10 Mar 2022 | Sem categoria
Nos dias 06 e 07 de março de 2022, a presidente e o copresidente do Movimento dos Focolares estiveram em Sassello (Itália), cidade natal da beata. Foi um encontro íntimo e pessoal com Chiara Luce e com a Fundação que cuida e promove a memória dela. 
Tem um antes e depois da passagem por Sassello, cidade natal de Chiara “Luce” Badano, na província de Savona (Itália). Certamente, pode-se conhecer a jovem beata por livros, documentários ou pela maciça presença nas mídias sociais, mas se tiver a sorte de poder ir a Sassello, tudo muda, porque no campo-santo, ou por meio de sua mãe Maria Teresa e seus amigos-testemunhas, o relacionamento com ela passa imediatamente a outro plano: aquele do encontro pessoal. E foi isso que aconteceu nos últimos dias 06 e 07 de março também com Margaret Karram e Jesús Morán, que foram para lá: uma das primeiras viagens fora da sede da presidente e do copresidente do Movimento dos Focolares, a um ano da assembleia que os elegeu. Uma visita particular, que nasceu do desejo de encontrar Chiara Luce, mas não só isso. “Nesses dias, compreendi como Chiara Luce é extraordinária; as raízes da sua santidade”, comentou a presidente que pôde abraçar Maria Teresa Badano, conhecer o bispo de Acqua, monsenhor Luigi Testore, e encontrar os membros da Fundação Chiara Badano. Foram dias importantes, vividos em um clima de crescente afeto, diálogo e partilha para a reconstrução de relações de confiança, colaboração e olhar comum sobre numerosos desafios e projetos futuros. 
Uma visita rápida, certamente marcada pelas preciosas “minilembranças” de Maria Teresa, que recordava o cotidiano de Chiara Luce, como a sua constante e total abertura em acolher qualquer um que fosse visitá-la até o último dia de sua vida. No campo-santo, em um face a face com Chiara, “lhe confiamos antes de tudo a paz na Ucrânia e nos muitos lugares onde os conflitos não estão sob os holofotes da mídia”, disse Jesús Morán, “e todos os jovens para quem ela é um modelo extraordinário e extremamente necessário, hoje mais do que nunca”.
Stefania Tanesini
9 Mar 2022 | Sem categoria
Nos dias 11 e 12 de março se realizará, no coração da cidade de Florença (Itália), o Encontro intitulado “O Concílio Vaticano II e o carisma da unidade de Chiara Lubich”, evento que partiu da colaboração entre o Centro Chiara Lubich e o Instituto Universitário Sophia e que poderá ser acompanhado por streaming, em italiano e inglês. Florença, o berço do Renascimento, será a moldura que receberá o encontro “O Concílio Vaticano II e o carisma da unidade de Chiara Lubich”, nos dias 11 e 12 de março de 2022. A conferência, partindo de uma atenta análise do evento conciliar, deseja ir ao coração deste caminho que prossegue, um momento que, após se ter fixado na história, realiza-se no tempo. Dois dias intensos que, graças a presença de numerosas personalidades e autoridades, abrirão uma trajetória de verificação e aprofundamento, delineando a ligação vital entre o carisma da fundadora do Movimento dos Focolares e o Vaticano II. Três sessões com títulos significativos: Uma coincidência cronológica e Kairológica: um Concílio e um carisma; A Palavra se faz Igreja; A Igreja se faz Palavra. Entre os relatores do encontro estão Vincenzo Di Pilato, docente de Teologia Fundamental na Faculdade Teológica Pugliese, e Florence Gillet, do Centro Chiara Lubich, teóloga e estudiosa da fundadora dos Focolares, que responderam a algumas perguntas sobre o evento. Prof. Di Pilato, o que é, de modo especial, que este momento de intercâmbio deseja evidenciar? Na sua intenção originária, o encontro se inseria no Centenário de nascimento de Chiara Lubich (1920 – 2020). Todavia, devido à emergência sanitária mundial, foi adiado até hoje. O seu objetivo