Movimento dos Focolares
Evangelho vivido: “Da sua pobreza ofereceu tudo o que tinha para viver” (Mc 12,44)

Evangelho vivido: “Da sua pobreza ofereceu tudo o que tinha para viver” (Mc 12,44)

Hoje de manhã, enquanto fazia as despesas no supermercado, passei ao lado de um grande carrinho onde uma funcionária estava guardando papelão, e notei que dois pedaços tinham caído no chão.

Pensando que poderia ter sido eu que, sem perceber, os tivesse derrubado, pedi desculpas, os peguei do chão e coloquei no carrinho.

A funcionária me agradeceu dizendo que não me preocupasse. Depois, comentando em voz alta disse: “a gentileza é rara!”. Uma outra pessoa que passava perto confirmou: “Isso é verdade!”. E então a funcionária explicou o que havia acontecido.

Eu fiquei bem feliz, inclusive porque este pequeno acontecimento me fez relembrar uma frase ouvida tempos atrás e que me havia tocado pois convidava a “semear a gentileza”. Tudo isso me pareceu uma “carícia” de Deus.

G.S. – Itália (*)

Tenho um irmão, cristão católico, que se casou com uma mulher alemã da Igreja evangélica. Quando eles vieram morar na Itália, a relação entre minha mãe e minha cunhada não foi fácil, mesmo se ela não tinha se oposto a que os filhos fossem educados na Igreja católica. Da minha parte, procurava ser “mediadora” entre ela e minha mãe. A minha cunhada também sofria por esta incompreensão que, no entanto, foi superada pouco antes do falecimento de nossa mãe.
Desde algum tempo compartilho com ela, todos os dias, no whatsapp, a “Palavra do Dia”, que nos ajuda a viver o amor evangélico. Um dia o pensamento convidava a “ser misericordiosos” e trazia esta breve reflexão: “A misericórdia é um amor que sabe acolher cada próximo, especialmente o mais pobre e necessitado. Um amor que não mede, abundante, universal, concreto”. A sua resposta foi imediata: “Se eu fiz você sofrer em alguma circunstância, nos anos passados, perdoe-me”. Surpresa, eu lhe respondi: “Eu também lhe peço desculpas”. E ela: “Não lembro de nenhum motivo pelo qual deveria lhe desculpar…”.

C. – Itália (*)

Uma pessoa muito querida pediu-me que escrevesse algo sobre a minha experiência como professora, para alguém de um outro país que estava fazendo um projeto sobre a educação aos valores.

Entendi que era uma oportunidade para transformar em testemunho e “anúncio” aquilo que, durante toda a vida, tinha sido, de alguma maneira, a minha resposta pessoal ao “chamado” para viver segundo os ensinamentos do Evangelho, como professora e como mãe.

Redigir exigiu muitas horas de trabalho, escrever, cancelar, corrigir, escrever novamente relembrando os aspectos que eu poderia acrescentar, eliminando outros que pareciam irrelevantes e, principalmente, filtrando cada palavra com o amor. Procurei me colocar no lugar da pessoa para quem estava escrevendo porque, mesmo sem conhecê-la, poderia amar Jesus nela.

Enviei o trabalho à minha amiga, consciente de que talvez não fosse exatamente o que ela precisava, e disposta a mudar tudo.

Para a minha surpresa, ela respondeu: “Já enviei sua carta e agradou muito!”. Sem dúvida não era o escrito em si que agradava, mas a obra que Deus realizou em mim e que, tendo sido compartilhada, podia ser uma pequena luz para os outros.

E, naturalmente, as outras coisas que eu devia fazer naqueles dias foram facilmente resolvidas, já que houveram mudanças de programa que me deixaram o tempo livre para fazê-las.

C.M. – Argentina

Aos cuidados de Carlos Mana
Foto © StockSnap-Pixabay

(*) Retirado de “O Evangelho do dia” novembro-dicembro, Città Nuova, Roma 2024.

Valência (Espanha): depois da DANA, a solidariedade

Valência (Espanha): depois da DANA, a solidariedade

A província espanhola de Valência sofreu há alguns dias um dos maiores desastres naturais de sua história, depois que fortes chuvas causaram inundações massivas – a DANA – nas cidades da região.

