10 Out 2015 | Sem categoria
“Se um dia os homens, não como indivíduos, mas como povos, […] souberem pospor-se a si mesmos, à ideia que têm de suas pátrias, […]; se fizerem isto pelo amor mútuo entre os Estados que Deus exige, como exige o amor mútuo entre os irmãos, aquele dia será o início de um tempo novo, porque naquele dia, […] Ele estará vivo e presente entre os povos […]. Estes são os tempos […] em que cada povo deve ultrapassar os próprios confins e olhar além. Chegou o momento em que a pátria do outro deve ser amada como a própria, em que o nosso olho deve adquirir uma nova pureza. Não basta o desapego de nós mesmos para sermos cristãos. Hoje, os tempos exigem algo mais do seguidor de Cristo, uma consciência social do cristianismo[…]. […]esperamos que o Senhor tenha piedade deste mundo dividido e disperso, destes povos fechados na própria casca a contemplar a própria beleza – para eles sem igual – limitada e insatisfatória, a defender com unhas e dentes, os próprios tesouros — resguardar até aqueles bens que poderiam servir a outros povos nos quais se morre de fome — e faça cair as barreiras e jorrar em fluxo ininterrupto a caridade entre terra e terra, torrente de bens espirituais e materials. Esperamos que o Senhor componha uma ordem nova no mundo, Ele, o único capaz de fazer da humanidade uma família e de preservar as distinções entre os povos, para que, no esplendor de cada um, posto a serviço do outro, reluza a única luz de vida que, embelezando a pátria terrena, faz dela a antessala da Pátria eterna.” Chiara Lubich
Trecho do escrito: “Maria, vínculo de unidade entre os povos” verão de 1959 – Publicado in “Ideal e Luz” Editora Brasiliense e Cidade Nova, 2003 pág. 287-290
8 Out 2015 | Sem categoria
JUNTOS PELO MÉXICO é um espaço de conhecimento e estima recíproca para favorecer ações conjuntas para o bem espiritual e social do país. Será um evento de caráter festivo, mas, também, de reflexão e formação dedicadas à toda a família, no qual estão sendo esperados mais de 10 mil participantes para refletir sobre o tema da família e sobre a função do leigo na sociedade em diversas perspectivas: antropológica, espiritual, social e política. Significativa e muito esperada também a opinião dos jovens. Entre os relatores, provenientes de diversos países, estarão presentes o Dr. Giovanni Impagliazzo, da Itália, Coordinador para América Latina de la Comunidad de Sant’Egidio; o Sr. Ricardo Sada L.C., responsável territorial de Regnum Christi; a Dra. Maria Consuelo Queremel, vice-ministra mundial da Ordem Secular Franciscana. Do Movimento dos Focolares participarão o copresidente, Dr. Jesús Morán, da Espanha; o casal Anna e Alberto Friso, da Itália, membros do Conselho Pontifício para a Família; Marc St-Hilaire, do Canadá, junto a Margaret Karram, de Israel, encarregados das relações com os outros movimentos eclesiais. Transmissão do evento via streaming: www.juntospormexico.org.mx
8 Out 2015 | Sem categoria
Muitas vezes a Alemanha ganhou as primeiras páginas dos jornais por controvérsias políticas relativas aos refugiados, que, no entanto, desembocaram na reação de acolhida aos muitos imigrantes, por parte do povo alemão. O Movimento dos Focolares na Alemanha trabalha há anos para a integração dos imigrantes no contexto social, e nesse período intensificou as suas iniciativas. Desde ajudas muito concretas – coleta de alimentos, roupas, móveis e outros itens de primeira necessidade, aulas de alemão e busca de assistência médica e legal – até aquilo que um senhor de Aschaffenburg definiu “uma contraofensiva”, criando “uma rede de orações para contrastar a rede das discórdias e do medo”. Com efeito, em algumas cidades ocorreram atos de violência contra os refugiados e contra quem os ajudava, e por isso o desejo de responder, com um testemunho no sentido oposto, impôs-se