14 Jun 2017 | Sem categoria
«Desde o início da nossa caminhada juntos, quisemos pôr Deus no primeiro lugar. Na prática, a cada dia decidimos escolher o perdão, o recomeçar, o ser o primeiro a amar, o amar a todos, inclusive quando custa e talvez estamos cansados. Procuramos não esperar algo do outro, mas antes de tudo, de nós mesmos e, como consequência, podemos sempre contar um com a outra. Para as crianças, procuramos dar valores sólidos para a vida – explica Damijan –. Isto exige paciência e perseverança no amor: não só carícias! De fato, às vezes o amor para com eles também nos impele a expor com muita clareza a nossa linha ou decidir o que é branco e o que é preto, mesmo se às vezes isto os deixa insatisfeitos ou revoltados. Achamos importante que os nossos filhos sejam, o mais possível, autônomos e independentes. Por isso, os incluímos em todos os trabalhos de casa (cozinhar, limpar, passar a roupa, ajeitar a roupa a ser lavada, etc.). No início é tudo sempre muito interessante, mas depois, quando o trabalho deve ser feito regularmente e cuidadosamente, algo se bloqueia. É então que nos encorajamos a viver os pontos da arte de amar, se quisermos que entre nós reine a harmonia. Agora as crianças já sabem que, se nos ajudarmos, terminamos antes e temos mais tempo para brincar e para fazer muitas outras coisas».
«Mais ou menos um ano atrás – continua Natalija – vivemos uma provação particular. No verão, o menor dos nossos filhos fez um exame com o psicólogo, que se faz quando se chega aos três anos. A sua opinião e o diagnóstico que depois nos escreveu, realmente nos surpreendeu: Síndrome de déficit de atenção. Como pedagoga e ex-professora, passaram diante dos meus olhos todas as crianças com este tipo de problema e as grandes dificuldades que acompanham este diagnóstico. Assustada, voltei ao trabalho, na escola maternal Raggio di Sole, onde naquela época, trabalhávamos junto com Damijan. Conversamos muito e entendemos que, para cuidarmos do nosso filho, um dos dois devia deixar o trabalho». «Para ajudá-lo do modo justo – continua Damijan – era necessário dedicar-lhe tempo e energias. Estávamos conscientes de termos que pagar a previdência, de sermos seis na família e de não ter salários adequados. Exploramos todas as possibilidades financeiras e, apesar da incerteza, deixei o trabalho acreditando que Deus não nos abandonaria. Explicamos aos nossos colegas de trabalho a situação e a nossa consequente decisão. Somos muito agradecidos a cada um por tê-la aceitada e por nos ter apoiado. Já na semana seguinte, a nossa escolha se demonstrou acertada. Minha mãe, de noite, sofreu um AVC, ficando paralizada. Foi um choque para todos. Durante os primeiros dois meses, conseguia comer sozinha. Mas depois teve outro AVC que a levou à cegueira e, em seguida, à demência. Por isso tinha cada vez mais necessidade de atenções. Por quanto fosse trabalhoso, respeitamos o seu desejo de ficar em casa. E assim foi. Neste ínterim, a situação do nosso filho melhorou sensivelmente. Agora, as coisas prosseguem com mais calma porque, quando as crianças voltam da escola, existe alguém que as espera e que preparou o almoço. Assim também Natalija, quando volta do trabalho, pode se dedicar às crianças e a mim. Durante todo este tempo, mesmo se com só um salário, podemos dizer que não nos faltou nada, e se tivemos que renunciar a alguma coisa não vivemos isto como uma privação. Somos agradecidos a Deus por nos ter sustentado e ensinado a saborear os efeitos da arte de amar, que nos conquistaram completamente».
14 Jun 2017 | Sem categoria
Pelo “compromisso de vocês pela paz, promovendo uma série de iniciativas, voltadas a converter uma fábrica de armas que existe no território de Iglesias” (Sardenha, Itália). A carta, do dia 3 de junho, é dirigida à comunidade local do Movimento dos Focolares (seção Humanidade Nova), pelos esforços levados em frente com Amnesty International, Oxfam, Fundação Banco Ético, Opal Brescia e Rede Italiana pelo Desarmamento, para a “Reconversão RWM” (multinacional de produção de armas). O Santo Padre se declara “contente em saber que vocês estão, concretamente, se interessando em promover um trabalho digno alternativo à construção das armas, num território ainda atravessado pela grave crise ocupacional”. Enfim, exprime a sua “proximidade pelo empenho na difusão da cultura da paz”.
