20 Jun 2017 | Sem categoria
Com Alessandro De Carolis, jornalista da Rádio Vaticano, na qualidade de moderador, dialogaram com o autor pe. Julián Carrón (presidente da Fraternidade de Comunhão e Libertação) e Maria Grazia Vergari (vice-presidente do setor adultos da Ação Católica). A jornalista Giorgia Bresciani da “Radio InBlu”, entrevistou Jesús Morán no dia 30 de maio. Eis alguns trechos: G. B. – A apresentação do seu livro foi a ocasião para viver um momento de diálogo e fraternidade entre movimentos eclesiais. Em Pentecostes de 1998, João Paulo II e o então cardeal Ratzinger quiseram uma caminhada de comunhão entre os movimentos. Eu lhe peço que nos ajude a entender o que aconteceu naquele dia e a que ponto estamos daquela caminhada. J. M. – Acho que a jornada do dia 29 de maio foi mesmo abençoada pelo Espírito Santo, uma graça para nós. Lembro muito bem da Festa de Pentecostes de 1998: acho que foi a mais bonita da minha vida. Eu tive a impressão de que se atualizava o primeiro Pentecostes, pela presença de tantas pessoas, pelo dia, que era belíssimo! Eu vinha do Chile, onde morava na época. Efetivamente foi um momento histórico, um evento eclesial, porque, pela primeira vez, os novos movimentos estavam reunidos na praça de São Pedro todos juntos. Um encontro fundamental entre o Carisma de Pedro e os carismas suscitados pelo Espírito Santo neste tempo. Foi sair à vida pública, dar visibilidade aos carismas eclesiais, um momento de “reconhecimento” desta realidade. Desde então a caminhada foi para a frente, com momentos alternados. Esta experiência se estendeu inclusive em nível ecumênico e nasceu “Juntos pela Europa”. Nós nos empenhamos, portanto, na unidade de todos os cristãos. Mas houve muitos outros momentos de encontro entre os movimentos. Nestes anos, porém, faleceram alguns dos fundadores e isto, obviamente, diminuiu um pouco o ritmo da caminhada: a partida de don Giussani, de Chiara Lubich e outros, obviamente teve uma influência porque esta realidade de unidade e de comunhão dos movimentos foi decididamente desejada por eles. Uma ocasião como a do dia 29 de maio nos diz que devemos continuar. Agora, numa fase diferente, pós-fundacional, devemos retomar aquela “profecia”. E o momento da apresentação do meu livro foi naquela direção.
G.B. – O senhor mencionou o falecimento de alguns fundadores. Precisamente o senhor, Maria Voce, pe. Carrón, estão entre os que estão vivendo o “pós-fundação”, a “segunda fase”, que é uma fase delicada: a tarefa de vocês é complexa e apaixonante. À luz do que emergiu do confronto entre vocês, o que serve nesta fase para um movimento eclesial? J.M. – Creio que a fase “pós-fundacional” também é uma fase carismática. Existem graças diferentes das vinculadas à fundação, mais na perspectiva da encarnação: o grande desafio é que o carisma, no rastro do fundador, se torne cada vez mais “história”. Portanto, é uma etapa de serviço à Igreja e à humanidade. É preciso uma maturidade diferente. Devemos trabalhar mais juntos, pôr em evidência todos os talentos pessoais e comunitários. Porque quando o fundador está presente, a luz do carisma é fortíssima, o “encarna” quase sozinha. Agora Deus nos pede para colocarmos em ação a nossa inteligência do carisma, as nossas forças. E devemos fazer isso juntos! Este é o grande desafio. É isso que procurei dizer com aquele conceito (já usado por João Paulo II) de “fidelidade criativa”: fidelidade ao carisma e, ao mesmo tempo, capacidade de inovação, de criatividade, sempre fruto do Espírito. E uma inserção maior na Igreja e na sociedade.
18 Jun 2017 | Sem categoria
«Um pedaço de pão, no qual Jesus se transforma para saciar a fome de todos os corações: esta é a biografia de Jesus reduzida ao osso. É a nossa: a pequena via do seu amor, amor forte na fraqueza». (De um artigo de maio de 1980) «Cada vez que celebramos a Eucaristia, o que acontece não é somente una agradável comunhão com os outros num Espírito de Jesus entendido como simples ideia ou sentimento; não, cada vez que celebramos a Eucaristia é abatida a barreira mais radical da realidade, a barreira da morte; o que acontece aqui é dom, dom que realmente vem a nós; é proximidade – proximidade em que as distâncias recíprocas, interiores e exteriores, são anuladas. Na Eucaristia não só nos tornamos um único corpo uns com os outros, mas nos tornamos o Seu corpo para o mundo. A quem é, de verdade, permeado de Eucaristia, este mundo e esta sociedade não podem permanecer indiferentes; ele tem em si esta dinâmica e a dynamis do Deus, que se oferece, que se doa, que porta com a humanidade, como coisa própria e íntima dele, tudo o que a humanidade porta, tudo o que ela faz». (De uma conferência de 31.8.1977) «O importante não é só que temos a Eucaristia aqui, na nossa comunidade. Guardamos o espírito de Jesus somente se e quando amamos concretamente a comunidade dos outros como a nossa, se e quando as nossas comunidades se abrem para além das barreiras que as separam, e se no centro das comunidades vive o Senhor». (De um artigo de maio de 1979) De “La luce dentro le cose”, Klaus Hemmerle, Città Nuova, Roma 1998, págs. 190, 186, 187, 192.