fortemente. O focolare de Dresda organizou, sempre nessa ótica, um encontro sobre o tema”Ama o próximo como a ti mesmo”. “Vemos que aqui muitos vivem numa grande preocupação, e até com medo – conta uma das organizadoras -; o encontro foi muito útil e encorajou muitas pessoas a começarem a agir juntas”. Uniu-se a isso a campanha social #openyourborders e #signupforpeace, lançada internacionalmente pelos Jovens por um Mundo Unido, com o objetivo de dar um maior impulso às iniciativas inseridas no Projeto Mundo Unido. Mas não faltam testemunhos concretos, de vida diária, como o de um casal de Mônaco da Baviera. Na noite antes de viajar para um fim de semana fora da cidade, programado há muito tempo, receberam um telefonema onde se perguntava se estavam disponíveis para hospedar, no fim de semana, uma jovem mãe síria com três crianças pequenas, que esperavam para prosseguir viagem para Karlsruke. Mesmo esperando que “talvez eles partissem logo e pudéssemos ainda passar algum tempo nas montanhas”, os dois – embora criticados – aceitaram. Mas “logo que pegamos as mãos da nossa princesinha de cinco anos o gelo derreteu”, escreveram. O fim de semana com os hóspedes inesperados decorreu entre brincadeiras com as crianças, um café da manhã compartilhado, “onde renunciamos às salsichas por respeito aos nossos hóspedes muçulmanos, que gostaram muito do iogurte e do pão sírio que tínhamos procurado para eles”, e um jantar sírio que preparamos todos juntos; e quando, no domingo pela manhã, chegou a hora de nos despedirmos “todos tinham lágrimas nos olhos, estávamos felizes e reciprocamente gratos – escreve ainda o casal -. Quanto enriquecimento nos trouxe o Arquiteto dessa inesperada mudança de programa!”. Leia ainda em www.fokolar-bewegung.de Herberge gefunden! Flüchtlinge: Stärkeres Engagement gefragt
7 Out 2015 | Sem categoria
6 Out 2015 | Sem categoria
Nancy O’Donnell trabalhou como psicoterapeuta com dependentes de substâncias químicas e foi responsável por um centro médico destinado a ajudar mulheres alcoólatras e seus filhos. A pergunta sobre o significado do sofrimento é central na vida das pessoas, especialmente no período de doença. É possível posicionar-se diante do sofrimento e encontrar esperança? “O sofrimento faz parte de toda vida humana e, dificilmente, somos capazes de ajudar outros que sofrem se não encontramos o significado dos nossos sofrimentos. O caminho para a esperança está nesta busca do significado. A ciência oferece novos tratamentos e novas terapias para melhorar a vida de muitas pessoas. Existe um perigo: que nos deixemos enganar acreditando que encontraremos a maneira de não envelhecer, de não adoecer, de não sofrer. Ao procurar somente a esperança da cura, arrisca-se enganar a nós mesmos, engano que pode conduzir ao desespero, o oposto da esperança. Tratamos sobre isto recentemente, durante um simpósio, no dia 27 de setembro passado, no Pólo Lionello Bonfanti, próximo a Florença, cujo ponto central foi o sofrimento humano, esperanças de cura e a busca de sentido.” Qual função pode ter a psicologia na experiência de um doente, para ajudá-lo a encontrar esperança? “Poderíamos sintetizá-la em quatro pontos: a função da personalidade e a possibilidade de modificá-la, a importância das relações sadias ao posicionar-se diante da doença, a necessidade de conhecer e aceitar os próprios limites, a capacidade humana de ser dom de si. Sobre a personalidade: o fato de ser otimista ou positivo pode diminuir o risco de doenças e distúrbios crônicos. Um estudo feito na Universidade Davis, na Califórnia, confirmou que escrever as coisas pelas quais somos gratos, todo dia, causou aumento de felicidade. Os resultados foram mais significativos comparando-os com um grupo ao qual fora pedido para escrever as coisas que haviam provocado aumento de estresse.