13 Jun 2017 | Sem categoria
O Patriarca Atenágoras e Chiara Lubich, protagonistas da unidade. Recomeçar não é e nunca foi fácil, sobretudo se o tempo escavou valas, se certas diferenças tornaram-se cultura, se, para complicar as coisas, se tem também a certeza de agir corretamente. Não estamos distantes da realidade ao afirmar que era mais ou menos esta a situação em meados do século XX entre a Igreja católica e a Igreja ortodoxa, depois que, durante séculos, por um milênio inteiro havia sido cultivada a separação. Depois, a virada história. Atenágoras, Patriarca Ecumênico e Chiara Lubich, fundadora do Movimento da unidade, de gloriosa memória, são os célebres e inesquecíveis protagonistas do ecumenismo, iniciadores do “Diálogo da Caridade”, bem como os grandes idealizadores do diálogo do povo. Com a própria vida humilde, séria, disponível, com a dedicação, com o amor e a oração, foram os primeiros protagonistas e iniciadores de uma nova era ecumênica; amaestraram os povos, dando-lhes coragem, força, paciência, fidelidade, disponibilidade, amor e unidade. No fundo, a solução era simples e o Patriarca dizia: «Vivemos isolados, sem ter irmãos, sem ter irmãs, como órfãos e por muitos séculos. Por quê? O irmão é a porta. Aqui está o segredo!». Os inesquecíveis protagonistas do “Diálogo da Caridade”, os grandes idealizadores do diálogo do povo se encontraram 27 vezes, de 1967 a 1972 (morte do Patriarca). O primeiro encontro histórico de Chiara Lubich na sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla foi em 13 junho de 1967, embora, ainda hoje, aquele momento não tenha sido devidamente valorizado em toda a sua dimensão. O Patriarca aprovou e acolheu, com amor e seriedade, o carisma de Chiara, uma espiritualidade mística que é a espiritualidade da Igreja, a ponto de considerar aquele encontro «como um extâse», e tornou-se sempre mais convicto de que, vivendo as palavras do Testamento de Jesus, seria possível chegar logo ao Único Cálice. Com palavras comoventes dizia: «Seria para mim um dia de Paraíso».
Não foi preciso muito tempo para que o Patriarca se declarasse «focolarino» e começasse a chamar Chiara Lubich com o nome de “Tecla”, por que podia ver nela o zelo da antiga apóstola, ele que repetia sempre «temos sede da espiritualidade». Ao mesmo tempo, também Chiara ficou profundamente tocada. Para ela, o Patriarca «era visto como um Arcanjo que luta e lutará até o fim pelo seu ideal, um homem de Deus, confirmado na caridade e paciência heroicas». Com sua espiritualidade e maravilhosa personalidade, Chiara não só preparou essas duas principais e preciosas Pontes: Paulo VI e Atenágoras, mas também conseguiu unir as duas Pontes. Através dos encontros entre ortodoxos e católicos, o vínculo do amor mútuo mitigava a dor de não poder compartilhar a Eucaristia, aliás, tornava amável esta cruz, vista como contribuição do povo cristão para o Único Cálice. «O Papa é o nosso líder — assim diz o Patriarca a Chiara —; vejo, às vezes, o Papa “em aflição”, porque ele conhece tudo aquilo que de negativo existe no mundo. Por isso, me coloquei cem por cento a seu serviço. Eu o sigo, o entendo, o amo, o respeito, o admiro». Seguindo este caminho de cinquenta anos, fiz pessoalmente a proposta ao professor e sacerdote Piero Coda, Reitor do Instituto Universitário “Sophia”, da instituição de uma Cátedra Ecumênica como sinal de gratidão aos dois extraordinários protagonistas da fraternidade entre a Igreja ortodoxa e a Igreja católica. Esta proposta recebeu uma grande e cordial aceitação, com a benção do Patriarca Bartolomeu e a convicta adesão da Presidente dos Focolares, Maria Voce. Apresentamos do íntimo do nosso coração um “grande obrigado”, e oferecemos essas belíssimas flores, a Atenágoras e a Chiara, enviados por Deus, os quais deram a própria vida, sobretudo tudo para a realização da vontade de Deus: “Que todos sejam um” que se realizará como dom do Espírito Santo. Metropolita Gennadios Zervos, Arcebispo ortodoxo da Itália e Malta do Patriarcado ecumênico de Constantinopla
13 Jun 2017 | Sem categoria
O que você pode fazer? Doe sangue. Doe agora. Doe regularmente. Este é o convite escolhido pela Organização Mundial de Saúde para celebrar o dia 14 de junho, Dia Mundial do Doador de Sangue 2017. Alguns objetivos da campanha: encorajar todos os cidadãos a reforçar a eficiência dos serviços de saúde; envolver as autoridades na criação de programas nacionais para responder ao aumento da demanda; favorecer a inclusão dos serviços de transfusão nas situações de emergência; garantir o abastecimento e alcançar a autossuficiência nacional; agradecer às pessoas que doam sangue regularmente; promover a cooperação internacional para garantir a doação voluntária, aumentando a segurança e a disponibilidade de sangue.