era, e continua a ser, o de sondar a reciprocidade fecunda entre o carisma da unidade e as duas Constituições promulgadas pelo Concílio Vaticano II, sobre a Revelação de Deus e sobre a Igreja: Dei Verbum e Lumen gentium. Quanto os dois documentos encontraram, como seu espaço fecundo de interpretação e desenvolvimento, na experiência eclesial suscitada pelo carisma da unidade? E, vice-versa: quanto o florescimento da vida eclesial promovida pelo carisma da unidade tornou-se possível precisamente pelo horizonte descortinado pelo extraordinário evento do Concílio? São as questões básicas que acompanharão o diálogo entre os participantes. É preciso recordar, no entanto, que foi o Vaticano II que reafirmou esta unidade essencial entre dons hierárquicos e dons carismáticos (cf. Lumen gentium, n.14). Seja João Paulo II que Bento XVI consideraram esses dons “coessenciais”, e o Papa Francisco salientou, recentemente, quanto a ação do Espírito Santo produza “harmonia” entre os vários dons, chamando as agregações carismáticas à abertura missionária e à sinodalidade. Dra. Gillet, a partir de quais interrogações vocês começaram a organizar esta conferência? É possível perguntar-se se não seria ousado demais fazer um paralelo entre dois eventos tão diferentes. Que relação poderia haver entre um Concílio ecumênico, que contou com a presença de 3000 bispos e grandes teólogos, com visões proféticas para a Igreja, e um carisma nascido de uma jovem mulher vinte anos antes, do qual nasceu um Obra espalhada no mundo inteiro? Para responder, notamos, em primeiro lugar, a sintonia na origem: o Espírito Santo que quis falar ao mundo no início do terceiro milênio. Depois, trata-se de dois eventos que prosseguem e que, cada vez mais, deverão fecundar-se mutuamente. O Concílio Vaticano II ainda não foi plenamente implementado, ainda que sua recepção esteja agora significativamente em curso, no processo sinodal desejado pelo Papa Francisco. Haverá ainda surpresas. O carisma da unidade deve ainda revelar toda a sua potencialidade, deve traduzir-se em vida no povo de Deus, enfim, está só no início, como disse o Papa Francisco na sua visita à Loppiano, em 2018. Prof. Di Pilato, qual leitura do carisma da unidade de Chiara Lubich pode ser feita diante daquilo que está acontecendo hoje no mundo? Se a pandemia parecia um contexto funesto, no qual, inicialmente, o evento deveria acontecer, a opção de adiá-lo nos lançou improvisamente em outro cenário, não menos dramático. Neste sentido, a experiência paradigmática de Chiara Lubich, e das suas primeiras companheiras, em Trento, durante o segundo conflito mundial, nos oferece uma chave de leitura do encontro. Todos conhecem o papel que a Palavra de Deus assumiu para aquelas jovens mulheres num tempo marcado pelo desmoronamento dos ideais nos quais tinham crescido. A luz que brotava das palavras do pequeno Evangelho que levavam consigo durante os bombardeios, as conduziu a sanar feridas físicas e existenciais, a inspirar milhões de pessoas em todo o mundo, e a envolvê-las na realização do sonho de Deus: a fraternidade universal, “que todos sejam um”. E foi a Palavra de Deus transformada em compromisso social em favor dos mais pobres e mais necessitados que gerou uma Igreja viva, o que foi confirmado, com grande maravilha e alegria, pelo bispo de Trento daquele tempo. E também hoje, quando tudo parece novamente desmoronar sob os golpes de uma política míope e sem memória, nada nos resta de seguro entre as mãos a não ser a Palavra de Vida, a única capaz de gerar a Igreja. E é por este testemunho de vida que a Igreja poderá tornar-se, para o mundo inteiro, uma palavra autorizada de paz e de unidade. Para acompanhar a transmissão em streaming do evento: https://live.focolare.org/firenze2022 .
