16 Out 2015 | Sem categoria
São casados há 23 anos e tem dois filhos adolescentes. Formados na fé cristã por suas famílias de origem, com sólidas bases cristãs, conheceram-se no Movimento dos Focolares, do qual fazem parte até hoje. «Tempos atrás trabalhamos com um grupo de jovens num bairro de periferia de Bogotá – contam (em seu testemunho no Sínodo) -. Lá nós brincávamos com as crianças, fazíamos a alfabetização dos adultos, prestávamos serviços médicos e dentários gratuitamente». Trata-se de Los Chircales, bairro onde atualmente está a sede do Centro Social Unidade, animado pelo Movimento dos Focolares, e no qual também os Rojas atuam: «Os obstáculos não faltaram – afirma o casal colombiano – a começar pela preocupação e o medo de ir a esses bairros e ambientes tão degradados. Mas o desejo de servir aqueles irmãos foi mais forte do que as nossas fragilidades».
«Nós nos casamos – dizem ao narrar fatos de sua história – e bem logo a graça do sacramento se manifestou». Caráteres muito diferentes: Luis “um tipo tranquilo”, Maria Angélica, “um vulcão”. «Sabíamos que o amor humano se esvai facilmente, os anos passam e o encanto inicial diminui. Por isso era importante fortalecer-nos nutrindo o nosso amor com o amor de Deus, que nos ensinava a amar nas pequenas coisas de cada dia». «Para mim significava não esperar ser sempre servido – confessa Luis – mas, ao invés, ir lavar os pratos ou escutar com atenção quando ela queria me contar alguma coisa. De seu lado, Maria Angélica assistia comigo a Fórmula 1…». «Experimentamos que alimentando-nos da Eucaristia, aproximando-nos do sacramento da confissão, e permanecendo nessa atitude de amor recíproco, Jesus se faz presente entre nós, assim temos a luz para educar e corrigir os nossos filhos, e também a força para enfrentar as dificuldades que se apresentam». «Pouco tempo atrás discutimos de maneira forte e a unidade entre nós foi pelos ares. Naquela noite fomos dormir sem nos pedir desculpas», uma das três palavras que, para o Papa Francisco, não podem faltar na vida de casal. «Telefonei para Lucho – conta Maria Angélica – e pedi desculpas por lhe ter respondido mal. Foi a ocasião para abrir um diálogo profundo entre nós. Certamente somos frágeis, mas justamente por isso queremos comprometer-nos a recomeçar a amar cada vez que erramos». Junto aos bispos e sacerdotes de algumas cidades da Colômbia, com outras famílias e jovens, organizaram uma série de visitas a comunidades pobres. «A ideia era compartilhar as nossas experiências e proporcionar uma certa formação em família. Alguns desses casais nos confidenciaram o desejo que tinham de receber o sacramento do matrimônio».

Intervista con Rome Reports (inglese)
«Acompanhando casais de noivos, vemos que, graças a essa aproximação, alguns jovens tomam corajosamente a decisão de escolher Deus como centro da própria vida, viver aspectos como a castidade na relação de casal, viver pelos outros, dedicando a isso tempo e energia». «A nossa experiência – concluem – leva-nos a afirmar que, como é a família assim será a sociedade. Sabemos que as famílias são chamadas a coisas grandes, por isso pedimos todos os dias, à Sagrada Família, a graça de permanecer fieis ao amor, para ser construtores de uma sociedade mais humana e ao mesmo tempo mais divina. Sonhamos que, com a contribuição de todos, a humanidade transforme-se realmente numa família».