O segundo ponto: as relações. Temos a capacidade de estabelecer relações desde o nascimento. A saúde mental de cada pessoa depende da própria capacidade de “coordenar-se” e “unir-se” aos outros. A mente humana é sadia quando possui algumas competências relacionais estratégicas, que a permite de “abrir-se” a uma multíplice situação social, ou seja, quando é capaz de “perceber” os outros de maneira adequada, e a diversidade deles. Se a nossa identidade é relacional, é lógico que, quando manter a esperança torna-se um desafio, estar próximo a pessoas com as quais foram estabelecidas relações profundas, o apoio dessas relações reforça a energia positiva necessária para permanecer na esperança. E ainda, a não aceitação dos próprios limites é uma das dificuldades mais típicas da pessoa na atualidade. O limite manifesta-se à pessoa por meio da sua condição e da sua história, por meio daquelas experiências que comportam o risco da frustração. Em um mundo que nos oferece uma vida “sem limites”, quando inesperadamente surge uma doença nos encontramos despreparados. Ao contrário, a capacidade de assumir as multíplices expressões do limite apresenta-se como passagem determinante para obter a própria auto-realização. E, ainda, ser capaz de doar-se aos outros, também quando faltam as forças físicas, torna a pessoa sempre protagonista. E, nesse caso, encontra-se uma dignidade que nasce de um ponto profundo do nosso ser.” Doutora O’Donnell, pode-se entrever uma ligação entre a psicologia e a espiritualidade?

Doutora Nancy O’Donnell
“Sim, mas é uma ligação ambivalente. Para mim, a reconciliação entre essas duas dimensões humanas foi facilitada por uma mestra de espiritualidade e humanidade: Chiara Lubich. Todos, creio, buscam uma unidade interior, na qual a identidade permaneça algo certo, seguro em meio aos vários conflitos, fora e dentro de nós. Eu encontro essa unidade na vivência seguindo esta espiritualidade. Trabalhei, durante muitos anos, com dependentes de substâncias químicas, mulheres alcoólatras e, depois, com homens que perderam tudo por causa da dependência de drogas e foram morar na rua. Sentiam-se esmagados pelo desespero e, para eles, era difícil entender o sentido da vida. Eu procurava comunicar a minha certeza, tanto no que diz respeito à dignidade intrínseca deles quanto do valor do sofrimento. Eu recorria a uma imagem muito útil. No período da reabilitação tínhamos momentos livres nos quais alguns gostavam de montar quebra-cabeças. Então eu lhes perguntava se já acontecera de terminar uma montagem e descobrir que faltava uma peça. Eu compreendi que a vida deles é, mais ou menos, assim: cada peça é única e, no final, se vê a beleza do todo somente se cada um está no seu lugar. Portanto, cada pessoa pode encontrar a própria beleza e a consciência de ser digna de amor e de ser insubstituível. Chegar ao ponto de acreditar que fui criado como um dom para o outro e, o outro, como um dom para mim”.