Maria Grazia Berretta
COMUNICADO DE IMPRENSA 
7 Mar 2022 | Sem categoria
A Palavra de Vida de março de 2022 nos convida a colocar em prática a frase que repetimos todos os dias no Pai Nosso: “Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Mas como é que perdoamos? Perdoar. Perdoar sempre. O perdão não é o esquecimento que muitas vezes significa não querer olhar a realidade face a face. O perdão não é fraqueza, não é deixar de considerar uma ofensa por medo de quem a cometeu. Perdoar não consiste em negar aquilo que é grave, ou julgar bom aquilo que é mal. Perdão não é indiferença. O perdão é um ato de vontade e de lucidez – e, portanto de liberdade – que consiste em acolher o irmão assim como ele é, apesar do mal que nos tenha feito. Acolhê-lo como Deus acolhe a nós pecadores apesar dos nossos defeitos. O perdão não consiste em responder a uma ofensa com outra ofensa, mas em fazer aquilo que diz São Paulo: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”. (Rm 12:21) O perdão consiste em dar a quem lhe prejudica, a possibilidade de estabelecer um novo relacionamento com você; consiste, portanto, em oferecer a ambos a possibilidade de recomeçar a vida, de ter um futuro onde o mal não tenha a última palavra. (…) Por isso, é antes de tudo com os outros irmãos na fé que você deve agir desta maneira: na família, no trabalho, na escola, ou na sua comunidade. Você bem sabe que temos a tendência de querer retribuir a ofensa sofrida com um ato ou uma palavra à altura. Sabe também que por diversidade de temperamento, por nervosismo ou por outras causas, as faltas de amor podem ser frequentes entre pessoas que vivem juntas. Pois bem, lembre-se de que só uma atitude de perdão, sempre renovada, pode manter a paz e a unidade entre os irmãos. Você terá sempre a tendência a pensar nos defeitos dos seus irmãos, a lembrar do passado deles, a pretender que sejam diferentes daquilo que são… Todavia é preciso acostumar-se a vê-los como pessoas novas, aceitando-os sempre, logo e totalmente, mesmo quando não se arrependem. Você poderá dizer: “Mas isto é difícil”. Não há dúvida. Mas é esta justamente a beleza do cristianismo. Não acaso você está seguindo um Deus que, morrendo na cruz, pediu a seu Pai que perdoasse os que o haviam crucificado. Coragem. Comece uma vida assim. Eu lhe garanto uma paz e uma alegria tão grande como você jamais experimentou.
Chiara Lubich
(Chiara Lubich, in Parole di Vita, Città Nuova, 2017, pag. 218-219)
4 Mar 2022 | Sem categoria
Viver no mesmo prédio como estranhos. É o que acontece na maioria dos casos. Bastaria uma pitada de coragem e um simples gesto para realmente nos encontrarmos, um pouco como fez a família Scariolo. “O encontro com o outro é um enriquecimento recíproco, para além das culturas, das religiões e ideologias. Continuamos a fazer a descoberta de que o outro foi criado como um dom de amor para mim e eu para ele”. Com estas palavras Adriana e Francesco Scariolo, focolarinos suíços, 42 anos de casados, contam uma experiência que os enriqueceu de modo especial, alguns meses atrás. “Moramos no Cantão Ticino, na Suíça italiana, e faz um ano e meio que estamos em um edifício com 13 apartamentos. Nos dias antes do Natal de 2021, pensamos em fazer um giro porta a porta, para transmitir os nossos votos. A surpresa e a gratidão de todos os vizinhos foi muito grande: ‘Eu fui o primeiro inquilino deste prédio e nunca aconteceu que alguém viesse nos fazer os votos de Natal’, disse um deles. ‘Nós somos muçulmanos, mas também queremos desejar a vocês um Bom Natal’, reagiu um outro. Distribuímos também um convite a todos, para um momento de festa de Fim de Ano e de boas entradas de 2022, na nossa casa. Assim, no dia 29 de dezembro, tivemos um pequeno jantar com três famílias, uma muçulmana e duas cristãs, das quais uma evangélica e outra católica, respeitando as normas de segurança e usando rigorosamente as máscaras! Foi um lindo momento para cada um se apresentar com espontaneidade. ‘É muito bom saber que temos vizinhos com quem podemos nos ajudar, cumprimentar – afirmou o marido da senhora muçulmana – faz com que nos sintamos menos sós’. É algo que vocês já tinham feito no passado? Sim, não é a primeira vez que procuramos criar