14 Out 2015 | Sem categoria
No dia 15 de setembro o Gen Rosso International Performing Arts Group iniciou uma turnê em parceria com a Fazenda Esperança que celebra, em seis cidades no Brasil, a aprovação definitiva da obra de Frei Hans, Nélson, Lucy e Iraci, chamada Família da Esperança. Primeira etapa: Palmas, na região central do Brasil, uma cidade construída para ser a capital do novo estado de Tocantins. Nove workshops (cenografia, teatro, música, hip-hop gang, hip hop combination, festão, strong moves, percussões e broadway) e duas apresentações com um total de 2300 pessoas, presentes também a TV Globo, o diretor da TV Anhanguera, o diretor do telejornal local, o prefeito, o arcebispo e dois bispos. Segunda etapa, de 14 a 20 de setembro: Caxias, no estado do Maranhão, com 150 jovens participantes nos workshops e dois shows muito participados. Terceira etapa, de 21 a 25 de setembro, em Manaus e depois Garanhuns, Pernambuco. E em outubro, em Casca, no Rio Grande do Sul, até o dia 17 e, em seguida em Guaratinguetá, São Paulo e Guarapuava, no Paraná. Facebook
14 Out 2015 | Sem categoria
«O Nobel 2015 de economia, dado a Angus Deaton pelos seus estudos sobre desenvolvimento econômico, bem-estar, desigualdade, consumo, e sobre os fatores determinantes da pobreza, é um sinal muito importante: depois de alguns anos em que, em plena crise financeira, a Academia de Estocolmo e seus consultores continuavam a premiar os economistas que haviam estudado e promovido a economia e as finanças, e tinham contribuído a gerar a crise, com o Nobel a Deaton volta-se a premiar, no lugar mais importante para a ciência contemporânea, cientistas sociais a pleno título, continuadores da ciência política ou civil que está na origem da economia moderna. A política de Estocolmo foi, pelo menos, bizarra nos últimos anos, de 2010 a 2013; enquanto o capitalismo arriscava implodir embaixo de uma crise financeira nunca antes vista, os Nobel de economia foram dados a alguns economistas dentre os maiores teóricos daquele paradigma econômico, que estava demonstrando todos os seus limites dramáticos. Como se, durante um verão com o maior número de incêndios criminosos já registrados, fossem conferidos prêmios àqueles que estudam técnicas sofisticadas de ascensão avançada de incêndios. Eis então porque esse Nobel, e em medida diferente, também o do ano passado, entregue al francês Jean Tirole, poderia indicar uma primeira inversão de tendência, sendo Deaton muito mais parecido a prêmios Nobel como Amartya Sen, Joseph E. Stiglitz e Elinor Ostrom, que aos mais recentes Eugene Fama e Lloyd Stowell Shapley. Não devemos esquecer que a crise financeira e econômica que vivemos, e estamos ainda vivendo, não é independente das teorias econômicas dos últimos decênios, porque, diferentemente dos astrofísicos, cujas teorias não modificam as órbitas dos planetas, os economistas e suas teorias condicionam fortemente as preferências econômicas. Nos últimos anos, os melhores departamentos de economia do mundo preencheram-se de economistas cada vez mais matemáticos, com uma formação humanística sempre mais escassa, peritos em modelos superespecializados e não mais capazes, na grande maioria, de uma visão de conjunto do sistema econômico, e, portanto, de associar seus modelos com a realidade econômica e social. Além do mais, o prêmio a Deaton, que segue o conferido a Tirole, poderia indicar um retorno de uma teoria econômica mais europeia, mais atenta à dimensão social da profissão, uma maior sensibilidade pelos temas do bem-estar coletivo, e não só dos lucros e das rendas individuais. Esta possível aurora, porém, irá chegar ao seu meio-dia se os próximos Nobel verão mais economistas filósofos e menos economistas matemáticos, como, ainda em 1991, escrevia o economista inglês Robert Sugden: “O economista, hoje, deve voltar a ser mais filósofo e menos matemático”. Um convite que, então, não foi acolhido pela profissão. Mas talvez ainda haja tempo. Angus Deaton é, além do mais, um economista que sabe escrever livros, não apenas artigos matemáticos. Aconselho a todos o seu último livro, “A grande fuga”, no qual o neodiplomado Nobel questiona-se, como um verdadeiro cientista social e legítimo herdeiro de seu compatriota Adam Smith (filósofo e economista), se a humanidade poderá conhecer, no futuro, uma estação de progresso sem desigualdade; uma pergunta fundamental hoje, quando estamos pagando o preço do progresso com uma crescente desigualdade no mundo e uma diminuição da felicidade. A economia poderá voltar a ser uma ciência moral amiga da sociedade se voltar a propor essa e outras questões semelhantes, infelizmente abandonadas por demais rapidamente, para responder a outras perguntas muito mais fáceis, e muito menos úteis ao progresso humano. Luigino Bruni
13 Out 2015 | Sem categoria
O Sínodo dos Bispos é uma instituição permanente criada pelo Papa Paulo VI, no dia 15 de setembro de 1965, para manter vivo o espírito de colegialidade do Concílio Ecumênico Vaticano II. Recordamos agora os 50 anos da sua instituição e a Igreja católica recorda-o precisamente durante a realização da Assembleia ordinária do Sínodo dos Bispos sobre “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo” (5-25 de outubro de 2015). No próximo sábado, 17 de outubro, pela manhã, falarão na Aula Nervi (Vaticano) – na presença do papa Francisco – o cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, e o cardeal Cristoph Schönborn, presidente da Conferência Episcopal Austríaca. A seguir, haverá comunicações dos Bispos dos cinco continentes e o discurso conclusivo do Santo Padre. Entre os convidados, junto com uma grande delegação dos Focolares, também estará a presidente Maria Voce que define o Sínodo dos Bispos como «um dos frutos mais bonitos do Concílio Vaticano II, pelo novo senso de colegialidade e de comunhão mais plena na edificação da Igreja universal». Sínodo é uma palavra de origem grega (“syn-hodos“) que significa “reunião”, “encontro”. O significado originário da palavra, “caminhar juntos”, exprime a essência do Sínodo: um espaço para o encontro dos Bispos entre eles e com o Papa, para partilhar reflexões e experiências, e para a busca comum de soluções pastorais a serem oferecidas à Igreja no mundo inteiro.