23 Set 2019 | Sem categoria
Comunicação e evangelização hoje – Um seminário de estudos a 1 de Outubro em Roma promovido pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e pela sua Faculdade de Ciências da Comunicação social, pelo Centro Chiara Lubich do Movimento dos Focolares e pelo Grupo Editorial Città Nuova. Palestrantes: Mauro Mantovani, Magnífico Reitor da Pontifícia Universidade Salesiana; Paolo Ruffini, Prefeito do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé; Fabio Pasqualetti, Decano da Faculdade de Ciências da Comunicação Social; Giulia Paola Di Nicola, Socióloga, Universidade Leonardo da Vinci – Chieti; Cesare Borin, IT manager – Movimento dos Focolares; Michel Vandeleene, organizador do livro; Cristiana Freni, docente de filosofia da linguagem junto à Universidade Salesiana; Marco Aleotti, diretor televisivo RAI. Moderador: Alessandro De Carolis, Rádio Vaticano A urgência de difundir a mensagem de fé e a Palavra de Deus caracteriza desde sempre a história da Igreja; um compromisso que vez por vez a impeliu a se valer da tradição oral e escrita, das várias expressões de arte, da liturgia até chegar aos modernos meios de comunicação. Diante da mudança contínua dos meios de comunicação como muda tal compromisso hoje? É ao redor deste questionamento que girarão as reflexões do Seminário de estudos. Ponto de partida e estímulo para o confronto será a experiência “em dimensão mundial” e a doutrina espiritual reunidas e representadas no livro Conversazioni. In collegamento telefonico [Conversas. Em conexão telefônica] de Chiara Lubich (publicado por Città Nuova, 2019). De fato, no texto, a partir de uma limitada conferência telefônica, Chiara Lubich, fundadora do movimento dos Focolares, utilizou o desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação para dialogar, compartilhar, encorajar, solicitar ao bem um número crescente de pessoas (podemos realmente falar de algumas dezenas de milhares), tendo claro que uma resposta concreta e positiva às perguntas urgentes dos nossos contemporâneos pode ser dada somente “juntos”, como pessoas em forte relação umas com as outras, pessoas para as quais o compromisso de mudar o mundo parte do “mudar a si mesmos”, mas não “para si mesmos”. Por ocasião do lançamento do livro Obras de Chiara Lubich CONVERSAS em conexão telefônica Vol. 8.1 – organizado por Michel Vandeleene (Città Nuova, 2019) Desde os primeiros anos 1980, Chiara Lubich, valendo-se dos modernos meios de comunicação, fez nascer uma conferência telefônica mensal ou bimestral que conectava contemporaneamente da Suíça (por isso o nome Collegamento CH) os mais importantes centros do Movimento dos Focolares espalhados nos cinco Continentes. Naquela ocasião, comunicava um pensamento espiritual, fruto da sua vida e do seu carisma. Disto nasceu uma originalíssima experiência de vida cristã comunitária, em nível mundial, que viu uma multidão de pessoas caminhar juntas, se ajudando reciprocamente, pelo caminho da santidade. O livro reúne os quase 300 pensamentos espirituais comunicados por Chiara Lubich, entre 1981 e 2004 e alguns outros inéditos.
Fonte: Departamento de Comunicação dos Focolares
23 Set 2019 | Sem categoria
A comemoração do Centenário do nascimento de Chiara Lubich torna-se para os estudantes italianos uma primeira ocasião para aprofundar o seu pensamento à luz dos eventos nacionais e internacionais que caracterizaram a história dos anos Novecentos.