Até o momento, somam-se 214 mortos e 32 pessoas ainda desaparecidas. Estima-se que 800.000 pessoas tenham sido atingidas, um terço dos habitantes da província de Valência. Cerca de 2000 pequenos comércios locais foram invadidos pelas águas e lama e perderam tudo. Os carros boiavam, como se fossem barquinhos de papel, pelas ruas amontoando-se uns sobre os outros. Ainda não foi feita uma lista de quantas famílias perderam sua fonte de sustento. Um grande desastre agravado pela prorrogação indefinida de obras públicas necessárias para evitar que ocorram inundações como essas.

Um grande desastre que, porém, foi cercado de uma grande rede de solidariedade. Nos dias seguintes, quando a água começou a baixar e pôde-se ver o acúmulo de lama que cobria tudo, milhares de voluntários, principalmente jovens, começaram a chegar à região do desastre caminhando com pás e vassouras para começar a trabalhar.

“Esta foi e continua sendo uma tragédia imensa. Muito além do que poderíamos imaginar. Não conseguíamos acreditar que estivesse acontecendo”, afirma José Luis Guinot, médico oncologista e presidente da Associação Viktor E. Frankl, de Valência, para o apoio emocional durante a doença, o sofrimento, a morte e qualquer perda vital. Foi convocado pelo Conselho municipal para colaborar com um centro de assistência sanitária e de apoio criado para a ocasião, para “escutar e acolher aqueles que precisam contar o que aconteceu com eles e o que estão vivendo”.

O doutor Guinot conta que alguns dias depois, ao participar da missa dominical, sentiu-se mal ao ouvir as orações somente pelos falecidos, pelas pessoas atingidas pelas inundações, sem propor algo. Assim, refletiu: “Atenção, não basta apenas orar, mesmo que devamos rezar muito. É necessário ficar perto das pessoas para dar esperança. E ali nós, como cristãos, como Movimento dos Focolares, devemos dar aquela esperança apesar das coisas difíceis que vivemos. Mas juntos e unidos é o modo como podemos ajudar a sair desta situação”.

Em um dos locais atingidos, uma família do Movimento dos Focolares com crianças pequenas teve a casa alagada. Não houve consequências graves, mas nada do que tinham presta mais: máquina de lavar, geladeira, todos os eletrodomésticos, os móveis… A ajuda das outras famílias não tardou: lavaram suas roupas, deram uma máquina de lavar nova…

Eugenio é um membro do Movimento dos Focolares que tem uma deficiência devido à poliomielite. Durante anos se dedicou à Federação dos Esportes Adaptados de Valência, da qual foi presidente. Tem muitos problemas de mobilidade e, nos dias seguintes à enchente, não pôde se mover. Mas, com o telefone ao alcance das mãos, mobilizou de sua casa associações locais de pessoas com deficiência que se organizaram para pedir ajuda. “Devemos dar ideias, ajudar a criar solidariedade, gerar doações”, esclarece José Luis Guinot, e, assim, essas associações encontraram cadeiras de rodas para aqueles que perderam as suas nas enchentes.

“Acho que é um alarme para toda a sociedade. É notável que na Espanha estamos vivendo um período de conflito político muito polarizado”, reflete José Luis. “Mas há outra sociedade de pessoas, há muitos jovens que pensamos que estão sempre grudados nas redes sociais e que, em vez disso, agora estão ali, na lama, e nos pedem uma sociedade solidária, um mundo unido, uma sociedade em que a fraternidade seja sentida. Esta mensagem, até agora, não havia sido aceita bem pelos políticos. Mas agora nenhum deles pode discutir”.

A comunidade do Movimento dos Focolares se encontrará no próximo fim de semana para pensar e fazer planos juntos, passados esses dias emergenciais, sobre o serviço que podem oferecer. Porque “daqui a dois ou três meses será necessário um suporte emocional, sentir-se parte de algo, de uma comunidade ou de uma paróquia… E ali teremos uma grande missão: usar muito o telefone, estar prontos a ir ao encontro das pessoas, deixar que nos contem, encorajá-las sabendo que o que estão vivendo é muito difícil, mas que estamos ao lado delas”. Uma tarefa na qual todos podem e devem se envolver como diz José Luis: “Mesmo se não puder sair de casa, se for idoso, se tiver crianças pequenas… tem a possibilidade de falar com seus vizinhos, de telefonar e encorajar. Transmitir um senso de comunidade… Para aqueles que estão sofrendo pela perda de pessoas queridas, de bens essenciais, não explicarei nada, darei a eles um abraço e direi: ‘Ajudaremos vocês a encontrar as forças para continuar’”. .

