25 Jun 2013 | Sem categoria
Workshop de dança, percussão, canto e teatro: no novo espetáculo do grupo musical Gen Verde os jovens participam de oficinas e constroem, junto com as artistas, alguns momentos da apresentação.
Loppiano (Itália), sede do grupo musical, e o Polo Lionello Bonfanti, de 13 a 15 de junho, acolheram 48 jovens de proveniência toscana e internacional, que ousaram participar no “número zero” do espetáculo, tornando-se protagonistas da sua idealização.
“As disciplinas artísticas – afirmam as integrantes do Gen Verde – proporcionam espontaneamente um nível de comunicação que leva a relacionamentos de uma profundidade inesperada, criando ocasiões de diálogo num clima encorajador e de partilha”.
“A alegria que jorrava dos olhos de todos – continuam – vinha também da descoberta de que se pode fazer mais do que esperamos de nós mesmos. O resultado foi importante porque nasceu da contribuição de todos”.
No fim daqueles dias, os jovens envolvidos perceberam o quanto é importante que cada um se sinta valorizado e ninguém excluído, além da alegria “verdadeira” de poder comunicar aos outros uma mensagem.
“A gratidão recíproca e incontornável não parava de ser demonstrada – conclui o Gen Verde. Depois de termos realizado juntos uma pequena prova daquilo que será o nosso novo Concerto, foi difícil separar-nos”.
22 Jun 2013 | Sem categoria

«Estamos bem. Todos de Damasco e Alepo, saúdam vocês. Neste momento, algumas pessoas do Movimento estão se encontrando com um grupo de jovens de uma paróquia. Há dois meses fazemos regularmente esse encontro porque desejam conhecer o Ideal da unidade.
A “noite” no país se torna sempre mais escura e não sabemos até quando poderemos resistir, por causa da tensão e da situação econômica. O valor das coisas é altíssimo e a maioria das pessoas quer garantir o alimento porque todo o resto tornou-se supérfluo. Isso, para pessoas habituadas a trabalhar, é uma coisa dura e com esta guerra, se sentem aniquiladas na própria dignidade.
Em muitos lugares e bairros convive-se com o risco e quando se sai de casa não se sabe se é possível voltar. Foram raptados dois bispos e dois sacerdotes e não se sabe nada deles. Reza-se incessantemente por eles e por todas as pessoas raptadas.
Mas podemos garantir a vocês que nessa “noite” existe uma luz muito forte e são as palavras de Jesus, os ensinamentos de Chiara Lubich, que nos impulsionam a viver o momento presente, a amar e manter viva a presença espiritual de Jesus entre nós.
E acontece o milagre que sempre causa admiração: vivemos “fora de nós”, pelos outros, pensando somente em amar, cancelando constantemente o ressentimento ou a raiva que podemos experimentar; aprimorando os relacionamentos entre nós e com todos. Isso nos faz experimentar uma certa normalidade, nos dá paz e muitos entre nós sentem que o nosso lugar é aqui porque podemos levar a unidade e a serenidade, e as pessoas têm sede disso.
Um jovem que faz o serviço militar e trabalha num dos escritórios, um lugar que sofre contínuos ataques, nos contou que enquanto escapava para o refúgio com os colegas, percebeu que um deles tinha sido atingido e estava caído no chão. Por um momento teve uma dúvida: “Volto para ajudar este irmão ou fujo?” E no coração, de modo claro, uma voz lhe dizia: “Não tenha medo, Eu estou com você”. Voltou, tirou a camisa para estancar o sangue que saía da perna do colega e esperou, debaixo dos ataques, que a ambulância chegasse.
Neste momento em que estamos unidos a todos vocês, quero agradecer pela ajuda que chega de vários modos e que sempre nos comovem. São um sinal da realidade de família que sempre nos acompanha. São preciosíssimas e permitem que Jesus no irmão possa sentir o amor que vocês têm por Ele, consolando-o e dando forças para resistir e não desesperar.
Se estamos aqui é porque vocês, e muitos outros, existem. Muito obrigada! E uma saudação especial de todos nós da Síria».
Maria Voce, em nome de milhares de pessoas conectadas via internet, responde: «Também nós estamos aqui porque vocês existem! Continuamos juntos, levando tudo para frente, rezando e ajudando vocês em tudo o que for possível!
Lembramos que podem enviar ajuda à Síria através da AMU (Associação Mundo Unido). Informações sobre a conta bancária no site AMU-Emergenza Siria.
19 Jun 2013 | Sem categoria
Life, Love, Light – Vida, Amor, Luz. Este trinômio associado ao nome e à vida de Chiara Luce Badano, desde o dia da sua beatificação, continua a correr na Web. O site oficial dedicado à jovem de Sassello (www.chiaraluce.org) é visitado e apreciado por pessoas de todas as idades e, desde 13 de junho, apresenta-se ampliado e enriquecido na apresentação gráfica e nos conteúdos.
