Movimento dos Focolares
LoppianoLab 2011: uma avaliação no final do multi-evento

LoppianoLab 2011: uma avaliação no final do multi-evento

Um laboratório não para, no máximo adia resultados. Especialmente se sua finalidade é implementar soluções práticas para gerar esperança e reanimar a Itália, hoje. Os organizadores não pronunciaram a palavra “fim”, no final da segunda edição do LoppianoLab: o laboratório nacional que viu trabalhar, em rede pela Itália, durante quatro dias, economia, cultura, arte, educação, num diálogo contínuo, à procura, não de um futuro para o país, mas de um presente repensado e compartilhado. A avaliação do multi-evento é positiva; confirmou a vocação característica de ser um espaço nacional de encontro entre o mundo do trabalho, agentes culturais, instituições e cidadãos. O encontro reuniu no centro internacional de Loppiano, em Florença, cerca de 3.000 pessoas e 70 empresas italianas. Ao todo, foram 56 os eventos, entre os quais mesas-redondas, conferências, performances artísticas, cafés literários e gastronomia multicultural. Entre esses, teve importância a segunda Convenção Nacional da Economia de Comunhão, 20 anos após o seu lançamento: economistas e empresários trabalharam juntos para encontrar pistas para o futuro. Alberto Ferrucci, membro da Comissão Internacional da EdC, anunciou que será apresentado à ONU um documento de propostas formulado a partir do projeto Economia de Comunhão para enfrentar a crise e criar um novo modelo de desenvolvimento. Muitas foram as histórias contadas nesses dias: de empresários que optaram por não pensar apenas no produto final e nas receitas, mas também considerar os indivíduos como os pontos fortes do trabalho. “A Trindade, um estilo de vida?” foi o título do diálogo entre teologia, filosofia e arte a partir do livro de autoria do teólogo Piero Coda, “A partir da Trindade” (numa tradução livre). No Instituto Universitário Sophia (IUS), o LoppianoLab desenvolveu-se em outras duas fases: a apresentação da revista Sophia, o resultado das pesquisas desenvolvidas no Instituto, e a revista Nuova Humanità – há 30 anos expressão cultural do Movimento dos Focolares; os participantes puderam também conhecer o projeto acadêmico do Ius, que se configura como um percurso de vida, de estudo e de pesquisa que permite adquirir e constantemente aprofundar uma cultura de inspiração cristã, capaz de iluminar e animar as múltiplas dimensões da vida humana e as diferentes disciplinas. O encontro do Grupo Editorial Città Nuova reuniu-se primeiro em plenário e depois em grupos regionais de trabalho, agentes e jornalistas, leitores e colaboradores da revista italiana Città Nuova, todos protagonistas e empenhados em fortalecer a rede nacional que promove a cultura da unidade. Enquanto a cidade de Loppiano, que sediou o evento, ofereceu o Open City, um percurso original que permite conhecer lugares e pessoas: os 50 anos de Exposições Centro de Arte Ave, leituras de obras artísticas por meio de textos de Igino Giordani e de Francois Neveux, música, danças e sabores do mundo, reunião com professores e estudantes de Sophia, mini-apresentações de livros, cujos autores se fizeram presentes, e muito mais. Na manhã do domingo (18/9), o laboratório conclusivo intitulado “Ter esperaança com a Itália. Em rede pelo Bem Comum, nos 150 anos da Unidade Nacional” pôs em evidência as realizações em vários campos indicando caminhos viáveis ​​para o prosseguimento de uma análise mais aprofundada e de experimentação, resumidos em quatro propostas para que a Itália volte a ter esperança: o apoio do empreendedorismo juvenil, com especial atenção para o Sul desse país, na Expo das empresas de EdC presentes no Polo Bonfanti; a necessária abertura a outras redes, organizações e instituições, nos laboratórios promovidos pelo Grupo Città Nuova; a Escola de Verão na Argentina e no Chile e os três novos cursos de mestrado do Instituto Universitário Sophia, meio e oportunidade para relançar o novo humanismo; Loppiano como um laboratório permanente. Qual a contribuição de Loppiano para a Itália? Mostrar que, nas nossas cidades, também é possível viver a unidade no dia a dia.