15 Jun 2017 | Sem categoria
“John 17” quer ser uma voz que chama as Igrejas à reconciliação e à unidade, segundo a oração de Jesus: “Que todos sejam um” (Jo 17,21). Apoia-se na convicção de que a evangelização é muito mais eficaz se é acompanhada pelo testemunho da unidade entre os cristãos. Os membros deste movimento desejam ser catalizadores de unidade e, por isso, se empenham em estabelecer, por toda a parte, relações fraternas e de amizade, especialmente entre cristãos de diferentes Igrejas. Cerca de sessenta membros deste Movimento, acompanhados por Joe Tosini e Mike Herron, dois dos fundadores, vieram a Roma por ocasião do Jubileu de ouro da Renovação carismática católica (RCC). O Papa convidou a RCC a reencontrar as próprias raízes ecumênicas. De fato, a primeira experiência de efusão e de batismo no Espírito Santo, que aconteceu entre um grupo de jovens católicos na Universidade Duquesne, em Pittsburg, no ano de 1967, era também o fruto de encontros com pessoas pentecostais. A presença no palco de pastores de diversas denominações, durante a vigília de Pentecostes no antigo Circo Máximo, era um sinal visível destas origens. O Papa Francisco pediu aos carismáticos católicos que fossem um lugar privilegiado na Igreja para percorrer o caminho rumo à unidade numa “diversidade reconciliada”: «Hoje é mais urgente do que nunca a unidade dos cristãos, unidos por obra do Espírito Santo, na oração e na ação pelos mais fracos. Caminhar juntos, trabalhar juntos. Amar-nos. Amar-nos. … o Espírito nos quer a caminho».

© CSC Audiovisivi-Caris Mendes
O grupo John 17, composto na maioria por líderes de Igrejas pentecostais, quis aproveitar a sua estadia em Roma para se encontrar com Maria Voce, a presidente do Movimento dos Focolares, conhecer e aprofundar o carisma da unidade de Chiara Lubich. Por isso eles vieram ao Centro Mariápolis de Castel Gandolfo no dia 7 de junho, acompanhados também pelo pastor da Igreja Evangélica da Reconciliação, Giovanni Traettino, de Caserta. Este encontro também tinha como finalidade se prepararem para uma audiência privada com o Papa Francisco, prevista para o dia 8 de junho; audiência que, depois, durou cerca de duas horas. A convergência de intenções e de espírito entre os dois movimentos – Focolares e John 17 – era evidente e as horas passadas juntos foram de alegria e de louvor a Deus. O pastor Traettino lembrou a todos que a unidade se edifica “começando pelos pés” e não pela cabeça, isto é, se colocando a serviço do próximo. Este compromisso foi selado entre todos os participantes mediante um rito de recíproco lava-pés, acompanhado de uma oração uns pelos outros. Maria Voce e outros membros dos Focolares, de diversas Igrejas, puderam dar a eles o essencial da espiritualidade da unidade e as suas experiências de vida à luz do Evangelho.
14 Jun 2017 | Sem categoria
Está em funcionamento o website para a preparação do Sínodo dos Bispos 2018 com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Foi publicado no site um questionário, em cinco línguas, com o objetivo de “promover uma mais ampla participação de todos os jovens do mundo, não só recebendo informações sobre o evento sinodal, mas, também, interagindo e participando do período de preparação.” “Façam com que a voz de vocês seja ouvida, deixem que ela ressoe nas comunidades e façam com que ela chegue aos pastores”, havia exortado papa Francisco. E acrescentou: «São Bento aconselhava aos abades pedir conselho ou parecer dos jovens antes de toda escolha ou decisão importante porque “muitas vezes é justamente ao mais jovem que o Senhor revela a melhor solução” ».
