13 Set 2019 | Sem categoria
Só uma economia nova pode sanar a crise de trabalho, para isso é preciso ouvir e dar espaço aos jovens que, mais do que ninguém, entendem as novidades e sabem atuá-las. É este um dos objetivos do evento “Economy of Francesco” que será realizado em Assis, em 2020. Em maio de 2019 o desemprego na Europa diminuiu. Segundo a Eurostat desceu para 7,5% nos 19 países da Zona Euro e para 6,3% nos 28 da União Europeia. Um dado no claro-escuro, no entanto, acompanhado por uma alta taxa de desemprego juvenil: apesar do avanço, políticas mais eficazes são urgentes. Conversamos a este respeito com Luigino Bruni, economista na Universidade Lumsa de Roma (Itália) e diretor científico do Comitê organizador do evento “The Economy of Francesco”, desejado pelo Papa e dedicado aos jovens economistas e empresários do mundo inteiro, que será realizado em Assis de 26 a 28 de março de 2020.
Na sua opinião, o que se pode esperar deste evento? Creio que haverá um grande protagonismo do pensamento e da práxis dos jovens, que dirão as suas ideias sobre o mundo; porque de fato eles já estão mudando o mundo, em relação à ecologia, à economia, ao desenvolvimento, à pobreza. Não será um congresso, mas um processo que se inicia, num ritmo lento, mas que permita refletir e questionar-se, seguindo os passos e nos lugares de São Francisco, sobre o que significa hoje construir uma economia nova ou sobre quem são os marginalizados dos nossos dias. Será principalmente o momento no qual os jovens farão um pacto solene com Papa Francisco, afirmando o próprio compromisso para mudar a economia. Este será o centro do evento. Afinal, os jovens têm idéias muito claras sobre isso… Os jovens fazem coisas interessantes. São os primeiros a reagir às mudanças, porque eles conseguem entender melhor as novidades. Existem muitas experiências valiosas no mundo no plano das empresas, de startups. Os jovens têm um pensamento próprio sobre a economia, mas os adultos – que têm o poder e as cátedras nas universidades – não conseguem ouvir e dar espaço porque raciocinam com 20 anos de atraso, enquanto os jovens têm algo a dizer. Em Assis, eles falarão e os adultos estarão à disposição para ouvir e ajudar.
O que é que não funciona nas receitas econômicas até agora implamentadas contra a crise do trabalho? Os dados de Eurostat, do Serviço de Estatística da União Europeia, devem ser lidos com atenção: o fato que a desocupação tenha diminuído na Europa não significa que a desocupação também não tenha aumentado. Na Itália, por exemplo, existem muitas pessoas que não procuram mais trabalho. Além disso, trabalha-se menos porque muitos contratos prevêm um número menor de horas para dar emprego a mais pessoas. Atualmente, as máquinas fazem trabalhos que até 10 anos atrás eram realizados pelos homens: os robôs são nossos aliados, mas precisamos inventar trabalhos novos, porque aqueles tradicionais não podem mais absorver trabalho suficiente. Estes novos instrumentos fazem uma seleção natural entre os trabalhadores privilegiando os mais competentes, porque são cada vez menos as pessoas capazes de suportar a concorrência das máquinas. Portanto, trabalham menos pessoas, que são as mais preparadas, e isso cria desigualdades. Então, é necessario um “pacto social” de modo que todos possam ter acesso a trabalhos remunerados, imaginando novas formas de trabalho. Portanto, precisamos de uma nova abordagem? Em alguns anos, passamos por uma mudança histórica, numa velocidade extraordinária, mas as categorias de pensamento, os sistemas de trabalho, mudam de modo muito mais lento e esse contraste produz a crise. Portanto, devemos trabalhar mais em nível cultural, científico e de pesquisa, porque – como disse Papa Francisco – hoje o mundo sofre pela falta de um pensamento que seja adequado aos tempos.
Claudia Di Lorenzi
11 Set 2019 | Sem categoria
Com essas três palavras, a presidente do Movimento dos Focolares abriu os trabalhos da Assembleia dos jovens, que se concluirá no domingo, 15 de setembro.