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Espiritualidade da unidade: Deus Amor

Com a violência da guerra, Chiara Lubich e suas primeiras companheiras adquiriram o hábito de encontrar-se nos abrigos antiaéreos, logo que tocava a sirene anunciando um novo bombardeio. Depois daquela fulgurante intuição que as havia levado a colocar Deus Amor no centro de seus interesses, no centro – único e absoluto – de suas jovens vidas, tinham o forte o desejo de estar juntas e descobrir modos novos de ser cristãos, e colocar em prática o Evangelho. «Cada acontecimento nos tocava profundamente – Chiara dirá mais tarde –. A lição que Deus nos dava, por meio das circunstâncias, era clara: tudo é vaidade das vaidades, tudo passa. Mas, ao mesmo tempo, Deus colocava no meu coração, para todas, uma pergunta, e com ela a resposta: “Mas existirá um ideal que não morre, que nenhuma bomba pode destruir, ao qual doar-nos inteiramente?”. Sim, Deus. Decidimos fazer Dele o ideal da nossa vida» Em 2000 Chiara escreveu: «Deus. Deus, que em meio ao furor da guerra, fruto do ódio, e sob a ação de uma graça especial, manifestou-se por aquilo que verdadeiramente é: amor. A primeira ideia-força sobre a qual o Espírito construiu esta espiritualidade foi esta: Deus Amor (cf. 1Jo 4,8). Que transformação esta verdade, compreendida de forma completamente nova em contato com o carisma do Movimento, provoca nas pessoas! Fazendo uma comparação, a vida cristã conduzida antes, ainda que com uma prática coerente, parece obscurecida pela orfandade. Depois, eis a descoberta: Deus é amor, Deus é Pai! O nosso coração, que vivera no exílio da noite da vida, abre-se e eleva-se, une-se com aquele que o ama, que pensa em tudo, que conta até mesmo os cabelos de nossa cabeça. As circunstâncias alegres e dolorosas adquirem um novo significado: tudo é previsto e desejado pelo amor de Deus. Nada mais pode nos causar medo. Esta é uma fé exaltante, que fortifica, que faz exultar. É uma fé que provoca as lágrimas em quem a experimenta pela primeira vez. É uma dádiva de Deus que nos faz gritar: “Nós acreditamos no amor!” (1Jo 4,16). Com a escolha de Deus que é amor, como ideal da vida, se colocava o primeiro fundamento, a primeira exigência daquela nova espiritualidade que tinha desabrochado em nossos corações. Tínhamos encontrado Aquele por quem viver: Deus Amor».

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A espiritualidade da unidade

A espiritualidade da unidade articula-se em doze pontos fundamentais, encadeados um ao outro:

  1. Deus Amor
  2. A Vontade de Deus
  3. A Palavra
  4. O irmão
  5. O amor recíproco
  6. Jesus Eucaristia
  7. A Unidade
  8. Jesus abandonado
  9. Maria
  10. A Igreja
  11. O Espírito Santo
  12. Jesus no meio

Para Chiara Lubich, cada ponto da espiritualidade da unidade não é nunca a simples formulação de um projeto amadurecido em sua mente, uma reflexão ou um princípio de teologia espiritual.  É, mais que isso, uma espiritualidade que exige uma adesão imediata, decidida e concreta, algo que suscita a vida. No esplendor da história da Igreja, de seus indivíduos, de seus santos e comunidades, uma característica foi sempre constante: é a pessoa, individualmente, que se dirige a Deus. Isto resta verdadeiro também na espiritualidade da unidade, no sentido que a experiência que o indivíduo faz com Deus e em Deus é única e não se pode repetir. Todavia, a espiritualidade trazida pelo carisma da unidade, confiado pelo Espírito Santo a Chiara, acentua, ao lado desta indispensável experiência espiritual pessoal, a dimensão comunitária da vida cristã. Não é uma novidade em absoluto. O Evangelho é eminentemente comunitário. No passado houve experiências que sublinharam o aspecto coletivo da peregrinação para Deus, especialmente as espiritualidades nascidas daqueles que colocavam o amor como base da vida espiritual. É suficiente citar o exemplo de São Basilio e suas comunidades. Chiara traz a “sua” espiritualidade, um modo original, comunitário, de ir a Deus: ser uma só coisa em Cristo, segundo as palavras do Evangelho de João: “Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, estejam também eles em nós” (Jo 17,21). Em Chiara este torna-se um estilo de vida. Uma “espiritualidade comunitária” havia sido preconizada por teólogos contemporâneos e é mencionada pelo Concílio Vaticano II. Karl Rahner, por exemplo, falando da espiritualidade da Igreja do futuro, a via «comunhão fraterna na qual seja possível fazer a mesma basilar experiência do Espírito». O Vaticano II ao orientar a sua atenção sobre a Igreja como corpo de Cristo e povo reunido no vínculo do amor da Trindade. Se Santa Teresa d’Ávila, doutora da Igreja, falava de um «castelo interior», a espiritualidade da unidade contribui para edificar um «castelo exterior», onde Cristo esteja presente e ilumine todas as suas partes.