12 Jun 2017 | Sem categoria
Belgrado (a “cidade branca”), na Sérvia central, é uma das cidades mais antigas da Europa, na confluência dos rios Sava e Danúbio. “Porta dos Balcãs” ou “Porta da Europa”, assim definida pela sua posição, no limite entre Oriente e Ocidente da Europa, renascida após um passado recente de guerras, é hoje uma capital de vanguarda, aonde circulam novas ideias, fermento e vitalidade nos campos da arte, da economia, da arquitetura. E do esporte. Por ocasião do vigésimo aniversário da sua fundação, o College of Sport and Health, instituto de formação, com 600 alunos, organizou, dias 12 e 13 de maio passado, uma conferência internacional com o título “Esporte, lazer e saúde”. Entre os hóspedes, a convite do prof. Alexander Ivanovski, estava também Sportmeet, expressão no mundo do esporte daquela renovação social e espiritual que teve origem na experiência dos Focolares: uma rede mundial de atletas, amadores e não, professores, instrutores, jornalistas, administradores e operadores do comércio no setor esportivo, que vivem o esporte como realidade positiva de confronto e intercâmbio, como ocasião para mover músculos e tendões, mas também ideias de fraternidade universal e inclusão. “O esporte move pessoas e move ideias”, era o título da palestra de Paolo Cipolli, presidente de Sportmeet, presente na conferência juntamente com uma delegação da Sérvia e da Croácia. O “fenômeno esporte” é uma das realidades mais complexas, interessantes e convincentes do nosso tempo. Oitocentos milhões de praticantes, cinco milhões de sociedades esportivas, 20 federações nacionais associadas ao Comitê Olímpico Internacional, 208 à FIFA.
Se se considera que “apenas” 192 nações aderem às Nações Unidas, entende-se a sua dimensão e a sua onipresença, como uma espécie de novo poder planetário ou, segundo alguns, de “nova religião”. Terra de inesgotáveis interesses econômicos, infelizmente inclusive criminosos, o esporte pode se tornar, em direção contrária, uma verdadeira “academia” de fraternidade, unidade e integração. Uma “linguagem de gestos” universal que abate barreiras, obstáculos, diversidades. Em Belgrado foi mostrada esta face limpa do esporte. Das numerosas palestras, sobre os vários aspectos ligados à função e ao potencial do esporte na promoção da saúde, com especialistas e docentes provenientes da Eslovênia, Croácia, Macedônia e Bulgária, emergiu uma consideração comum: a necessidade de definir novas políticas para uma plena valorização do esporte voltado a um correto estilo de vida e de todas as possíveis formas de integração, especialmente entre os jovens. A conferência foi ocasião para estabelecer novas relações e um memorando de acordo em vista de futuras colaborações, valorizando experiências significativas já atuantes, como o uso dos jogos em algumas casas de acolhida para adolescentes. Após Belgrado, Sportmeet mira à próxima etapa. Na Espanha, de 13 a 16 de julho, se falará de inclusão social, educação esportiva, integração de pessoas diversamente hábeis, e sobre o relacionamento entre as gerações. Quatro dias de confronto entre testemunhas e operadores do esporte, a partir do Simpósio internacional de Barcelona (no Palau Robert, dia 13 de julho), promovido em colaboração com outros parceiros locais, entre estes a Universidade Autônoma de Barcelona, para prosseguir, em seguida, com a Escola de Verão de Castel D’Aro, a cerca de 100 km da capital catalã, com uma rica programação de sensibilização ao esporte inclusivo e às boas práticas. Com o sonho de que “esporte” se torne de verdade, em todos os níveis, sinônimo de “encontro”.