A comunidade do Movimento dos Focolares lançou uma campanha de arrecadação de fundos com a Fundación Igino Giordani, fundos esses que serão administrados no local para ajudar as vítimas. Os danos materiais e as perdas são incontáveis. Quem sobreviveu se encontrou sem cama, mesa, geladeira, lavadoras, carros, materiais de trabalho…

As contribuições de solidariedade podem ser feitas pela:
Fundación Igino Giordani
CaixaBank: ES65 2100 5615 7902 0005 6937
Titular: Fundación Igino Giordani
Titular: Emergencia DANA España
Se desejar deduzir a sua doação, envie seus dados fiscais para info@fundaciongiordani.org

Carlos Mana
Foto: © UME/via fotos Publicas

Margaret Karram na conclusão do Sínodo

Margaret Karram na conclusão do Sínodo

“Foi uma graça imensa para mim, um dom de Deus não apenas pessoalmente, mas, acredito, para todo o Movimento dos Focolares.” Com estas palavras a presidente Margaret Karram abre algumas reflexões sobre a experiência sinodal e o documento final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (2-27 de outubro de 2024) “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão”.

Ativar as legendas na sua língua

Evangelho vivido: “Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve…”

Evangelho vivido: “Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve…”

Na sala de espera

Há alguns meses, fui diagnosticado com um tumor. O médico me aconselhou a começar um tratamento alternativo e depois concluir com a radioterapia.

No primeiro dia do ciclo de radioterapia, encontrei uma grande sala de espera com muitos pacientes com a cabeça baixa… Mostrei o cartão de acesso para entrar, fiquei em pé, porque não havia mais cadeiras, esse foi o momento mais forte, no qual abracei e aceitei a dor que essa situação me provocava. No segundo dia, pedi a Deus que me desse força e comecei a falar com um, dois e até três pacientes, perguntando de onde vinham, como havia sido a viagem para chegar, já que eram de diversos lugares. Assim, dia após dia, a sala de espera se transformou em um lugar de alegria. Respirávamos outro ar, o amor, a paciência, o comedimento; nos demos apelidos inspirados em personagens famosos. No meu último dia de tratamento, levei doces para todos, colocamos chapéus para tirar fotos e finalmente colocamos a mão direita no meio para fazer um pacto de fraternidade “até que a morte nos separe”.

A médica diretora do serviço me chamou para entregar o relatório médico que eu devia levar para o especialista que me acompanha e me cumprimentou com um abraço e um beijo, dizendo: “Você fará falta, nos fez rir muito… eu o ouvia da minha sala”. Na saída, passei pela sala de espera e todos estavam de pé, me aplaudindo, as lágrimas começaram a cair, fiz uma saudação e, já na rua, me disse: “Como é bonito colocar em prática as palavras do Evangelho. Com um pouco de amor, tudo se transforma”.

J.J.A

O empregado

Na fábrica, precisávamos de alguém que cuidasse da limpeza: dos escritórios, da cozinha, dos banheiros e dos outros espaços comuns.

Durante o meu horário de trabalho, tenho que falar muito no celular e, sempre que posso, aproveito para dar uma volta, assim posso passar um pouco de tempo no sol. Um dia, saí determinado a encontrar alguém que pudesse cuidar da limpeza. A apenas meia quadra de distância, havia um senhor na porta de casa, cortando o mato e aproveitei para me aproximar, me apresentar e dizer que estava procurando alguém que nos desse uma mão com a limpeza. Talvez conhecesse alguém que estivesse procurando um trabalho.

Ele me olhou e me disse que seu filho poderia fazer essa tarefa. Respondi: “Está bem, peça que me encontre amanhã”. Então, ele me explicou que o filho tinha esclerose múltipla. “Peça que me encontre amanhã”, repeti.