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Bispos de várias Igrejas: partir da palavra que une

Trinta e um bispos, de 18 países e de 15 Igrejas diferentes. É o 30º Encontro Ecumênico de bispos promovido pelo Movimento dos Focolares, o primeiro aconteceu em 1982. Estamos em Welwyn Garden City, pequena cidade a cerca de 40 km ao norte de Londres. É realmente uma “cidade jardim”, mergulhada no verde, com grandes gramados, maiores até do que as ruas e os lagos. Fundada por Sir Ebenezer Howard, em 1920, conta cerca de 40 mil habitantes. Aqui nasceu o Centro pela Unidade, do Movimento dos Focolares, após uma visita de Chiara Lubich à Inglaterra, em 1983, quando ela percebeu a necessidade de um espaço para o desenvolvimento das atividades do Movimento. O encontro para os bispos é itinerante, justamente porque é uma ocasião para conhecer as realidades eclesiais do país que o hospeda. Este ano aprofunda-se, de modo especial, o conhecimento da Igreja da Inglaterra. Um interessante enfoque é dado pelo documento “The anglican communion covenant”, ou seja, a proposta de um pacto que sustente a comunhão e um acordo, preparado por um grupo de teólogos anglicanos, vinculante para as igrejas da comunhão anglicana, que compromete as 44 igrejas autônomas anglicanas a reconhecerem princípios comuns. Será um importante instrumento de comunhão, que pode representar um vínculo inclusive entre igrejas não anglicanas. A adesão será sempre livre e não são previstas sanções jurídicas para quem mudar de ideia. O programa do Encontro desenrola-se em lugares simbólicos do anglicanismo, como o Palácio Lambeth, sede do Primaz da Igreja da Inglaterra, Rowan Williams, que recebeu todos os participantes; a visita ao Santuário de Santo Albano, onde são guardadas as relíquias do primeiro mártir inglês e o encontro, na Catedral de Westminster, com o arcebispo católico, D. Vicent Nichols. O tema escolhido este ano é: “A Palavra de Deus e a sua força transformadora”. Maria Voce, presidente do Movimento, apresentou um apaixonante discurso sobre a espiritualidade ecumênica dos Focolares, nascida da vida da Palavra. Ela recordou como a espiritualidade nasceu do Evangelho lido à luz de vela, num porão escuro, por Chiara Lubich e suas primeiras companheiras, durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. «O porão escuro de hoje – explicou Maria Voce – é o mundo com seus desafios e interrogativos.  A verdade é substituída por muitas verdades, prevalece o interesse econômico, o núcleo familiar parece não ter mais significado». «O porão escuro interpela a todos nós, para termos nada mais do que o Evangelho. É daqui que devemos partir para reevangelizar a nós mesmos e, depois, a humanidade que nos rodeia». «Começando por viver a Palavra, momento por momento, e partilhando as experiências, os frutos dessa vida». Já Martin Lutero escrevia que «a alma pode deixar de lado tudo, menos a Palavra de Deus”. E neste período «delicado – afirmou Maria Voce – pela passagem da fase de fundação à fase de atualização e desenvolvimento [dos Focolares], devemos retornar às origens e recordar-nos que toda a vida do Movimento explodiu do Evangelho vivido». Foi assim que nasceram as comunidades centralizadas na Palavra, a espiritualidade de comunhão, e viver a Palavra facilitou também o diálogo ecumênico em todos os níveis. «O apego fiel ao único Evangelho – está escrito no documento “Caminhos rumo à comunhão”, redigido pela Igreja Católica e a Federação Luterana  Mundial – é um passo indispensável rumo à plena unidade». Unidade que deve ser buscada não apenas com os cristãos pertencentes a outras igrejas, «mas também – ela acrescentou – para abrir o diálogo com pessoas de outras religiões e no encontro com pessoas de convicções não religiosas e com as diferentes expressões culturais da atualidade». Do enviado Aurelio Molè [nggallery id=68]

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Uma nova primavera no Reino Unido