Entre as novidades estão os esperados links “Love”, que se referem à espiritualidade vivida por Chiara Luce; “Fundação Chiara Badano”, com a atualização das suas iniciativas; “Em Sassello”, sobre o centro de espiritualidade localizado em La Maddalena, bairro de Sassello (Itália), cidade natal de Chiara Luce. Além disso, em “Publicações” encontram-se as novidades editoriais, CDs e DVDs. O site agora também se apresenta na língua portuguesa.
O objetivo é difundir a mensagem desta jovem testemunha do Evangelho e fazer “resplandecer sobre o alqueire” a cristalina luminosidade da sua vida.
Chiara Luce também está presente no facebook (www.facebook.com/chiaralucebadano). A página é muito visitada e tem mais de 54 mil contatos. Mas, para além dos números, a vida e a profundidade de Chiara Luce contagiam e elevam: “Estou um pouco deprimido – comenta alguém – e tu apareces com o teu semblante límpido, com o teu sorriso genuíno, com os teus olhos cheios de amor, e como por encanto o meu coração se tranquiliza. Obrigado.”
16 Jun 2013 | Sem categoria
Ao deixar-se despojar da fé em Deus o homem caiu no maior dos enganos. Quando não foi privado da fé em Deus por vezes a perdeu igualmente, por se ter esquecido dela. Agora o homem paga o preço desses longos esquecimentos, no fundo esqueceu-se do seu próprio ser homem. Está numa casa que não reconhece mais como sua, que, de fato, tornou-se para ele uma prisão. Está com homens em quem não vê mais os irmãos, o vínculo que os liga é formado pelo segredo de desfrutar um do outro. Vai a uma escola, lê jornais, observa produtos da ciência, por isso a verdade para ele é deformada, terminando por não conhecer mais o objeto e por duvidar do sujeito; é tratado e se trata como um fantasma.
Esse esquecimento recapitula-se no esquecimento de Deus. Se reconhecemos Deus tornamo-nos livres para com os homens na terra. Estes homens então tornam-se irmãos e o único sentimento que devemos a eles é o amor. Reencontrando o homem voltamos a ver a sua dignidade. Nos seus limites vemos a sua grandeza, enquanto constatamos neles a miséria. O homem pode cair, mas continua a ser estirpe de Deus. A miséria lhe pertence, a grandeza lhe é dada por Alguém maior, que quer que cresça na provação, que utilize a desgraça para exercitar as grandes virtudes – justiça, caridade, piedade; que valorize a morte pela vida, a pobreza econômica pela riqueza espiritual, ao ponto que o seu patrimônio seja inteiramente patrimônio do espírito, e a sua dignidade não dependa do estado econômico, mas da força do caráter, da resignação heroica, da vitória que o bem conquista sobre o mal, para nós e em nós. Então somos produtores de vida. Esta é a provação que céu e terra assistem e cuja extinção abre uma eternidade.
Se passarmos entre as misérias empobrecendo-nos também na alma, se reagirmos ao negativo brutalizando-nos, se desmoronarmos prostrando-nos no desespero e desgastando-nos, desperdiçamos estupidamente a nossa fadiga, sujamos sem dignidade as nossas lágrimas, desnutrimos a alma. O amor heroico transforma o sofrimento em alegria, as nossas penas tornam-se instrumento para exercícios espirituais: as desgraças oferecem a cada um uma exigência de santidade, isto é, de humanidade perfeita, sendo aperfeiçoada pela graça.
Retirado de: Igino Giordani, A revolta moral, Capriotti Editore, Roma 1945
www.iginogiordani.info
12 Jun 2013 | Sem categoria
Sou médico, especialista em doenças infecciosas e estou em contato com pacientes soropositivos e doentes de AIDS há cerca de 30 anos. Sou o titular dessa patologia no hospital onde trabalho em Kinshasa, a capital do Congo.
Aprendi muito cedo na vida a participar da transformação da sociedade em que vivo. Criar uma sociedade nova e justa, na qual o homem é o centro das preocupações de todos os membros da comunidade, foi uma das prioridades da minha vida. Portanto, decidi trabalhar como médico para estar a serviço dos meus irmãos.
Terminados os estudos de medicina, tive que enfrentar um grande desafio: as condições de trabalho eram cada vez mais degradantes, os salários insignificantes. As condições materiais do médico não ajudavam a ter uma consciência profissional e a ser honesto. Para sobreviver bem, era preciso trabalhar em organismos internacionais ou em clínicas privadas.
Muitos dos meus colegas médicos emigraram para a Europa ou para os Estados Unidos.
A certa altura, eu também tive a tentação de emigrar. Depois de ter ponderado com a minha esposa, decidimos ficar no país, aceitando a situação de pobreza: doentes pobres, condições difíceis de trabalho, falta de material e por vezes tentativa de corrupção.
Eu me encorajava trabalhando junto com médicos do Movimento dos Focolares e outros que, como eu, sentiam que era preciso colocar o doente acima de tudo.