Enquanto Maria Voce e Jesus Moran, respectivamente presidente e copresidente do Movimento dos Focolares, se apresentavam, os jovens lhe assistiam, mas sobretudo os escutavam, dando a impressão de ser um parlamento sub-30, que, em vez de ocupar um só país, tem o mundo inteiro como raio de ação. São 190 os representantes dos jovens do Movimento que chegaram a Castelgandolfo (Roma), vindos de 67 países, para a primeira Assembleia dos jovens que reúne gen, jovens religiosos e seminaristas, meninos e meninas empenhados nos Movimentos Paroquial e Diocesano. “Não estamos aqui só para fazer e organizar coisas, mas, sobretudo, para nos conhecer e compartilhar nossas motivações mais profundas, aquelas que estão na base da nossa escolha de trabalhar por um mundo mais unido”, explica um dos organizadores.
Chegam de mundos diversos considerando a proveniência, cultura, religião; atuam em variados campos que vão desde a justiça até a paz e o desarmamento; até uma economia na medida do homem, até lutas ambientais, diálogo entre religiões e povos. Vêm de um verão que poderíamos definir pelo menos “empenhador”, se considerarmos o congresso gen em Amã, na Jordânia, para os gen do Oriente Médio com representantes de outros países, dizendo que cada pedaço do mundo é deles; um na Oceania; diversos campus em que aprofundaram os temas da legalidade e da ajuda aos pobres, além das escolas e férias organizadas pelo Movimento Paroquial e Diocesano. Nesta assembleia, os jovens aprendem, compartilham e projetam-se, apoiados por especialistas e muitos momentos de laboratório. Fala-se de identidade e escolha de vida com dom Vincenzo Di Pilato, de liderança e protagonismo com Jonathan Michelon, de testemunho e envolvimento com Alessandra Smerilli. Com Francisco Canzani, será aprofundado o documento Chritus Vivit, fruto dos trabalhos do recente sínodo que a Igreja Católica dedicou aos jovens.
Como bússola para esses dias, a presidente do Movimento dos Focolares indicou três palavras: unidade, coragem e transmissão. Unidade – Maria Voce os encorajou a “esquecer os diversos ‘campos’ de onde vêm, a ter um ‘amor recíproco total’ para fazer a experiência de unidade”. Coragem – “Espero de vocês essa coragem. Espero que sua coragem nos desafie, que nos prove.” Convidou-os a falar e a compartilhar, a não esconder as críticas, mas a indica-las, sempre com um espírito construtivo. Por fim, os encorajou a transmitir o carisma da unidade: “Devem se preparar a dar às novas gerações aquilo que receberam. A transmissão só acontecerá se as pessoas que vivem o carisma, que querem o carisma e que o transmitem agirem”. O percurso desses dias de assembleia resultará em um documento final que recolherá contribuições e pedidos das jovens gerações do Movimento dos Focolares comprometidas a trabalhar cada vez mais juntas.
Stefania Tanesini
10 Set 2019 | Sem categoria
Na Áustria 61 bispos católicos amigos do Movimento dos Focolares reuniram-se para um meeting internacional. As “feridas” da Igreja e os desafios atuais das comunidades cristãsforam o centro das reflexões numa reunião enriquecida por aprofundamentos de espiritualidade e partilha de vida fraterna.
Uma espécie de tsunami atingiu a Igreja nestes últimos anos. Se já há algum tempo, em muitos países tradicionalmente cristãos, a instituição parecia estar em recessão, as notícias sobre abusos escandalosos atingiram a sua credibilidade desde a base. Masessa não éa unica chaga que aflige as comunidades cristãsem nível mundial. A urbanização, a pobreza, as situações de guerra, a corrupção na sociedade e na própria Igreja, as pressões políticas e culturais, as várias formas de intolerância e defundamentalismo religioso, a falta de oportunidades de desenvolvimentoe os riscos ambientais, tiram o respiro e a esperança de muitos. Foram apenas algumas das “feridas” que 61bispos de quatro continentes que conhecem e vivem a espiritualidade dos Focolares compartilharam, de 2 a 10 de agosto passado, perto de Graz, naÁustria. Apesar de terem se reunido para um encontro de aprofundamento espiritual para dias de convivência fraterna, os bispos puseram-se à escuta do “grito” das suas comunidades. Ao contrário, como testemunhar um Deus crucificado e ressuscitado que assumiu e respondeu a todos os males?!