No site do Ministério da Instrução, da Universidade e Pesquisa na Itália (MIUR) (https://www.miur.gov.it/competizioni-e-concorsi-per-studenti) foi publicado o edital do Concurso Nacional para as Escolas de ensino médio e secundárias sobre o tema: “Uma cidade não basta”. Chiara Lubich cidadã do mundo. Connhecer a sua figura, o seu empenho e o seu testemunho no CENTENARIO DO SEU NASCIMENTO para a construção da Fraternidade e da Unidade entre os povos. O concurso é promovido pelo Centro Chiara Lubich/New Humanity e pela Fundação Museu histórico do Trentino, em colaboração com o Ministério da Instrução, da Universidade e Pesquisa, para o Centenário do nascimento de Chiara Lubich. A quem é dirigido? É dirigido aos estudantes de todas as escolas italianas de ensino médio e secundárias, que poderão participar com a realização de artigo (em forma de texto escrito ou multimídia) escolhendo uma das seguintes áreas temáticas: – Chiara Lubich no contexto da Segunda Guerra mundial – Chiara e a queda do muro de Berlim – Chiara “cidadã do mundo”, em diálogo com povos e culturas Além disso, os estudantes podem – e esta é mais uma área temática – apresentar experiências positivas de vida, produzindo textos de “crônica branca” inspirados na mensagem transmitida pelos escritos da Lubich. Quais são as finalidades do Concurso? O concurso tem como objetivo desenvolver o espírito de iniciativa criando situações de comparação educacional sobre autores e autoras ainda não explorados pelos livros de texto standard; tornar mais conhecida Chiara Lubich como protagonista significativa dos anos Novecentos aprofundando o seu sonho de “um mundo unido”, além de acompanhar as novas gerações em ativos percursos de paz e fraternidade entre culturas, línguas, religiões e povos diferentes.
Quais são as fontes para os temas propostos? Chiara Lubich já é uma figura muito conhecida. Todavia, tanto os docentes como os estudantes podem entrar em contato com o Centro Chiara Lubich por meio do site ou escrevendo a concorso.studenti@centrochiaralubich.org . A Fundação Museu histórico do Trentino também irá inaugurar uma Mostra internacional multimídia sobre “Chiara Lubich Cidade Mundo” (abertura de 7 de dezembro de 2019 até novembro de 2020), que prevê percursos específicos dirigidos às escolas. Quais são as exigências de participação ao concurso? O trabalhos, rigorosamente inéditos, devem ser enviados até o dia 31 de março de 2020. O edital do concurso dá instruções precisas sobre as modalidades de transmissão dos trabalhos. A comissão de avaliação será composta por membros do MIUR, do Centro Chiara Lubich/New Humanity e da Fundaçáo do Museu histórico do Trentino. E a premiação? Os prêmios serão entregues às escolas vencedoras durante uma cerimônia oficial que será realizada antes do fim do ano escolástico 2019/2020, provavelmente em Roma.
Maria Caterina Atzori (Docente referente do projeto – Centro Chiara Lubich/New Humanity)
20 Set 2019 | Sem categoria
Koen Vanreusel, empresário EdC belga: “É preciso uma aliança entre gerações de empresários”
“Precisamos dos jovens para abrir novos caminhos, e estamos felizes por ajudá-los com o nosso trabalho e a partilha dos bens e dos conhecimentos”. Koen Vanreusel, quatro filhos, nove netos, administrador delegado da “Easykit”, empresa com 100 dependentes, na Bélgica, conta sobre o seu compromisso em favor de jovens empresários em várias partes do mundo. Uma opção feita desde a adesão aos princípios da Economia de Comunhão (EdC) e que o levará a Assis (Itália), aonde se realizará, de 26 a 28 de março de 2020, o evento “The economy of Francisco”, desejado pelo Papa para os jovens economistas e empresários do mundo inteiro. Koen, de que maneira os princípios da Economia de Comunhão inspiram o seu trabalho? A Economia de Comunhão é fruto da “cultura da partilha” que surgiu dentro do Movimento dos Focolares. Uma cultura que encontra as suas raízes no Evangelho, onde está escrito “Dai e vos será dado” (Lc. 6,36-38), que leva à partilha dos bens, materiais e imateriais, e que suscita uma economia nova, precisamente de comunhão. No contexto do trabalho na minha empresa isso significa colocar a pessoa no centro do trabalho e respeitar a sua dignidade: com os nossos empregados procuramos criar uma família, uma comunidade. Temos nove pontos de venda em diversos lugares e estamos sempre atentos para que exista uma boa ligação com os colaboradores. Aderir à EdC significa, para nós, inclusive doar, todos os anos, uma parte dos lucros da empresa e assim contribuir a combater a pobreza no mundo. Que dificuldades você encontra em viver a Economia de Comunhão no seu trabalho e como as supera? Somos uma empresa como todas as outras no mercado e temos as mesmas dificuldades que outras empresas encontram. Mas quando temos problemas procuramos criar uma atmosfera na qual possamos conversar, entre os colegas e com a direção. Para mim é muito importante poder compartilhar estas experiências com outros empresários que também procuram viver a EdC, nós nos encontramos num clima de confiança, falamos das dificuldades e procuramos enxergar juntos as oportunidades que existem. De que maneira você procura envolver os seus dependentes na vivência da “cultura da partilha”? Os nossos dependentes sabem que dividimos os lucros da empresa com os pobres e fazemos com que sejam visíveis os projetos que apoiamos, de maneira que sejam compartilhados por eles. Além disso, no fim do ano, quando calculamos os lucros, eles também recebem uma parte e podem decidir a qual atividade querem doar, e assim participam, em parte, da destinação dos lucros da empresa. Ao mesmo tempo procuramos ser um exemplo para eles, por exemplo, doando algo a mais no trabalho, fazendo algo de gratuito por um colega ou um fornecedor, e mostrando que isso também dá muita alegria. Como surgiu a ideia de apoiar empresas de jovens em países da Europa e de outros continentes?