No dia seguinte, chegou Mauro, um homem de 36 anos. Ele me disse que fazia parte de um programa de pesquisa no qual lhe era injetado um fármaco especial uma vez por semana e que sentia-se enfraquecido no dia seguinte, além disso, o tratamento não era sempre no mesmo dia. Também me falou que era difícil para ele encontrar um trabalho justamente devido a essa dificuldade.

Mauro está conosco há cinco meses. Ele não só faz a limpeza, conforme o combinado, mas também cuida do jardim e da manutenção, entre outras coisas.

A reciprocidade, o dar e o receber, a comunhão, a valorização da pessoa é o modo como quero viver e trabalhar.

V.C.P.

por Carlos Mana

Foto:© Truthseeker08 – Pixabay

29 outubro: festa litúrgica da beata Chiara Badano

29 outubro: festa litúrgica da beata Chiara Badano

Uma jovem apaixonada por Deus que, aos 17 anos, descobriu que tinha um tumor ósseo e, mesmo na doença, nunca parou de se alimentar do amor por Deus, mais forte do que qualquer outra coisa. “Por ti, Jesus, se você quer, eu também quero!”

Estava no quarto ano quando conheceu o Movimento dos Focolares. Assim, entrou no grupo Gen (Geração Nova), com as jovens do Movimento dos Focolares. Não fala de Jesus para os outros, mas o leva com a sua vida. De fato, ela dizia “não devo falar de Deus, devo dá-lo… antes de tudo, colocando-me à disposição para escutar, mas, sobretudo, com meu modo de amar”.

“‘Chiara Luce’ é o nome que pensei para você, você gosta?”, lhe escreveu Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, em resposta a uma de suas cartas. “É a luz do Ideal que vence o mundo…”

Chiara Luce partiu para o Céu no dia 07 de outubro de 1990. Estas foram suas últimas palavras: “Tchau, mamãe. Esteja feliz, porque eu estou feliz”, coroando um sofrimento vivido na luz radiante da fé. Sua breve vida é, hoje, um exemplo para milhares de jovens no mundo inteiro. Continuam chegando à Fundação, canal oficial instituído para manter viva e perene a memória da beata Chiara e para cuidar do local, muitos pedidos e avisos que confirmam como a Beata Chiara Luce é conhecida e amada no mundo inteiro, principalmente entre os jovens.

O dia do seu aniversário (Chiara nasceu no dia 29 de outubro de 1971) e da recorrência litúrgica em Sassello (Itália), cidade natal dela, será um dia intenso de festa, aberto a todos, e com a possibilidade de ser acompanhado via streaming no site oficial de Chiara Badano: Fondazione Chiara Badano.

O programa com os horários (fuso horário utc+1) está no flyer.

Para dúvidas e mais informações: fondazione@chiarabadano.org

Lorenzo Russo

Tempo da criação, tempo de esperança

Tempo da criação, tempo de esperança

No dia 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis, termina o Tempo da Criação, um período no qual é proposto o aprofundamento do diálogo com Deus por meio da oração, associado a ações concretas de cuidado com o planeta. O Movimento dos Focolares sempre apoiou a iniciativa, participando e organizando eventos em várias partes do mundo. Em seguida, algumas iniciativas do Tempo da Criação 2024.

Em Leonessa, região central da Itália, foi realizada uma caminhada na natureza. O evento, chamado “Respiros da Natureza: juntos pelo nosso planeta”, teve a participação de crianças e adultos. O grupo saiu do convento dos frades capuchinhos, guiados pelos próprios frades, pela Guarda Florestal, pelo Clube Alpino Italiano e pelo professor Andrea Conte, astrofísico e coordenador, na Itália, de EcoOne, a rede de Ecologia do Movimento dos Focolares. A excursão culminou ao lado de uma fonte, onde o prof. Conte conduziu uma sugestiva meditação sobre a viagem de um átomo de carbono pelo ambiente. Em seguida ele mostrou como transformar os resíduos comuns em instrumentos para experimentos científicos, mostrando, enfim, como a ciência pode ser divertida e ao alcance de todos.

Num segundo momento, no Auditório da prefeitura, foram aprofundados temas como a consciência ambiental, os efeitos das mudanças climáticas e a importância da educação à sustentabilidade. O prof. Luca Fiorani, da comissão internacional de EcoOne, apresentou uma análise aprofundada da encíclica Laudato Sì, do Papa Francisco, de conceitos de ecologia integral e da sustentabilidade relacional. A participação numerosa e a atenção demonstrada pelos participantes são o testemunho de um interesse crescente por temáticas ambientais e de uma maior consciência da importância de agir em favor da proteção do nosso planeta.