Não nos devemos bloquear diante dos vários fenômenos – refletiram – nemceder ao pessimismo, masir às suas raízes. Entre estas, na Igreja, foram evidenciados o individualismo e o clericalismo, umdeficitna formação e no testemunho coerente, a necessidade de uma espiritualidade sólida e de acompanhamento, a necessidade de crescer na capacidade de escuta e diálogo. De que modo responder a estes desafios? Não a partir do alto, iludindo-se de poder impor soluções, masa partir da base, percorrendo a estrada de Jesusque se fez pequeno, aliás fez-se nada, para ser dádiva, amou ao extremo e assim gerou a fraternidade. Olhar a situação desta perspectiva permite descobrir potencialidades de bem também onde, à primeira vista,parece que existe apenas o mal. Éa estrada pela qual estes bispos querem caminhar com decisão, cientesde que se trata– como recomenda a Exortação Apostólica “Evangelii gaudium”– deiniciar processosque só com o tempo trarão resultados e frutos. Hoje não é pedido menos: com fidelidade às origens, explorar novos modos de ser Igreja. Com pistas bem precisas, entre as quais: fundamentar o anúncio e a catequese na vivência do Evangelho e na comunhão de vida; formar para a espiritualidade de comunhão e para o “nós” eclesial e social; suscitar “células vivas”; saber escutar também quem pensa diferente. “Sejam um grupo alegre”foi o augúriodo Papa Francisco para este meeting debispos amigos do Movimento dos Focolares. E assim foi. Porque, na comunhão sincera entre todos,eles fizeram experiência de Deus. E com isso tudo muda, desde a raiz. Somente do ser pode nascer umiluminadoagir.
Hubertus Blaumeiser
8 Set 2019 | Sem categoria

Foto: Ursula Haaf
De 1 a 5 de julho, na cidadela ecumênica dos Focolares naAlemanha reuniram-se100 consagradas e religiososmembros de várias comunidades e Movimentos, pertencentes a 50 Ordens religiosas, congregações e institutos de seis países e de várias Igrejas. Conversamos sobre o significado deste encontro com a Ir. Tiziana Longhitano, sfp, e com o Padre Salvo D’Orto, OMI, que coordenam as atividades dos consagrados e das consagradas que participam do Movimento dos Focolares. P. Salvo:Consideramos este encontro uma etapa de um percurso e de uma experiênciade mais de dez anos. Desta vez,o encontro alcançou uma maturidade eclesial considerável graças ao envolvimento da Conferência dos Superiores das Ordens Alemãs, desde a preparação. Ir. Tiziana:É evidente que estamos diante de uma “mesa ideal” onde se encontram carismas antigos e novos para um enriquecimento recíproco. Existe uma troca viva e criativa onde cada um oferece a própria contribuição como sinal de uma profunda participação na vida de todos e, ao mesmotempo, fica enriquecido e nutrido espiritualmente. A participação, pelo segundo ano consecutivo, do Prefeito da Congregação Vaticana dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz De Aviz, salienta que este intercâmbio é necessário na vida da Igreja e da humanidade. Qual foi o papel do Movimento dos Focolares neste evento? P. Salvo:O Movimento dos Focolaresfoi o promotor do encontro na multiplicidade das suas vocações, porque estiveram envolvidos, juntamente com as consagradas e os consagrados, também focolarinas, focolarinos, voluntários e voluntárias de Deus, pertencentes a Igrejas diferentes. Ir. Tiziana: O Movimento propôs um espaço de comunhão e de unidade. Existem outros organismosque permitem às religiosas e aos religiososencontrarem-se, maso Movimento dos Focolares oferece um espaço carismático, no qual cada carisma sente-se à vontade e acolhe com uma harmonia relacional, que é o pano-de-fundo para cada palavra, cada expressão verbal e não-verbal. Abriram-se novas pistas ou projetos concretos de colaboração? Como coordenadores dos consagrados e das consagradas do Movimento dos Focolares, como vocês vem o futuro depoisdeste encontro? 
