do outro lado do rio Congo.
Apesar das muitas vicissitudes da guerra e da saída dos missionários, a comunidade manteve-se unida. Com alguns deles atravessamos o rio para ir encontrá-los. É uma comunidade muito ativa, que reúne-se semanalmente com grande fidelidade. Fazem muitas experiências, como por exemplo, percorrer quilômetros a pé para visitar um doente e cuidar dele; com outros moradores estão organizados para cuidar das viúvas e dos órfãos. É um testemunho que atrai e converte. Conhecem a história de Chiara Lubich, que escutaram contar muito tempo atrás e que continuam a transmitir oralmente. Alguns se recordam de modo vago como foi o nascimento do Movimento dos Focolares e quando descobrem que está difundido em todos os pontos da terra ficam encantados. Lá, como em muitos outros lugares, experimenta-se que a Palavra vivida cria a comunidade, com conversões radicais e fatos reais de perdão e reconciliação. Com o passar dos anos a comunidade cresceu e hoje há também vários jovens. Nestes lugares é difícil manter-se em contato com frequência, porque não existe o telefone. Então escrevemos e procuramos fazer com que as cartas cheguem por meio das pessoas que viajam, porque também o correio não existe”.
Um pouco de história. O ideal da unidade dos Focolareschegou ao Congo/RDC na década de 1960 e, apesar da extensão do território, difundiu-se em quase todas as províncias graças aos missionários e missionárias, como o padre Quintard, no leste, padre Enrico Casali na Província Oriental, irmã Roseline em Kikwit, padre Giovanni Santolini em Kinshasa, padre Angelo Pozzi em Lubumbashi, padre Arthur Duvernay, da ordem dos Padres de Scheut da Bélgica, e muitos outros. A partir dos anos 1970 os focolarinos e as focolarinas da República dos Camarões e da Itália fizeram viagens frequentes, desenvolveram cursos de formação, realizaram as Mariápolis, encontros para famílias e congressos para os jovens.
Em 1991 abriu-se o primeiro focolare feminino, em Kinshasa, e em 2004 o masculino. Em 2011 foi inaugurado o focolare feminino em Lubumbashi, como ponto de irradiação do Movimento na província de Katanga.
Com a transferência de duas famílias focolarinas, uma a Kikwit, na província de Bandundu, e outra a Goma, para as províncias do norte e sul Kivu, foi possível responder de forma mais adequada à enorme necessidade de acompanhar a grande família de Chiara nesta região tão vasta. Uma família que, mesmo com grandes dificuldades, foi adiante sempre unida.
Hoje os membros do Movimento no Congo/RDC promovem muitas iniciativas, também de cunho social, para ir ao encontro das extremas necessidades de alimentação e educação, principalmente das crianças. Entre estas a obra social “Petite Flamme”, presente em vários pontos do território, e o Centro Médico “Moyi Mwa Ntongo”, que na língua local significa “Alvorecer da manhã”. Um grande programa, que exprime um país em caminho, aberto à esperança!