10 Jun 2017 | Sem categoria
O então arcebispo de Trento, dom Carlo de Ferrari, foi o primeiro a avaliar e aprovar, em nível diocesano, o Movimento dos Focolares. O título do recente livro publicado pela Editora Città Nuova “Qui c’è il dito di Dio”, reporta uma sua expressão em relação à experiência de vida evangélica que se estava gerando ao redor de Chiara Lubich. Estamos no início do ano de 1951 e nem todos, na Igreja, pensavam como o arcebispo de Trento. Aliás, por parte de alguns eclesiásticos havia muita perplexidade: uma mulher jovem, leiga, seguida por religiosos, sacerdotes, homens e mulheres, jovens e adultos, em tempos pré-conciliares, levanta suspeita. A prudência sugere afastá-la e, no seu lugar, encarregar talvez um sacerdote. É neste contexto que se insere o relacionamento decisivo de Chiara com o seu bispo.
A carta que Chiara escreve de Roma, onde se encontra, a dom Carlo de Ferrari, é do dia 5 de janeiro de 1951. Nessa carta transparece com força o momento de provação que o nascente movimento, e também Chiara, atravessa. Mas transparece também a atitude filial e obediente de Chiara para com quem lhe representa a Igreja, e o seu pleno abandono aos planos de Deus. A carta introduz o volume publicado recentemente. «Alteza Reverendíssima, É verdade: a cruz foi pesada e continua sendo. E, nestes dias, compreendi Jesus, que “caiu” sob o peso da cruz. Mas, Vossa Alteza, eu estou feliz, feliz. E recebi de Jesus a graça de estar pronta para qualquer decisão a Igreja tomar. Não só: mas também para deixar os “meus” (por algum tempo ainda posso dizer assim) cinquenta Focolarinos e Focolarinas em perfeita unidade, prontos para prosseguirem o próprio caminho, sem que ninguém perceba nenhuma mudança. Estou feliz, Alteza, em poder doar a Deus tudo aquilo que Ele realizou através de mim, no campo sobrenatural. E vos asseguro que, aconteça o que acontecer, serei sempre fiel ao meu Jesus abandonado e obedientíssima à Igreja. Cheguei a este ponto porque eu nunca quis, de minha parte, romper a unidade com a Igreja, ou melhor, com quem me representava a Igreja. Se eu não tivesse feito assim talvez a Obra não existiria. Mas Deus me deu a força até o inverossímil. Agora a Obra existe e não morrerá. Que seja Obra / de Deus / talvez possa ser demonstrado pelo fato de que me afastarei dela. Se devo testemunhá-Lo anulando-me, depois de tê-Lo testemunhado com a Unidade, estou feliz. O ponto culminante da vida de amor de Jesus é a morte: e ninguém tem maior caridade do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Vós, Pai, fostes realmente um Pai e me mostrastes (o que eu acreditava somente pela fé) que a Igreja é Mãe. Eu sempre vou considerar-vos como um Pai, seja qual for a Vontade de Deus para mim. Ninguém pode me proibir de obedecer-vos, ou seja, de obedecer à Igreja. E o que é importante para santificar-se é / obedecer /: ser um. Pouco importa que nos comandem a agir ou não agir de uma forma ou de outra. Não é verdade, Pai? Padre Tomasi é um homem santo. Está sofrendo muitíssimo nestes dias e não come. Ele sofre por mim… Eu nunca poderia imaginar que Ele experimentasse tais sentimentos. Mas vós, Alteza, não vos preocupeis, porque nós O sustentaremos. Eu estou sempre sorridente perto dele. Não sei dizer-vos no fim, senão uma coisa: sou muito, muito, imensamente, feliz. E posso garantir-vos que Jesus Abandonado me sustentará sempre. Além disso: “Bem-aventurados quando vos injuriarem e, /mentindo/, disserem todo o mal contra vós por minha causa. /Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus.” Abençoai-me sempre, vossa filha Chiara». De “Qui c’è il dito di Dio”, Ed. Città Nuova, Roma 2017, pg 97-98.