Num dos encontros anuais entre empresários europeus da EdC conhecemos jovens da Sérvia e da Hungria que demonstraram apreciar muito o nosso modelo de negócios, e decidimos compartilhar isso com eles. Nós os apoiamos na abertura de uma empresa em seu país e vivemos com eles este percurso; ficamos felizes em ver que por meio da nossa empresa podemos dividir os nossos conhecimentos e o nosso modelo de trabalho. Depois, por ocasião do encontro internacional da EdC, em Nairóbi, no Quênia, conhecemos um grupo de jovens empresários congoleses decididos a não abandonar o seu país em guerra, mas ficar e ajudar as pessoas em dificuldade iniciando uma empresa. Sentimos o dever de estar ao lado desses jovens, oferecendo-lhes as nossas competências. O nosso desejo é que as novas gerações de empresários possam aderir à Economia de Comunhão. A aplicação do paradigma da EdC em vasta escala, que efeitos poderia produzir? Pode contribuir na edificação de uma sociedade mais justa e com menos desequilíbrios, com uma menor distância entre ricos e pobres e uma menor taxa de pobreza. Atuando juntos podemos descobrir que um mundo melhor é possível. Falaremos disso em outubro, em Bruxelas, durante um dia dedicado a este tema.
Claudia Di Lorenzi
18 Set 2019 | Sem categoria
O Evangelho faz germinar a semente de bondade que Deus colocou no coração humano. É uma semente de esperança, que cresce no encontro pessoal e quotidiano com o amor de Deus e floresce no amor recíproco. É um estímulo a combater as más sementes do individualismo e da indiferença que provocam isolamento e conflitos, a carregar os pesos uns dos outros, a nos encorajar reciprocamente. Herança Após a morte dos nossos pais, entre mim e minha irmã, ambas casadas, começaram algumas incompreensões por causa da herança que considerávamos não bem distribuída, a ponto de nos tornarmos inimigas. Parecia-me tão absurdo e, no entanto, era isso mesmo. Olhando os meus filhos, eu pensei que também eles, um dia, poderiam se tornar como nós e comecei a pensar no que fazer. Tomei coragem e fui até a minha irmã. Ficou surpresa, mas feliz por me abraçar. Depois de nos termos pedido perdão uma a outra, decidimos pegar as joias da nossa mãe, equitativamente divididas entre nós, e doá-las a uma instituição de caridade. Depois disso, nos sentimos livres: a generosidade para com os outros tinha nos aproximado entre nós, mas fazia também com que nos sentíssemos mais perto dos nossos pais no Paraíso. (P.F. – França) Aquilo que tenho a mais não me pertence Algum tempo atrás, quando fazíamos os plantões da noite no centro de primeira acolhida para migrantes, Gabriele e eu, após termos passado a noite lá, de manhã cedo acompanhamos ao porto um sacerdote e alguns adolescentes hóspedes do centro. Deviam partir para fazer documentos. Fazia frio, nós estávamos bem vestidos, mas um dos rapazes estava usando só uma camiseta leve. Eu lhe perguntei se estava com frio, mas percebi pelo seu olhar que não tinha entendido a minha pergunta. Então tirei a minha jaqueta (por baixo tinha um suéter pesado) e dei a ele. Gabriele, por sua vez, lhe deu algumas moedas para comer algo durante o dia. Voltei para casa com uma grande alegria no coração. Em casa, a minha mulher me disse que a sua irmã fazia tempo que queria me dar um presente, e a escolha tinha caído sobre uma jaqueta. (Rosário – Itália) Todos filhos de Deus Como todas as manhãs, ao pegar o metrô cheio de pessoas de todos os tipos, normalmente ocupadas em ler ou em mexer com o smartphone, experimentei por todas aquelas pessoas uma sensação de pena, de tristeza. Será que sabem para que viver? Será que têm um ideal na vida? Mas depois pensei: cada um deles deve ter tido uma dor na vida, talvez alguém entre eles agora sofre por alguma coisa… e os vi de modo diferente: não mais como pobres pessoas, mas como filhos de Deus, que ama cada um e nos sustenta. (C.T. – Itália) Compartilhar Eu estava na universidade para prestar um exame, quando vi que o contador veio procurar um estudante que não estava em dia com as taxas universitárias. Visto que naquele momento eu dispunha de dinheiro no bolso, propus àquele estudante que eu pagasse por ele. Desde então nos tornamos amigos. Conhecendo-o melhor, soube que era órfão de pai e mãe e que estava procurando um trabalho extra para pagar o alojamento universitário. Compartilhei esta sua necessidade com outros amigos e nos comprometemos a ajudá-lo seja economicamente seja espiritualmente. (Steve – Burundi)