relacionamentos com os outros moradores. Tudo começou muitos anos atrás, quando ouvimos falar da “festa dos vizinhos”, uma iniciativa para criar ocasiões para que as pessoas se encontrassem. Percebemos que precisava um pouco de coragem e de fantasia para fazer a nossa parte, e tentamos. No início aproveitamos do Ano Novo colocando nas caixas do correio um cartão com os votos, depois, segundo as reações das pessoas, fazendo mais amizades, tentando organizar um almoço no jardim, com todos, antes do verão. Aconteceu, depois, que deixamos aquele condomínio para um período de voluntariado no exterior, que durou sete anos, mas na volta, desde que estamos neste novo edifício, quisemos manter a tradição. O que surpreendeu vocês nas reações deles? Ver os rostos sorridentes. Eles não esperavam por isso, especialmente num período delicado como este da pandemia. Além disso, era um presente poder terminar os últimos dias de 2021 com um momento de socialização, depois de tanto isolamento, um sinal de dá esperança e não freia a vontade de amar os outros e construir relacionamentos fraternos. No dia 2 de janeiro de 2022 recebemos outras famílias que tinham aceitado o convite, mas que, pelo distanciamento, não podíamos receber junto com as outras. Algumas contraíram a Covid e não puderam participar, mas o jantar com eles foi apenas adiado para tempos melhores. O que significa para vocês ir ao encontro do irmão? Quer dizer ir ao encontro da humanidade com gestos de amor simples e diários. Por exemplo, ajudar a vizinha que de vez em quando tem problemas com a TV, escutar o casal que acabou de ganhar um bebê, dissolver os muros da indiferença, do anonimato, que marcam os relacionamentos, e que a pandemia tornou enormes. A frase de Jesus, “tudo o que fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” nos interpela. Sendo assim, cada próximo é realmente a pessoa que Ele coloca ao nosso lado para ser acolhida e amada. E quem está mais próximo do que os nossos vizinhos?
Maria Grazia Berretta
3 Mar 2022 | Sem categoria
De 25 a 27 de fevereiro de 2022, mais de 3000 adolescentes testemunharam a fraternidade universal por meio de ações locais e globais, desenvolvendo uma cidadania ativa. Mostraram o comprometimento com os grandes desafios do planeta, da paz ao meio ambiente, até a luta contra a fome e a pobreza.
Vontade de estar juntos, encontrar-se para construir a paz, viver a fraternidade universal, fazer ações para o meio ambiente e as questões mais frágeis: durante três dias, de 25 a 27 de fevereiro de 2022, os gen 3, adolescentes do Movimento dos Focolares, viveram o laboratório planetário Hombre Mundo. Mais de 3000 adolescentes de mais de 600 pontos espalhados pelo mundo fizeram ações concretas e se conectaram por videoconferência para testemunhar o mundo unido. Além disso, por meio da redes sociais de teens4unity puderam compartilhar vídeos e fotos das próprias experiências. Foram muitas mensagens de paz e solidariedade; entre elas, estava aquela dos gen 3 siberianos, da cidade de Krasnoiarsk, na Rússia. Durante o Hombre Mundo deles compartilharam: “nós vivemos pela paz”. Uma mensagem carregada de esperança, sobretudo nesses dias de conflito entre a Rússia e a Ucrânia. O programa do laboratório planetário foi dividido em três etapas:
25 de fevereiro: o nosso estilo de vida é a arte de amar: como vivemos e podemos viver isso durante a pandemia? Como continuar amando no mundo virtual das mídias sociais? “Entendemos”, conta Samira, do Congo, “que devemos nos aceitar reciprocamente, apesar das nossas diferenças, que são grandes riquezas. É uma maneira de promover os valores e, ao mesmo tempo, banir os antivalores”. Élise, da França, disse: “durante um encontro, ficamos muito impressionados com alguns números relativos à mortalidade infantil no mundo, principalmente pela falta de água potável. Assim, organizamos um show para arrecadar fundos para a perfuração de um poço no Camboja que forneceria água limpa a uma dezena de famílias por toda a vida”. No dia 26 de fevereiro, os adolescentes se aprofundaram na ecologia integral e no objetivo “Fome Zero”. A meta é melhorar eficazmente o cuidado com o planeta e reduzir drasticamente a fome e a pobreza até desaparecerem.