20110905-14 «Encontrei a solução para a minha vida». «É um privilégio ver como o carisma da unidade transforma as pessoas». «Cada um estava verdadeiramente feliz». Um dia que não será facilmente esquecido na história dos Focolares da Grã Bretanha. Quinhentas pessoas, provenientes da Inglaterra, Escócia, País de Gales, e uma representação da Irlanda, reuniram-se com a presidente Maria Voce e o copresidente Giancarlo Faletti, na Casa de Encontros dos Amigos, da Sociedade dos Amigos de Londres, no bairro de Euston. Houve quem fez até dez horas de viagem para não perder este encontro. Lesley, uma focolarina anglicana, ao introduzir um documentário que ilustrava as visitas de Chiara Lubich ao Reino Unido, recordou o choque vivido pelas recentes rebeliões nos bairros londrinos, enquadrando-os na época de uma cultura secularizada, de “exaltação do eu”, que com frequência tem consequências desastrosas. E salientou que a Grã Bretanha guarda as sementes de uma cultura diferente, plantadas há mais de 40 anos, cujas raízes penetraram em profundidade através da mensagem de Chiara Lubich, que esteve em Liverpool em 1965, a primeira de oito visitas que marcaram a história de todo o Movimento dos Focolares. Naquela ocasião, por meio do reverendo Canônico Bernard Pawley, ela foi convidada a falar da espiritualidade da unidade na catedral anglicana, para começar a remover a montanha das incompreensões e dar início ao diálogo ecumênico. Seguiram os depoimentos de Eddie, da Escócia, Lucy e David do País de Gales e Ann, da Inglaterra. Embora vividos em contextos muito diferentes – diálogo ecumênico, diálogo inter-religioso, cuidado espiritual de idosos – impressionam pela sua profundidade e concretude. Um casal do Congo, que atualmente mora na Inglaterra, contou a própria aventura, feita de fugas da guerra, dificuldades de integração e na própria relação como casal, resolvidas e vividas na descoberta sempre nova do amor recíproco proposto pelo Evangelho. À tarde, Maria Voce e Giancarlo Faletti  responderam às numerosas perguntas dos participantes, tocando pontos nevrálgicos para o país. Antes de tudo sobre como dar um novo impulso ao ecumenismo. «Talvez – disse Maria Voce – ele necessite bater as asas», e convidou cada pessoa a despertar, na igreja à qual pertence, «o desejo de experimentar o dom que recebemos de Deus, para deixar com água na boca, com vontade de fraternidade». Em suas viagens pelo mundo, Maria Voce e Giancarlo Faletti percebem que, apesar das diferenças, o movimento ecumênico caminha para frente. De Budapeste, Chicago, e até da Tanzânia, citaram experiências positivas de ecumenismo, e a gratidão que se encontra nos representantes das várias Igrejas para com o Movimento dos Focolares, pelo seu apoio e empenho. Outro tema abordado foram as desordens, saques e rebeliões que começaram nas periferias de Londres e estenderam-se a todo o país. Depois de anos de trabalho para construir a unidade, a alguém pareceu ter perdido tudo, como se os atos de violência tivessem anulado qualquer atuação positiva. Como ter esperança nessa situação? «Todavia – sublinhou Maria Voce – continuo a ter esperança. Parece-me que a violência exprima um grande vazio, uma necessidade de amor, uma extrema necessidade de ser considerados, embora recorrendo a meios errados». Enfim, é um desafio, «mas se respondermos com o nosso amor podemos criar um bem maior», como aconteceu com «muitas pessoas que reagiram e se uniram para transmitir sinais positivos». «A sociedade – prosseguiu Giancarlo Faletti – deve interrogar-se sobre quais valores e modelos sociais está propondo, e nós podemos mostrar os nossos valores. É um convite a dar mais». 20110905-15As questões pareciam não terminar. Falou-se da rejeição de Deus por parte da sociedade, e Maria Voce afirmou: «Jamais encontrei alguém que diga que não quer ser amado. Podemos dar Deus somente através do amor». «E somos chamados a dar este testemunho juntos, que é para todos os homens, todas as religiões, inclusive para os que não creem. Os valores que consideramos válidos colocamos à disposição dos outros, para construir a fraternidade». Outra questão muito importante foi relativa ao sacrifício: a ideia do “saber perder”, presente na espiritualidade da unidade, pode assumir conotações negativas para a cultura anglo-saxão. Na espiritualidade do Movimento «fala-se de saber perder – explicou Maria Voce – mas também de plenitude. Se você doa alguma coisa, perde, porque faz um ato e amor, e assim se enriquece. Quando se dá se recebe. É a matemática de Deus, que não se deixa vencer em generosidade». No auditório a alegria era tangível e Maria Voce gostaria que «viessem do mundo inteiro para ver esta célula viva do Movimento dos Focolares, para saborear os frutos, a fidelidade, a preciosidade que ela deu a todo o Movimento, por mais de 40 anos. A família do Focolare está viva, no amor, e com a presença de Jesus entre nós podemos levar o amor de Deus ao mundo». Todos desejavam cumprimentar, abraçar, tirar uma foto com Maria Voce e Giancarlo Faletti. Alguns dos participantes se exprimiram: «É uma nova fase, existe um futuro»; «a explicação do significado do sacrifício pessoal iluminou-me sobre um acidente que sofri quando jovem, e que nunca havia compreendido»; «às vezes sinto-me pessimista, mas o otimismo de Maria Voce e di Giancarlo me contagiaram»; «será uma nova primavera». Do enviado Aurelio Molè [nggallery id=64]