É o quarto ano que a comunidade do Movimento dos Focolares na Oceania contribui com o momento de oração ecumênica no Tempo da Criação. “Rezamos e testemunhamos, com diferentes ações de cuidado com a nossa casa comum – eles contam. Este ritual de oração é o nosso esforço para dar esperança à nossa imensa área que se estende por 7.000 km (de Perth, na Austrália ocidental, até Suva, nas Ilhas Fiji), a maior nação insular no coração do oceano Pacífico”. Jacqui Remond, cofundadora do Movimento Laudato Sí, docente da Universidade Católica Australiana, fez uma reflexão sobre a necessidade de mudar os corações em uma conversão ecológica.

O arcebispo da arquidiocese de Suva, nas Ilhas Fiji, d. Peter Loy Chong, não pode estar presente porque estava justamente recebendo o Papa Francisco em Papua Nova Guiné. Mas enviou uma mensagem salientando, de modo especial, a importância da palavra “Tagi”, que significa “o grito dos povos da Oceania”. É o grito das pequenas ilhas do Pacífico diante da mudança climática, que ainda não influenciou o mundo, ou melhor, o mundo ainda não escutou profundamente as vozes e, especialmente, os tempos do grito dos povos da Oceania.

Foram compartilhadas diversas experiências, como a criação de um jardim de reconciliação aborígene no Centro Mariápolis St. Paul. Lá estiveram os alunos de horticultura e seus professores, que utilizam o Centro para suas aulas. São todos migrantes e ficaram muitos interessados em conhecer as importantes plantas alimentares indígenas.

Os jovens de Sydney, Camberra e Melbourne reuniram-se com um ancião aborígene para um passeio pela cidade, no qual aprenderam a relacionar-se com a criação e a cuidar dela.

No México foi feito um curso sobre conversão ecológica e espiritualidade, um diálogo aberto sobre o cuidado com a casa comum. Foi uma iniciativa do Centro Evangelii Gaudium México, da Universidade Sophia ALC, juntamente com o Movimento dos Focolares. Cinco sessões online – uma em cada semana durante o Tempo da Criação – sob os cuidados do prof. Lucas Cerviño, focolarino teólogo e especialista em missionariedade. Participaram 87 pessoas provenientes de vários países da América Latina, do México à Argentina. Foram estes alguns dos temas abordados: crise e conversão ecológica; metamorfose do sagrado e da espiritualidade; Deus Amor como um tecido de vida no amor; a escuta do grito da terra e dos pobres como amor a Jesus Crucificado e Abandonado; a unidade como fraternidade cósmica para assumir o cuidado com a Casa Comum; Maria como Rainha da Criação e a presença do corpo místico de Maria.

Na Itália, na cidade de Pádua, foi inaugurado o “Caminho dos 5C da Laudato Sì”, graças à rede Novos Estilos de Vida, constituída por associações civis, religiosas e leigas, entre as quais o Movimento dos Focolares, que se preocupam com a promoção de estilos de vida sóbrios e respeitosos com a natureza e a economia sustentável, e que estimulam as comunidades com iniciativas e propostas a serem realizadas juntos, pelo bem comum.

O “Caminho dos 5C” foi instalado ao lado de um canteiro onde, em 2011, as cinco Igrejas ecumênicas (católica, ortodoxa, luterana, metodista e anglicana) celebraram o Dia para o Cuidado da Criação, plantando juntos cinco faias. Como introdução, um jovem cantor vicentino fez uma breve apresentação na qual comunicou a sensibilidade e o sonho dos jovens de hoje, no caminho rumo a um futuro de esperança.

Os 5C evidenciam cinco termos retirados da encíclica do Papa Francisco: “custodire, conversione, comunità, cura, cambiamento” (em língua portuguesa: proteção, conversão, comunidade, cuidado, mudança). O evento foi vivido com intensidade e serviu como um forte impulso para propósitos de comprometimento concreto em realizar um mundo melhor, mais justo e équo, em harmonia com a Terra que habitamos.

Lorenzo Russo
Foto: © Pexels e Focolari Padova