Organizado por Chiara Favotti
17 Set 2019 | Sem categoria
Para realizar a sua missão de reformar a Igreja, o jesuíta italiano, Padre Riccardo Lombardi (1908 – 1979), procurava mobilizar as multidões pregando nas praças e por meio do rádio. Passados 40 anos da sua morte, no dia 9 de setembro, em Roma, um evento revelou esta figura carismática que teve um importante papel inclusive na história dos Focolares.
A grandeza e – ousaríamos dizer – a santidade de figuras carismáticas se verifica quando Deus as coloca à prova tirando-lhes a saúde, a própria inspiração ou ainda a obra por eles fundada. É possível entrever esta lógica evangélica, de modo muito claro, na vida de padre Riccardo Lombardi, jesuíta italiano, grande pregador, fundador do Movimento por um Mundo Melhor. E tudo isso foi evidenciado em um encontro realizado em Roma e organizado pelo seu Movimento, em colaboração com os Focolares e com a comunidade de Santo Egídio, a 40 anos da sua morte. Diante do poder de autodestruição alcançado pelo homem e entre as ruínas do final da Segunda Guerra Mundial, Lombardi se fez pregador de fraternidade universal nas praças e por meio do rádio, uma atividade pela qual o chamavam “microfone de Deus”. Após uma famosa exortação que o Papa Pio XII dirigiu à diocese de Roma, em 1952, Pe. Lombardi desejou criar um grupo de pessoas que renovasse a Igreja segundo uma espiritualidade de comunhão. Lombardi – salientou, durante o encontro, André Riccardi, historiador e fundador da Comunidade de Santo Egídio – fez e disse o que o Papa Pio XII não podia dizer e fazer publicamente, e assim tornou-se também “microfone do

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Papa”, a quem era particularmente ligado. Mas, com a morte de Pio XII e o novo pontificado de João XXIII iniciou a “noite escura” de Pe. Lombardi. O seu estilo de pregador das massas já não se conciliava mais com a visão de Igreja do novo Papa e do Vaticano II. Lombardi sentiu-se marginalizado, falido, e sofreu grande depressão. Naquele período retornou a ele – como disse a presidente dos Focolares, Maria Voce – a ideia de fazer convergir a sua obra com a dos Focolares, que ele havia conhecido nas Mariápolis de 1956 e 1957. Mas Chiara Lubich, fundadora dos Focolares, com quem Lombardi tinha um estreito relacionamento, não aceitou que ele “destruísse” a própria obra, porque via nela uma obra de Deus. 
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Terá sido, esta, uma recompensa do Espírito Santo pela contribuição que o próprio Pe. Lombardi havia dado alguns anos antes para salvar a obra de Chiara Lubich? Nos anos 1950, quando Chiara passava a “noite escura”, estando a sua obra sob o estudo do Santo Ofício e por várias vezes sob o risco de ser dissolvida pela Igreja, Chiara esteve pronta para deixar a própria obra e obedecer a Igreja. E uma das opções era a de fundir-se com o Movimento por um Mundo Melhor. A perspectiva de uma colaboração das duas obras sob a direção de Pe. Lombardi provavelmente deteve a dissolução total dos Focolares. Em seu discurso, Maria Voce salientou a atualidade da amizade espiritual entre Pe. Lombardi e Chiara Lubich: “Chiara o tinha convidado a construir um relacionamento modelado na Trindade, ‘ao dar e receber quanto de divino o Senhor’ havia derramado em ambos. Isso tornou a comunhão entre eles disposta ao dom de si mesmo e até mesmo ao preço da oferta daquilo que cada um dos dois, por desejo de Deus, havia gerado… o diálogo entre estes dois carismas permanece semente para o florescimento de uma comunhão sempre mais profunda entre as várias realidade eclesiais, que Deus espera de nós, no nosso mundo tão dilacerado pela divisão”.