Foto: Maria Kny
P. Salvo: Pela presença e o grande número de intervenções de expoentes significativos de várias Igrejas, o encontro teve um carácter decisamente ecumênico. Por isso acreditamosque a colaboração crescerá, abrindo-se, nas próximas edições, à participação de consagrados de Igrejas diferentes. Provavelmente,também abriremos à participação de leigos que compartilham os carismas dos fundadores das Ordens. A presidente da Conferência dos Superiores das Ordens Alemãs, Ir. Katharina Kluitmann, esperavatambém um envolvimento deoutros movimentos eclesiais para uma comunhão ainda mais ampla da dimensão carismática e profética das Igrejas, principalmente na Alemanha, Áustria e Suíça.O futuro que se abre depois deste encontro é de plena confiança nas potencialidades do Movimento dos Focolares em criar “espaços” de comunhão e de enriquecimento recíproco para as Ordens religiosas. Nesta linha, estamos preparando, para o próximo ano, um evento entreos que serão dedicados ao Centenário do nascimento de Chiara Lubich, sobre o relacionamento entre o Carisma da Unidade e os demais carismas: será realizado em Castelgandolfo, nos dias 8 e 9 de fevereiro de 2020. Ir. Tiziana: Este evento de fevereiro será uma etapa importante no caminho de unidade entre consagrados e leigos que se sentem chamados, no próprio estado de vida, a compartilhar os carismas dos fundadores e a participarda mesma realidade carismática dos religiosos. O Papa Francisco salienta que, deste modo, forma-se uma família ainda maior, a “família carismática”, na qual, consagrados e leigos reconhecem-se nos mesmo carisma. Em fevereiro, queremos promover uma maior unidade entre as famílias carismáticas favorecendo a comunhão entre as instituições religiosas. Parece-nos que é esta a profecia do presente e do futuro da Igreja e da humanidade no caminho em direção ao “ut omnes unum sint” (que todos sejam um; n.d.r.) que Jesus pediu ao Pai.
Editado por Anna Lisa Innocenti
6 Set 2019 | Sem categoria
Duzentos jovens de 67 países representando todas as realidades juvenis do Movimento no mundo se reunirão pela primeira vez em Roma: jovens pertencentes a diversas Igrejas, jovens de várias religiões e culturas. Uma assembleia transversal para delinear propostas e perspectivas para os próximos seis anos. “Há uma sede renovada de radicalismo e autenticidade entre nós, jovens, em resposta aos desafios do mundo de hoje. Percebemos que sozinhos é muito difícil. Podemos fazer uma rede com muitos outros jovens que querem ser promotores de mudanças e podemos fazê-la junto com os adultos.” Essa é a resposta a pergunta sobre onde estão indo os jovens do Movimento dos Focolares dada por Nicholas, 27 anos, italiano, e Amanda, 29 anos, brasileira, dois membros da comissão preparatória da primeira Assembleia mundial dos jovens do Movimento que ocorrerá em Castel Gandolfo, Itália, de 10 a 15 de setembro de 2019. Uma ideia que nasceu em 2017 e foi desenvolvida nesses dois anos por meio de pré-Assembleias dos jovens em várias partes do mundo. Por que uma Assembleia dos jovens? Porque sentimos que “nós somos” o Movimento dos Focolares, isso está no nosso coração. Muitos jovens expressaram o desejo de se encontrar e dialogar sobre temas importantes que se referem à nossa geração. Também os adultos sentiam a exigência de saber como nós, jovens, vemos o Movimento, qual é a nossa contribuição específica hoje para nos empenhar sempre mais na direção de um mundo unido. Nós mesmos escolhemos os temas que serão abordados na Assembleia e procuramos métodos envolventes e dinâmicas para que os jovens possam se exprimir livremente e fazer juntos “uma experiência de Deus”. Quem participará da Assembleia? Serão 200 jovens representando todos os continentes (67 países): Jovens por um Mundo Unido, empenhados dos Movimentos Paroquial e Diocesano, gens (jovens seminaristas), gen-re (jovens religiosos e consagrados). Ou seja, estarão presentes representantes de todas as expressões juvenis do Movimento dos Focolares, e isso é uma bela novidade dessa Assembleia. É uma colaboração que começou desde a preparação: em novembro de 2018, formou-se uma comissão preparatória de 15 pessoas de