No início temíamos a possibilidade de ser contagiados pelo vírus: escassas condições higiênicas e as estruturas sanitárias carentes não nos davam alguma garantia. Naquele período o nosso país estava em plena crise socioeconômica e política. Não recebíamos mais ajudas da cooperação internacional. Depois explodiu a guerra com toda a problemática relativa. Tínhamos grandes dificuldades para cuidar dos doentes de AIDS, mas fomos em frente e foi uma ocasião para viver concretamente o amor.
A nossa ação se concretizou em algumas atividades em vista do tratamento da AIDS e da prevenção.
Para o tratamento dos doentes, com a ajuda da associação Ação por um Mundo Unido (AMU), foi possível construir uma estrutura sanitária completa de laboratório de análises. Além disso, começamos um programa de tratamento com remédios específicos, finalmente disponíveis também na África e garantidos para todos, inclusive para os pobres. Tudo isso foi fruto de recentes escolhas por parte da ONU na estratégia da luta contra a AIDS.
Para a prevenção foi programada, de forma sistemática, a formação de educadores e divulgadores que devem intervir no plano psicológico, sociológico e moral junto aos jovens e às famílias, para suscitar na população uma mudança de comportamento. O conteúdo principal dos cursos consiste em dar informações completas e corretas sobre a transmissão e a prevenção da doença. Alguns pensam que o vírus provém da manipulação de laboratório; outros vêem a sua origem em Deus, por causa do pecado, quase como uma espécie de punição. Esses conceitos, muitas vezes ligados à cultura africana, são muitos difíceis de serem eliminados. Por isso, procura-se aprofundar a origem da doença, os efeitos do vírus sobre o sistema imunitário e os meios de prevenção da AIDS.
Além do desenvolvimento de atividades produtoras com o objetivo de melhorar a alimentação de base, procuramos também garantir um apoio psicosocial aos doentes e às suas famílias.
(M. M. – Congo)
7 Jun 2013 | Sem categoria
Eu sou brasileiro, o quinto de uma família de seis filhos, dos quais, dois são do primeiro casamento do meu pai, que ficara viúvo.
Eu tinha apenas um ano de idade quando o meu pai nos deixou, minha mãe estava grávida e não tinha a possibilidade de trabalhar porque nós éramos ainda muito pequenos.
Não tínhamos parentes naquela mesma cidade e o meu pai não contribuía ao nosso sustento, portanto, a situação tornou-se muito difícil. Não tínhamos nada para comer e muitos débitos que não conseguíamos saldar. Minha mãe decidiu vender alguns móveis para cobrir as necessidades imediatas e, portanto, em casa tínhamos somente o que era essencial.
Um dos meus irmãos mais velhos, nascido do primeiro casamento de meu pai, tinha um mercado onde minha mãe buscava o necessário para nos alimentar. Mas, uma vez que não tínhamos recursos para pagá-lo, um dia ele levou a nossa geladeira como pagamento.
Não conseguíamos pagar a conta da energia elétrica, que foi cortada, e depois não conseguíamos mais comprar gás. Durante alguns anos nós usamos lampiões e cozinhávamos no fogão a lenha. Muitas vezes os nossos vizinhos nos ajudavam, com o pouco que podiam dispor.

Lizomar Dos Santos
Nesse ínterim meu pai constituiu outra família na qual teve três filhos. Para nós foi muito duro não receber o amor dele, mas minha mãe sempre nos ensinou a respeitá-lo: ele é o nosso pai. Quando o víamos ela sempre nos dizia: “Aquele é o pai de vocês, vão pedir que ele os abençoe!”
Até aos dezoito anos de idade eu trabalhei como vendedor ambulante. Muitas vezes eu me escondia quando via algum amigo porque eu me envergonhava. Trabalhei também como lavrador e pedreiro. No ano de 2000 fui convocado para fazer um estágio no Tribunal de Justiça e depois fui contratado para trabalhar na secretaria do Tribunal, como reconhecimento ao meu esforço e dedicação. E assim eu consegui terminar os estudos e me formei em letras.
Um dia fui convidado por um amigo a participar de um encontro promovido pelo Movimento dos Focolares, do qual ele já participava. Naquela ocasião eu descobri que Jesus, no sofrimento e abandono vivido na cruz, podia dar significado ao meu sofrimento e ao sofrimento da minha família. Eu acreditei que todos os acontecimentos da minha vida tinham sentido e que o sofrimento que eu vivi serviu para me tornar uma pessoa mais humana, mais sensível aos sofrimentos dos outros. Esta descoberta me conduziu e me conduz a um encontro pessoal com Deus a quem eu decidi doar a minha vida, servindo os irmãos no caminho do focolare.
Video: Vigília de Pentecostes com Papa Francisco. Introdução: Cantos e testemunhos
(contém o testemunho de Lizomar Dos Santos)
Língua italiana