Joachim Schwind
15 Set 2019 | Sem categoria
Na conclusão da assembleia, os jovens do Movimento dos Focolares entregaram ao Movimento um documento que resume um percurso nada fácil. É um estímulo para o encontro anual dos delegados do mundo todo que está para começar. Foi uma coincidência proposital e significativa: os últimos dois dias da Assembleia dos Jovens do Movimento dos Focolares, sábado, 14, e domingo, 15 de setembro, coincidiram com os dois primeiros dias do encontro anual dos delegados do Movimento dos Focolares do mundo inteiro. Assim, os quase 200 jovens de 66 países e de diversos setores do Movimento tiveram a possibilidade de apresentar a síntese dos seus trabalhos sobre sua identidade, formação, papel no Movimento e o empenho no mundo para ser uma verdadeira representação do Movimento dos Focolares. Os 44 delegados que representam as subdivisões territoriais do Movimento dos Focolares, por outro lado, tiveram a possibilidade de iniciar seus trabalhos conscientes da sensibilidade e exigência das novas gerações. O impacto da manhã de sábado, 14 de setembro, foi forte: o mesmo documento final dos jovens e as perguntas que fizeram às “gerações um pouco mais maduras”, como os definiram fazendo uma brincadeira, permitiram vislumbrar que os trabalhos não foram fáceis. Em poucos dias, experimentaram e enfrentaram as diversidades de proveniência, cultura, sensibilidade, religião e confissão. E com autenticidade e coragem apresentaram também as dificuldades e perguntas abertas que em não poucos deles criaram perplexidade e sofrimento. E isso toca e impressiona a profundidade humana e espiritual que foi demonstrada por trás de seus trabalhos. Colheu-se um profundo e incansável desejo de empenhar-se em todos os campos de suas vidas para a unidade em grande escala, o “mundo unido”, e a prontidão de enfrentar situações dolorosas com um amor preferencial a Jesus no seu abandono na cruz. Com essa base, os jovens, com grande liberdade, encorajam o Movimento a valorizar ainda mais a diversidade como parte integrante e fundamental de toda experiência de unidade e de criar instrumentos e espaços que favoreçam melhor o diálogo também com ideias contrárias. Com naturalidade, pedem mais participação na direção do Movimento, seja a nível local ou central para compartilhar mais a responsabilidade para as futuras gerações. Mas com a mesma franqueza, apresentam também a necessidade de ser mais formados na espiritualidade do Movimento dos Focolares e de aprofundar os relacionamentos com os membros adultos do Movimento. Maria Voce e Jesús Morán, a presidente e o copresidente do Movimento dos Focolares, destacaram a importância e a maturidade da experiência que esses jovens fizeram em poucos dias. Veem nessa assembleia e no seu documento final “um passo fundamental e uma grande herança para o Movimento”.
Na tarde desse dia memorável, jovens e adultos juntos celebraram a inauguração do auditório reestruturado na sede internacional do Movimento em Rocca di Papa. Para Maria Voce, foi a oportunidade de oferecer às duas assembleias o discurso espiritual programático para o próximo ano que terá como tema a realidade de Jesus presente no meio de “dois ou três reunidos em seu nome” (Mt 18,20). É o alpha e o ômega da espiritualidade do Movimento, assim o define a presidente em uma fala muito tocante e pessoal, quase uma entrega ao início do último ano de seu mandato.
Viver o amor recíproco, também nos momentos dolorosos, para criar o espaço em que Jesus possa estar presente em meio aos homens de hoje e doar sua alegria: é esse o percurso ao qual Maria Voce convida o Movimento nos próximos meses. Para os jovens, esse convite poderá ser uma chave de leitura de sua experiência feita nesses dias. Para os delegados do Movimento, será um estímulo para o encontro que está começando.
Joachim Schwind