Entre as várias experiências contadas, está a dos gen 3 da Áustria com um projeto de reflorestamento. “Arrecadamos o dinheiro investido para realizar o projeto das árvores durante o torneio Fair play que ocorreu em Viena”, contam. “O tema era ‘Fair play contra as mudanças climáticas’. Naquele dia, participaram aproximadamente 120 jogadores e 100 colaboradores. Conseguimos comprar cerca de 1500 árvores com o dinheiro arrecadado.” O dia 27 de fevereiro foi dedicado à beleza do encontro entre os povos e o compromisso comum de construir um mundo de paz e unidade. Uma videoconferência mundial ao vivo permitiu que mais de 3 mil adolescentes conectados em 600 pontos pudessem se encontrar e rezar pela paz. Depois, contaram muitas experiências de paz e unidade, mesmo com tantas dificuldades. Como a de uma adolescente no Mianmar, país que vive uma situação política bem difícil: várias famílias tiveram de deixar suas casas e se refugiar nos centros de acolhimento. Ela desejava muito poder fazer algo por eles. “Assim, me coloquei a disposição para ajudar os refugiados que foram acolhidos na igreja. Mesmo cansada, acreditava que Deus estava comigo, me protegia e me dava forças para ir para frente e ajudar os outros. Agora posso dizer que foi um período maravilhoso e belíssimo para mim, guardo uma recordação inesquecível.” Já no Líbano, Maria Sfeir, embaixadora da paz no Oriente Médio, e Fouad Sfeir contaram como “incorporamos a cultura da paz, educando nossos filhos e criando-os com os bons valores do amor e do dar para construir uma sociedade melhor em um ambiente de não-violência e justiça”. Entre as tantas participações, estava a do Gen Rosso, conectado da ilha de Lampedusa, na Itália, famosa pelo acolhimento dos migrantes: “Estamos em Lampedusa para apoiar essas pessoas maravilhosas que acolhem quem é obrigado a deixar a própria terra devido à guerra, fome, violência. Lampedusa é a ilha de fraternidade, porto aberto, de gente que olha para o horizonte e se lança ao mar para alcançar e salvar quem está à deriva das ondas. Lampedusa: lâmpada, farol luminoso que diz terra. Terra que diz casa. Daqui queremos dizer: vamos manter sempre abertas as portas do nosso coração”. Depois, a mensagem de Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares: “Vocês construíram o laboratório com o testemunho de vida”, afirmou. “(…) Não se sintam sós, saibam que o Movimento no mundo inteiro está com vocês e os apoia. (…) Frequentemente também me sinto impotente diante dos males do mundo: guerras, injustiças, destruição da natureza. Nesses momentos, falar com Deus me ajuda; saber que Ele está conosco me dá força e coragem. A certeza do seu amor aquece o meu coração, me torna capaz de amar, perdoar, estender a mão para construir a unidade com quem encontro a cada dia. Sinto que só assim posso ser, por primeiro, uma pequena artesã de paz.”