14 Jun 2017 | Sem categoria
De 13 a 18 de junho acontece na Mariápolis Santa Maria, em Igarassu (PE, Brasil), um curso para tutores do projeto Up2Me. Trata-se de um itinerário de formação à afetividade e à sexualidade, desenvolvido com um método inovador e interativo, dirigido a adolescentes, para um amadurecimento harmônico e global da pessoa, à luz da espiritualidade da unidade. O Projeto Up2Me é coordenado pelos Movimentos Famílias Novas e Juvenil pela Unidade, em colaboração com o Instituto Universitário Sophia. Prevê, inicialmente, a formação de tutores, ministrada por especialistas em sociologia, psicologia, pedagogia, medicina, sexologia, bioética e filosofia. Em Recife estão presentes 22 casais de futuros tutores, provenientes de todo o Brasil, e 37 ouvintes. Os próximos encontros marcados serão em Castelgandolfo (Itália), em novembro deste ano, e no México, em dezembro, para toda a América Central.
14 Jun 2017 | Sem categoria
«Não existe uma receita para o sucesso, mas existe uma receita para o fracasso. A receita para o fracasso é a violência “em nome de Alá”». Começa assim o forte apelo aos muçulmanos europeus, publicado no dia seguinte aos cruentos ataques de Londres e Manchester, pelo Grão-Mufti emérito de Bósnia e Herzegovina Mustafa Ceric, presidente honorário, como, no passado, Chiara Lubich, e atualmente também Maria Voce, da Conferência das Religiões pela Paz. «Esta não é a minha fé. Este não é o Alá no qual eu creio. A minha fé não é uma faca, não é o terror. O meu Alá é Amoroso e Misericordioso». «Confesso – afirma o Grão-Mufti, que, entre outros, recebeu, em 2003, o Prêmio Unesco pela Paz Felix Houphouet-Boigny; o prêmio Stenberg, do Conselho Internacional dos Cristãos e dos Hebreus “pela sua excepcional contribuição na difusão e no fortalecimento da democracia”; e, em 2008, o prêmio Eugen Biser Foundation, pelo seu esforço em promover a compreensão e a paz entre o pensamento cristão e islâmico – jamais me senti tão confuso e tão inerme em tentar explicar o que está acontecendo dentro e fora da minha comunidade de fé. Consolo-me pensando que se trata de atos de minorias extremas, apenas um jogo político de grandes potências para ganhar a riqueza muçulmana». Mustafa Ceric usa palavras fortes: «A minha comunidade de fé tem muitos problemas. O maior é delegar a outros a resolução dos próprios problemas. Ao contrário, a minha Comunidade de Fé (o meu Ummah) deve resolver o próprio problema, antes de resolver os problemas ao seu redor». Há quem afirma, sustenta Ceric, que os ataques contra inocentes civis em Manchester ou em Londres são mais importantes do que os da Palestina, Cabul, Mosul, As’na e Misurata. «Não são mais importantes, mas, certamente mais perigosos para os muçulmanos na Europa, cuja maioria fugiu dos países muçulmanos para buscar, na Europa, paz e segurança para seus filhos. A paz e a segurança que até agora experimentam, neste momento estão ameaçadas». Depois de Manchester e Londres, mas antes ainda, em Berlim e Zurique «os muçulmanos europeus devem ser fortes e claros não apenas em condenar a violência “em nome de Alá”, mas também em adotar medidas concretas contra o abuso do Islã em qualquer forma. Devem ter uma voz clara, única e inequívoca na luta contra qualquer violência assumida “em nome de Alá”. Não é mais uma questão de boa vontade de indivíduos e grupos que trabalham pelo diálogo inter-religioso. É uma questão existencial do Islã e dos muçulmanos na Europa». O Grão-Mufit lança, enfim, um apelo aos muçulmanos da Europa, a «concentrar-se imediatamente em torno a uma “palavra comum” entre nós e os nossos próximos, independentemente de sua fé, raça ou nacionalidade, para fazer um juramento diante de Deus, de si próprios e dos próprios vizinhos na Europa, o de amar e promover a paz, a segurança e a cooperação à qual estamos obrigados pela nossa cultura e fé islâmica. Devemos jurar que faremos tudo o que for necessário para combater, juntos, a violência contra pessoas inocentes. Nós, atual geração de muçulmanos europeus, devemos isso aos nossos descendentes. Não devemos deixar os nossos débitos aos descendentes que não tem culpa». «Não é tempo de hesitar!» – o Grão-Mufit conclui o seu apelo exprimindo, com veemência, toda a esperança e o desejo de mudança. «Não há espaço para o cálculo! Não existem mais desculpas para adiar, ou justificativas para esperar! Não há salvação no silêncio! Não há futuro para o Islamismo ou para os muçulmanos na Europa se não na coexistência e na tolerância com os nossos vizinhos europeus!».