diversas realidades dos jovens de várias partes do mundo, a maioria com menos de 30 anos e também havia alguns adultos. Quais serão os temas abordados na Assembleia? Um questionário nos pareceu o melhor caminho para recolher os pensamentos e desejos dos jovens do mundo. Como comissão, elaboramos quatro perguntas. Pedimos para que descrevessem dois aspectos que caracterizam a identidade de um jovem do Movimento dos Focolares, indicar dois pontos fortes e duas coisas que gostaríamos de mudar, explicando o porquê e convidamos todos a refletir sobre como dar mais voz aos jovens dentro do Movimento e quais prioridades devemos mirar nos próximos seis anos. Chegaram 7300 respostas! Recolhemos e preparamos tudo: sentíamos uma grande responsabilidade ao manejar o material recebido! Esse foi o nosso instrumento de trabalho durante as pré-assembleias nas quais cada área do mundo escolheu seus representantes. Aprofundando os temas que surgiram, nasceu um breve istrumentum laboris com perspectivas, orientações e propostas segundo quatro temas que estarão ao centro dos trabalhos da Assembleia Mundial: formação e acompanhamento; sair; identidade do jovem do Movimento dos Focolares; papel e protagonismo dos jovens do Movimento. E agora… queremos nos deixar surpreender pela nossa assembleia! Certamente haverá um forte novo impulso que nos ajudará a realizar o sonho de Jesus: “Que todos sejam um” (Jo 17,21) para dar a nossa contribuição para a construção de um mundo unido.
Anna Lisa Innocenti
4 Set 2019 | Sem categoria
A Palavra de Vida que procuraremos colocar em prática este mês é retirada da carta aos Tessalonicenses: “Confortai-vos e edificai-vos uns aos outros” (1Ts 5,11). É uma palavra simples, que todos podemos compreender e colocar em prática, mas que pode revolucionar os nossos relacionamentos pessoais e sociais. No ônibus Entrando no ônibus para voltar à cidade aonde estudo, percebo que ao meu lado está sentada uma senhora com um menino coberto de feridas. Sinto vontade de mudar de lugar, mas procuro vencer a sensação de repugnância. A viagem é longa e começamos a conversar. A senhora me conta que está indo para o mesmo lugar que eu, para buscar tratamento para seu filho. Mas não tem dinheiro, e nem um lugar para se alojar. Tem apenas o nome de uma pessoa que a aguarda, e muita esperança. Chegamos à noite, mas não consigo deixá-la sozinha na rua, então a convido para ir ao meu quarto, que divido com outra estudante. Chegando ao prédio vejo que ela cumprimenta alguém. Era justamente a pessoa que a estava esperando. (M. F. – Brasil) Reconciliação Já há muitos anos, incompreensões que aos poucos tornaram-se como gigantes, levantaram um muro entre nós e alguns parentes. Inúteis as explicações e tentativas de conciliação, inclusive por parte de pessoas externas. Mesmo assim, um dia, conscientes de que alguém entre eles pensava a mesma coisa, meu marido e eu começamos uma corrente de orações, envolvendo até pessoas amigas, para obter de Deus o dom da reconciliação. Pois bem, o que por tantos anos a razão não havia obtido, a graça obteve: em poucos emocionantes minutos, de ambas as partes decidimos colocar uma pedra sobre o passado, com uma anistia completa do coração. (Giovanna e Franco – Itália) Fora das minhas quatro paredes Ainda jovem, junto com outros amigos, eu havia descoberto a atualidade do Evangelho, e desde então os nossos dias tinham adquirido outro sabor. Mas agora, que sou esposa e mãe, sentia-me de certo modo “bem acomodada”. Compreendi que a opção de colocar Deus em primeiro lugar na minha vida devia ser refeita a cada instante. Então os momentos com meu marido começaram a ser mais preciosos, os gestos cotidianos com as crianças, mais construtivos, inclusive fazer as compras ou escutar a vizinha tornaram-se ocasiões de encontro e não uma perda de tempo. O desejo de comprometer-me não de um modo ocasional me impulsionou a inserir-me nas instituições escolares e solicitar junto aos órgãos competentes do nosso bairro outras ações úteis à comunidade. Voltar a atenção para quem está perto de mim me faz sair dos limites apertados das minhas quatro paredes. (Nucia – Itália)
Aos cuidados de Chiara Favotti