Lorenzo Russo
2 Mar 2022 | Sem categoria
As contribuições recebidas pela Coordenação Emergências do Movimento dos Focolares, por meio das ONLUS Ação por um Mundo Unido (AMU) e Ação por Famílias Novas (AFN), darão apoio às atividades de assistência à população realizadas pela Cáritas-Spes ucraniana. As ações de guerra na Ucrânia não se detêm e existem milhares de desabrigados em fuga e muitos que tentam sobreviver em refúgios e abrigos de emergência, onde podem receber um apoio inicial. Com as contribuições recolhidas por meio do apelo lançado pela Coordenação Emergências do Movimento dos Focolares, AMU e AFN estão sustentando, antes de tudo, as ações da Cáritas-Spes ucraniana, que está fornecendo uma primeira acolhida a milhares de pessoas, obrigadas a abandonar as próprias casas para fugir para as fronteiras ou refugiar-se nos abrigos subterrâneos montados onde é possível.
O empenho da Cáritas-Spes é oferecer um refúgio seguro, alimentos, remédios e produtos de higiene, além de um suporte psicológico a cerca de 500 mães com crianças desabrigadas e hospedadas em seus centros. Mais de 2500 pessoas estão recebendo ajudas através das Cáritas paroquiais e 14 refeitórios continuam ativos nas regiões de Kiev, Berdiansk, Kamenets-Podolsky, Zhytomyr, Charkiv, Leopoli, Odessa, Vinnitsa, e várias outras cidades da região da Transcarpazia. As imagens da guerra na Ucrânia, que todo dia chegam, por meio da imprensa internacional, e os testemunhos dos nossos correspondentes que estão no território, como Mira Milavec, focolarina eslovena que mora na Ucrânia e colabora com a Cáritas-Spes, descrevem o estado de emergência de uma população sob assédio, indefesa diante dos bombardeios, amontoada na estradas para chegar às fronteiras ou em porões e abrigos onde camas improvisadas foram colocadas, à espera de uma refeição quente, água potável e eletricidade.
Na fronteira com a Polônia a fila de pessoas desesperadas que querem ultrapassar a fronteira chega a dezenas de quilômetros. A Cáritas-Spes de Leopoldi organizou uma assistência específica para as mães que tentam fugir com crianças, inclusive bebês, no colo. Elas precisam de tudo, sobretudo de água quente para preparar a papa ou trocar as fraldas. Em Odessa, que sofre ataques, estão sendo montados refúgios inclusive embaixo da catedral, tudo sempre acompanhado pelas sirenes que avisam do perigo ou de quando este diminui momentaneamente. Em Vinnitsa, um psicólogo está organizando programas de formação online, para os voluntários e agentes, sobre a ajuda psicológica que se pode oferecer em situações de stress como esta. Da primeira aula já participaram mais de 120 pessoas. Neste momento, a coleta de fundos para a emergência da guerra na Ucrânia, organizada pela Coordenação Emergências do Movimento dos Focolares (AMU e AFM) já chegou a 100 mil euros, e já foi feito o primeiro envio de recursos, que servirão como apoio às ações da Cáritas-Spes na assistência inicial às famílias ucranianas.
Estamos avaliando inclusive a possibilidade de sustentar as despesas de acolhida dos muitos refugiados ucranianos que estão chegando aos países limítrofes, como Eslováquia e Polônia, recebidos pela generosidade das famílias locais que os alojam nas próprias casas. Infelizmente as ações militares não param e, como nos confirmam nossos contatos locais, as necessidades aumentarão. Os canais web da AMU e AFN publicam constantemente atualizações sobre as ações de assistência que estamos realizando no local. Para apoiar a ação na Ucrânia e assistência às famílias atingidas pela guerra é possível doar online nos sites: AMU: www.amu-it.eu/dona-online-3/ AFN: www.afnonlus.org/dona/ Ou por meio de transferência bancária nas seguintes contas-correntes: Azione per un Mondo Unito ONLUS (AMU) IBAN: IT 58 S 05018 03200 000011204344 junto à Banca Popolare Etica Codice SWIFT/BIC: ETICIT22XXX Azione per Famiglie Nuove ONLUS (AFN) IBAN: IT 92 J 05018 03200 000016978561 junto à Banca Popolare Etica Codice SWIFT/BIC: ETICIT22XXX Finalidade: Emergência Ucrânia