5 Out 2015 | Sem categoria
Maria Voce participou, com um discurso, da vigília de oração realizada na praça de São Pedro, sábado, dia 3 de outubro. A jornalista iniciou, perguntando-lhe: Por que é tão importante o momento de oração? «Porque, como cristãos, pensamos que deve trabalhar sobretudo o Espírito Santo; que é um momento delicado, no qual circulam muitas vozes na mídia. Mas somente o Espírito Santo pode saciar, do modo que Ele deseja, as grandes expectativas, e não como os homens pensam. Por isso, a coisa mais importante é pedir, por meio da oração, a Sua especial assistência, em primeiro lugar para o Papa e também para todos os Padres sinodais». Ajude-nos a ampliar o olhar… «A família é a parte da humanidade que mais sofre neste momento. Num certo sentido, é como uma filha doente, para quem a Igreja está olhando com o amor de uma mãe que deseja curá-la. A Igreja está realizando uma mudança pastoral na direção de um de seus membros que está sofrendo. Creio que todos nós devemos nos colocar nesta posição. Tenho a impressão de que todas as expectativas, que pretendem obter quem sabe que grandes mudanças do ponto de vista doutrinal ou das leis que regulam o instituto matrimonial, serão desiludidas. Creio que a principal expectativa é a de nos perguntarmos, como Igreja, como mudar o nosso comportamento em relação a estes irmãos que sofrem, sobretudo hoje, porque são alvo da política, das atividades econômicos e de todos os que tentam tirar vantagem dos sofrimentos da família para obterem novas oportunidades de alimentar os próprios interesses. O Movimento dos Focolares sempre se interessou pela família – possui um próprio setor que se dedica particularmente a ela – e sempre procurou considerar todas as famílias do mundo. Dedica-se à preparação do casamento, para que os jovens possam enfrentá-lo com consciência, ajudando-os, na medida do possível, a encontrar os meios (trabalho, casa, etc,) que possibilitem formar uma família. E, uma vez casados, acompanhando os casais jovens neste novo percurso, de maneira que, nos primeiros sinais de possíveis crises, que são normais, encontrem uma comunidade pronta a acolhê-los, que não se sintam abandonados a si mesmos, mas o amor da comunidade, sempre atento e cuidadoso. Realiza também cursos justamente para este período de crise, com especialistas preparados. Ocupa-se também dos separados e dos divorciados de novas uniões, fazendo com que se sintam, embora encontrando-se nestas condições, membros da comunidade e como tais, amados, respeitados na sua dignidade de filhos de Deus. São também ajudados a descobrirem que a pertença a uma comunidade não significa apenas a participação à Eucaristia, mas se reveste de momentos de caridade vividos juntos, de partilha dos sofrimentos e das alegrias, fazendo-os experimentarem a proximidade de Deus e da Igreja. O Sínodo nos pede para fazermos juntos esta mudança em relação a todos, e isso me parece algo importante. Todavia, não creio que devemos limitar o olhar às famílias de pessoas recasadas. O Sínodo se ocupa da família em todo os seu arco vital: a viuvez, pais e jovens que não conseguem encontrar trabalho, os refugiados, as crianças, etc. É preciso olhar para a família como ícone da sociedade de hoje: é a humanidade que sofre na família. E a humanidade hoje deve assumir esta família sofredora e sentir o seu peso na própria carne». Portanto um âmbito de encontro da Igreja em saída que o Papa Francisco solicita constantemente? «Sem dúvida! Aliás, acredito que justamente neste âmbito é possível testemunhar relacionamentos pessoais profundos, não só aqueles estabelecidos pelo celular ou pelas redes sociais, mas de próximo a próximo: com os amigos dos filhos e os seus respectivos pais, por exemplo. O nosso papel como leigos é o de estar ao lado de todos, de sair do próprio recinto seguro para caminhar com eles dia após dia nas escolas, no trabalho, nas dificuldades quotidianas. Por isso alguns leigos estão presentes no Sínodo. Também nós temos a presença de um casal do Movimento que vem da Colômbia, convidados como auditores: Maria Angelica e José Luis da Colômbia». No ano passado, ao invés, era um casal de Ruanda, não é? «Sim. Creio que estes leigos casados, presentes no Sínodo, trazem todos os desafios que absorvem e vivem com outros. Naturalmente também os Padres sinodais chegam ricos de experiências, de situações, de sofrimentos recolhidos no mundo inteiro. Porém, é esplêndida esta proximidade entre Igreja ministerial e laicado. Uma Igreja que é uma realidade unitária, com leigos e sacerdotes juntos. O povo de Deus a caminho que cuida de todos os seus filhos». Escute a intervista integrale di Radio Inblu a Maria Voce, 3 de outubro de 2015 (em italiano de 11’ 15’’)